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Paz e Bem
Que o Serviço de Animação Vocacional revisite os nutrientes de nossa escolha. Há urgência de tomar consciência de nossa Vocação Franciscana e Missão em anunciar a Boa Nova a nossos contemporâneos.
É TEMPO DE SONHAR! O pior que pode acontecer a uma pessoa é deixar de sonhar. Que sonhos?
►Uma vida franciscana mais contemplativa, aberta ao sopro do Espírito. Uma vida franciscana que se converta em grito profético do Absoluto de Deus, num mundo onde se multiplicam ídolos.
►Uma vida franciscana fiel às suas inspirações
►Uma vida franciscana corajosa e criativa! Que não abrace o medo, a passividade, a instalação e o conformismo.
► Uma vida franciscana que, como Francisco de Assis, capte a desumanização de nosso tempo e com coragem mova-se para a periferia, para a fronteira e abrace novamente os leprosos.
►Uma vida franciscana profética que se converta em paixão, em experiência fundante de vida, em urgente necessidade de anunciar o rosto misericordioso de Deus, a fraternidade, a reconciliação, a paz e a solidariedade. VAMOS SONHAR COM UMA VIDA FRANCISCANA QUE SE CONVERTA EM MEMÓRIA TESTEMUNHAL DA TERNURA DE NOSSO DEUS E DA FORÇA DO SEU ESPÍRITO!
► Uma vida franciscana samaritana num mundo de pessoas deixadas pelo caminho, feridas, meio mortas, violentadas e inseguras.
► Uma vida franciscana inserida, inculturada, exigente de desprendimento e de um grande amor pelas pessoas, uma vida franciscana GERADORA DE UMA CULTURA DE VIDA E GERADORA DA CIVILIZAÇÃO DO AMOR!
►Uma vida franciscana que ofereça espaços de encontro, de acolhida, de gratuidade, de festa, de partilhas serenas e alegres. UMA VIDA FRANCISCANA QUE SEJA MEMÓRIA PROVOCATIVA DO ANSEIO VITAL QUE ENVOLVE O CORAÇÃO DE TODA PESSOA FEITA PARA VIVER COM OS OUTROS, E NÃO À MARGEM DOS OUTROS!
►Uma vida franciscana pobre, um coração condividido na alegria, com diálogo, discernimento e querer de Deus.
►Uma vida franciscana lúcida, capaz de olhar distante, para ver o que muita gente não vê, cheia de imaginação e ousadia, capaz de comprometer-se na busca de formas alternativas de vida.
►Uma vida franciscana que, como Francisco, seja uma Primavera na Igreja = símbolo, sinal, parábola e profecia do Reino.
►Uma vida franciscana que caminhe despojando-se de tudo que a impeça de caminhar na direção de Francisco e tudo o que ele construiu há 800 anos. UMA VIDA FRANCISCANA QUE CRIE ODRES NOVOS PARA UM VINHO NOVO !!!
Uma vida franciscana que avance, sem nada de próprio, seguindo o Senhor da História, com um fogo e paixão que nos queime por dentro!
O SENHOR SABERÁ FAZER HOJE, GRANDES COISAS, COM OS HUMILDES DE CORAÇÃO, COMO AS FEZ, HÁ 800 ANOS, COM FRANCISCO E CLARA DE ASSIS!
PAZ E BEM
Frei Vitório Mazzuco Filho, OFM
SUA ORIGEM
São Francisco nasceu no ano de 1181 ou 1182, em Assis, na Itália.
A data exata não se sabe. Ao ser batizado, ele recebeu da mãe o nome de João. Na Idade Média, o nome João ou Joana, por uma grande devoção a São João Batista, era muito popular.
Havia também o costume de, às vezes, a pessoa trocar de nome e o nome de batismo ficar esquecido.
Foi o que aconteceu com Francisco de Assis.
Ele recebeu, no Batismo, o nome João. Porém, o seu pai, Pedro di Bernardone, por gostar muito da França, onde fazia bons negócios, comprando tecidos para vender em Assis, não estando presente na ocasião do seu Batismo, mudou o nome de João para Francisco, prevalecendo este nome. Coisa parecida aconteceu com o nome da mãe de São Francisco: nós a conhecemos pelo nome de Pica, mas é porque ela nasceu numa região da França chamada Picardia.
O seu nome era Joana. Francisco teve também um irmão, chamado Ângelo, de quem pouco se sabe.
Novamente, o Catecismo:
953 - A comunhão da caridade. Na "comunhão dos santos" "ninguém de nós vive e ninguém morre para si mesmo" (Rm 14,7). "Se um membro sofre, todos os membros compartilham seu sofrimento; se um membro é honrado, todos os membros compartilham sua alegria. Ora, vós sois o Corpo de Cristo e sois seus membros, cada um por sua parte" (1Cor 6-27). "A caridade não procura seu próprio interesse" (1 Cor 13,5) O menor dos nossos atos praticado na caridade irradia em benefício de todos, nesta solidariedade com todos os homens, vivos ou mortos, que se funda na comunhão dos santos. Todo pecado prejudica esta comunhão.
O papel superlativo do amor vê-se também quando se compara com a longanimidade, ou seja, suportar pacientemente o mal ou a provocação. Ser longânime significa ser paciente, bem como vagaroso em irar-se. O que torna as pessoas impacientes e prontas a irar-se? Não é a falta de amor? Contudo, o bom Deus é longânime e "tardio em irar-se". (Êxodo 34,6; Lucas 18,7) Por quê? Porque nos ama e "não deseja que alguém pereça". — 2Pedro 3,9.
O Catecismo diz:
1823 - Jesus fez da caridade o novo mandamento. Amando os seus "até o fim" (Jo 13,1), manifesta o amor do Pai que Ele recebe. Amando-se uns aos outros, os discípulos imitam o amor de Jesus que eles também recebem. Por isso diz Jesus: "Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei em meu amor" (Jo 15,9). E ainda: "Este é o meu preceito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12).
Já vimos por que o amor é maior do que a fé, e as razões fornecidas aplicam-se aos demais frutos do Espírito, isto é, a benignidade, a bondade, a brandura e o autodomínio. Todas estas são qualidades necessárias, nas não nos beneficiarão sem o amor, como Paulo observou em 1Coríntios 13,3: "e ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará." Por outro lado, é o amor que produz qualidades como a benignidade, a bondade, a fé, a brandura e o autodomínio. Assim, Paulo acrescentou que o amor é benigno e que "suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas". Sim, o "amor nunca falha". (1Coríntios 13,4.7.8) Tem-se dito acertadamente que os outros frutos do espírito são manifestações, ou variados aspectos, do amor, o primeiro mencionado. Assim sendo, dos nove frutos do espírito o amor é, deveras, o maior.