Matéria da Nossa Irmã Denize Aparecida Marum Gusmão
http://ofsvilaclementinosp.blogspot.com/

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM (*)
1. Pululam os movimentos religiosos no seio da Igreja. Uns são mais na linha da espiritualidade cristã ou mariana, outros conjugais, outros ainda na linha da ação. Alguns marcados por uma espiritualidade conservadora, outros com acentuação da dimensão comunitária e transformadora.
Todos eles, sejam focolarinos, carismáticos, Opus Dei, desejam levar seus membros à santidade de vida.
Não podia ser de outra forma. O grande perigo é o da multiplicação de grupos que agem e vivem mais ou menos fechados. A Igreja sempre precisou de grupos suscitados pelo Espírito para revigorar-se.
Salesianos, beneditinos, jesuítas e franciscanos são convidados a serem partes de uma bela sinfonia: a sinfonia do Reino que vai se implantando entre nós. Não constituem guetos.
2. Entre esses movimentos espirituais está a Ordem Franciscana Secular. Leigos cristãos manifestam o desejo de seguirem Cristo de perto, buscando a santidade, na trilha de Francisco de Assis, de seu jeito de viver, de ser, de andar pelo mundo. Os terceiros franciscanos seculares levam a sério a vida cristã que lhes é apresentada e não querem repetir a mesmice, não querem ser pessoas que correm de um lado para o outro, mas que buscam o Cristo vivo e ressuscitado, pobre e despojado, vivendo simplesmente em fraternidade e trabalhando para que o mundo seja daquele que os ama.
3. Não vivem nas sacristias, nem são em primeiro lugar trabalhadores nas paróquias. São pessoas chamadas, vocacionadas. Entram na Ordem Franciscana Secular porque experimentam uma vocação. “ É isso que eu quero, isso que busco de todo o coração”. São cristãos seculares, cristãos sérios vivendo em suas famílias, no mundo do trabalho, na transformação das coisas à luz do jeito franciscano de viver: família franciscana, oração franciscana, trabalho franciscano, simplicidade e humildade franciscanas.
Insistimos: são seculares.
4. São pessoas que estão num constante estado de crescimento, de amadurecimento humano, cristão, franciscano e missionário. Através da formação inicial e permanente, vão crescendo como seres humanos delicados, corteses, atenciosos aos outros, fraternos. Convivem com Cristo de tal forma que, aos poucos, podem dizer com Paulo que não são eles que vivem, mas Cristo que neles vive. De tanto irem às Fontes Franciscanas se encantam com o exemplo de Francisco e procuram ser discípulos do Poverello pobre, despojado, alegre, espontâneo, generoso. E colocam-se à disposição dos outros. Gostam de cuidar dos leprosos de hoje e conviver com os mais despojados.
5. Muitos dos franciscanos seculares são casados. E vivem em suas famílias os valores franciscanos. Num mundo marcado pelo individualismo, cultivam o fraternismo e o mútuo serviço. Num tempo de sofisticações, são simples. Na era do consumismo, não adoram o poder, o dinheiro. São seres profundamente evangélicos que enfeitam a face da terra. Um família franciscana é uma bênção para a Igreja.
6. São e querem ser cristãos de olhos abertos. Não agem por agir. Pensam no que fazem e por isso, em suas reuniões e encontros se servem do método do ver-julgar e agir. Examinam a realidade, iluminam-na com sua vida evangélico- franciscana e passam a agir. Tudo passa por seu crivo: dinheiro, poder, modo de fazer pastoral, relacionamentos com outras pessoas, lazer, política.
7. Normalmente, os franciscanos seculares vivem no mundo. Reúnem-se ao menos uma vez por mês para a reunião mensal. Ninguém falta à reunião. Os que faltam justificam a ausência. Participam, vivem cada momento do encontro. Rezam juntos. Partilham a vida. Cuidam especialmente dos doentes. Três momentos constituem sua reunião: oração, estudo e confraternização. Contam os franciscanos seculares com a presença de um religioso franciscano como assistente, aquele que os acompanha e que é um sinal de liame da Terceira com a Primeira Ordem. Os Provinciais são tidos a nomear assistentes para todas as fraternidades de seu território. Em suas reuniões, os franciscanos seculares procuram descobrir juntos onde a Ordem e a Igreja precisam de seus braços, de sua voz e de sua dedicação pastoral. Não se concebe um franciscano acomodado e inerte. A reunião geral é sacramento de uma vida fraterna que os irmãos vivem durante o mês.
8. Depois da formação inicial os terceiros franciscanos fazem sua profissão. Trata-se de uma retomada da graça do batismo, agora com consciência mais aguda. Não se trata apenas de um gesto religioso qualquer. Os que professam ficam ligados para sempre à Ordem e afirmam desejar buscar as graças da santidade nessa Fraternidade até o fim de seu dias.
9. Adotam um estilo de vida simples e acolhedor, são corteses e atenciosos, modestos e fraternos, perseverantes e fiéis.
10. Vivem um justo equilíbrio entre ação e contemplação. Repetem em suas vidas as inquietudes de Francisco. Este, por vezes, tinha vontade de viver nos eremitérios e grutas, em silêncio com seu Amado. Ele compreendeu que sua vocação era ir pelo mundo, sem perder o espírito da santa oração e da devoção. Os franciscanos seculares gostam de rezar em silêncio, retiram-se para lugares ermos. Têm uma intensa vida de oração. Ao mesmo tempo são pessoas ativas porque sabem que precisam tornar Cristo amado.
Extraído de http://www.franciscanos.org.br/v3/almir/artigos/ofs/15.php acesso em 17 mar. 2010.
Foto: Serj cooking / Arto Teräs. 2006. Disponível em http://ajt.iki.fi/travel/moldova/index.html acesso em 17 mar. 2010

Este texto seguiu de perto o capitulo Vivere la fraternità, do livro "La gioia di viverei il Vangelo", de Michel Hubaut, OFM, publicado pelas Edizioni Messaggero de Padova, p. 22-33
Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM (*)
1. O Documento final do Capítulo da OFS de Manaus pediu que fosse feito um esforço de revigoramento das reuniões mensais e da vida fraterna. Constituímo-nos em Fraternidades. Somos Fraternidades da Ordem Franciscana Secular.
2. Ser irmão significa não querer dominar, mas servir. Uma das palavras-chaves da espiritualidade franciscana é servir. Nos escritos de Francisco encontramos mais de cinqüenta vezes o verbo servir e perto de vinte vezes o substantivo servo. Belo e sugestivo o que Francisco escreve:
“Neste gênero de vida, nenhum irmão tenha poder ou dominação, principalmente entre si. Pois, como diz o Senhor no Evangelho:
Os príncipes dos povos os dominam e os que são maiores exercem poder sobre eles, assim não será entre os irmãos. Mas todo aquele que quiser tornar-se maior entre eles, seja ministro e servo deles. E quem entre eles é o maior, faça-se como menor” (...)
“E nenhum irmão faça ou fale mal do outro. Antes, pelo contrário, sirvam e obedeçam de boa vontade uns aos outros na caridade do espírito” (Regra não Bulada 5,12-17).
“E ninguém se chame prior mas, neste gênero de vida, todos se chamem irmãos menores. E um lave os pés dos outros”( Regra não Bulada 6,3).
3. Os relacionamentos fraternos entre os discípulos de Francisco situa-se na linha dos servidores. Na experiência do Poverello, em sua juventude, ele compreendeu que os relacionamentos humanos eram marcados pela dialética do padrão e do empregado, do forte e do fraco, do superior e do inferior. Sabemos que a mesmo impulso nos ronda: a grande tentação do poder, ser o maior, o mais inteligente, o mais brilhante, o mais forte, em resumo, o primeiro. Normal que as pessoas queiram avançar e progredir. Francisco compreendeu claramente que esse desejo fundamental de afirmar-se tem como perversão o desejo do domínio e da apropriação. Somos todos capazes de fazer uma lista de exemplos concretos disso no campo profissional, nos relacionamentos nacionais e internacionais e mesmo nos ambientes eclesiais. Nossa sociedade, baseada na competição e competitividade, é feita para os lobos e não para os fracos e débeis. No Evangelho, notamos a vontade de brilhar dos filhos de Zebedeu. Francisco quer construir sua nova fraternidade baseada na idéia do serviço. Para ele, converter-se à fraternidade significa passar gradualmente do dominador que dorme em cada um de nós ao servo dos irmãos.
4. Francisco fará do mútuo serviço, vivido em minoridade, na igualdade, na simplicidade, na humildade um dos fundamentos da fraternidade. Ele sabe que cada grupo humano precisa de pessoas responsáveis pelo seu andamento. Mas sua autoridade não pode ser um poder de domínio, mas um serviço.
“Os ministros acolham os irmãos com caridade e benevolência. Tenham-lhes tanta familiaridade que os irmãos possam lhes falar e proceder como senhores para seus servos. Pois assim deve ser que os ministros sejam servos de todos os irmãos” (Regra Bulada 10,5-6).
5. Servir significa partilhar com confiança. Para Francisco ser irmão significa querer servir os outros. Isso pressupõe que conheçamos suas necessidades. Fraternidade é um lugar onde cada pessoa pode dar, pedir e receber. “Onde quer que estejam os irmãos, mostrem-se familiares uns com os outros. E cada um manifeste ao outro com confiança suas necessidades, porque como uma mãe nutre e ama seu filho carnal com mais cuidado não deve um amar e nutrir seu irmão espiritual? E se algum cair doente que os irmãos o sirvam como gostariam de ser eles mesmos servidos” (Regra Bulada 6,79). Francisco fala da pobreza e da fraternidade no mesmo texto. Não se pode dissociar fraternidade e pobreza. O pobre é alguém que se encontra na necessidade. Todos somos pobres de alguma coisa. Para cobrir esta pobreza, o Senhor nos dá irmãos e irmãos que nos complementam. Tornamo-nos como transmissores das atenções de Deus para com nossos irmãos e irmãs. O homem satisfeito consigo mesmo nunca será irmão. A fraternidade supõe pessoas que, ao mesmo tempo, dão e recebem. Se no casal, na sociedade e em nossos grupos apenas recebemos não existe fraternidade. O paternalismo gera seres infantis e assistidos e não irmãos e irmãs.
6.Francisco privilegia a imagem da mãe. Características do amor maternal: ternura vigilante, intuição, devotamento. Francisco fala do amor espiritual para significar que não estamos num ajuntamento qualquer, mas na força do Espírito que une e cimenta os relacionamentos.
7. A fraternidade é o primeiro lugar de nossa conversão. É no nível dos relacionamentos que se exercita e se verifica nossa vida de fé. Desde o momento do encontro com o leproso Francisco sabe que converter-se ao Evangelho é, antes de tudo, sair de si mesmo. Uma fraternidade com os mais simples... encontra-los, servi-los, viver com eles. Nesse dia, ele descobre a fraternidade. Mais tarde haverá de compreender que o Cristo fez a mesma opção, ou seja, viver a singeleza e pobreza do ser humano. Cristo sai de si mesmo. Cada manhã podemos fazer a escolha de sairmos de nós mesmos e caminhar na direção do Senhor e dos outros. A vida de fé é sempre uma saída de si, sempre um êxodo na busca de uma maior felicidade.
8. Os irmãos que o Senhor nos dá constituem um convite à conversão. Eles nos instigam a que nos superemos. Sua maneira de ser e a convivência com eles nos revelam quem somos nós. Os relacionamentos entre as pessoas são um lugar de prova, de verificação onde cada um faz a verdade. Não se pode trapacear com aqueles que vivem todo o tempo conosco. Os irmãos me fazem descobrir meu pecado: inveja, bloqueios, trevas, pobreza, incapacidade de amar de verdade sem dobrar-me sobre mim mesmo. Somente a pessoa que faz a verdade de si pode ser irmão.
9. Os que buscam uma fraternidade ideal (ou um casal ideal) é quem vive na ilusão e não na verdade. Sonha com uma fraternidade ideal e não a constrói cada dia. Um dos fundamentos da fraternidade é assumir as grandezas e as misérias dos outros. O mistério da cruz está plantado no seio das fraternidades e do casal. A vida fraterna será um sucesso se for uma vitória cotidiana, vitória do Espírito, sobre o caos do pecado.
10. A fraternidade evangélica não existe ainda. Está sendo construída. É uma história, uma utopia criativa, uma tensão fecunda. Cada um de nós não cessa de converter-se ao amor fraterno. Onde quer que homens e mulheres desejem viver a fraternidade evangélica sempre se erguerão forças caóticas para destruí-la. Podemos designá-los de diabo, trevas ou o simplesmente o mal. Não se vive a fraternidade “como reserva celeste”. Em todas as comunidades há doentes, velhos impotentes, pessoas difíceis... que constituem uma parte do povo que marcha na direção de Deus.
11. Não se vive a fraternidade como espaço idealizado. Francisco viveu a fraternidade como um lugar pascal. Nela encontrou suas maiores alegrias, mas também grandes sofrimentos. Ali, desta maneira, ele entrou na verdadeira pobreza evangélica.
Concluindo
● Nossas fraternidades constituem nossa riqueza e nosso patrimônio.
● Há nelas um pulular de talentos.
● Quando se fecha uma fraternidade, via de regra, o motivo foi a negligência no campo do fraternismo.
● Histórias aquecem histórias, histórias aquecem histórias.
Pontos práticos a respeito das reuniões e vida fraterna
1. Nossa riqueza são nossas fraternidades concretas: os talentos de tantos que não podem ser desconsiderados. Pobres são as fraternidades em que apenas alguns circulam pelos seus espaços.
2. Todos precisam participar da vida da fraternidade. É sinal de doença quando fraternidades não têm candidatos para os serviços necessários.
3. Atenção toda especial deve ser dada no sentido de que não haja faltas às reuniões e que os afastados sejam buscados. Os que faltam à reunião serão convidados a justificar a ausência com antecedência.
4. Sinal de fraternidade é a correponsabilidade na contribuição financeira.
5. Certamente será fundamental valorizar a reunião geral. Esta precisará de revestir de alguns elementos:
● Realizá-la respeitando seus tempos: oração, estudo e confraternização. Nunca ela pode ser ocasião de tédio. Todos precisam ter vontade de voltar no mês seguinte.
● Não durar nem demais, nem de menos.
● Pedir pontualidade.
● Realizá-la em lugar marcado por certa beleza…
● Inventar mecanismos para que os irmãos se encontrem em outros momentos, sem obrigação e coação.
● Fazer uma reunião opcional para estudo e oração.
● Fazer de dois em dois ou mais os trabalhos pastorais.
● Cuidar que algumas vezes a fraternidade tenha celebração eucarística própria.
● Que o maior número de irmãos tenham tarefas na reunião mensal ou em outros momentos da vida da fraternidade. Ninguém se sinta aposentado.
6. Necessário preparar os irmãos para os cargos e serviços.
7. Fazer reuniões de tal modo que sejam convidados umas duas vezes por ano familiares, filhos, netos e amigos.
8. Quando as fraternidades são grandes há o costume de se dividir a mesma em grupos de vivência fraterna, orante e de estudo.
9. Cuidar carinhosamente da visita aos irmãos enfermos e idosos.
(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM, Assistente Nacional pela OFM e Assistente Regional do Sudeste II


Santa Clara
Por que o nome Clara?
Porque ela é filha primogênita de um casal italiano, muito nobre. Por volta de 1194 sua mãe estando no final da gestação, temia pelo momento do parto, por ser a primeira vez. Sendo assim se recolhe em oração e, aos pés de seu crucifixo, ouviu uma voz que lhe dizia: "Não temas, mulher, porque terás um parto normal e a luz daquela que vai nascer resplandecerá com mais claridade que um dia de sol". Portanto, no nascimento tudo deu certo e no Batismo deu à menina o nome de Clara.
Clara teve mais irmãos?
Sim, duas irmãs: Inês e Beatriz, que mais tarde também se sagraram clarissas, entrando para o convento.
Como surgiu sua vocação?
Clara crescia se fortalecendo na fé, e no amor a Deus e ao próximo. Seu grande propósito era oferecer sua vida a Jesus Cristo. Quando completou 17 anos seus pais preocuparam-se com seu futuro. Falavam em casamento. Ela era um bom partido, por ser nobre, rica, bela, inteligente e elegante. Clara possuía um coração que não se contentava em entregar-se pela metade, casando-se. Sua decisão era firme: seguir Cristo em absoluto na vida evangélica.
E Clara conseguiu seu objetivo? Como ocorreu?
Tendo completado 18 anos, a jovem já havia conseguido maturidade para dar o passo decisivo. Sua família ignorava seu projeto, apenas uma amiga sabia o que ia acontecer. Clara saiu de casa durante a noite. Nada temeu. Foi ao encontro de alguns amigos franciscanos, com quem iniciava sua maravilhosa aventura evangélica. Seu projeto de vida seria viver em pobreza voluntária, servindo a Jesus Cristo e aos irmãos.
Então ela fica só?
O exemplo de Clara atraiu logo outras jovens e sua irmã Inês, primeiramente. Depois sua irmã Beatriz e até sua mãe, visto que o pai já havia falecido. Onde elas ficaram e o que faziam?
Formou-se então uma comunidade fraterna. Elas foram morar em São Damião, capela perto de Assis. Em pouco tempo esta capela foi transformada em Mosteiro. Uma casa de oração perpétua e de meta para muitas jovens. Clara foi, portanto eleita abadessa.
As Clarissas são contemplativas?
Elas levavam em frente o carisma franciscano: viver o evangelho em sua radicalidade, na linha da pobreza e da fraternidade. A clausura de São Damião ia se transformando em uma "semente evangélica orante".
Clara só rezava ou há mais para saber de sua vida?
Clara, além de rezar, também tinha uma linha para dirigir a comunidade: "ser serva e escrava de todas", seguindo a imitação da Virgem Maria. Todas recorriam a ela. Iam a ela nos perigos, nas necessidades materiais e até quando estavam doentes, aflitas ou atribuladas.
Qual era o procedimento de Clara?
Clara regia o Mosteiro como mãe. Levantava à noite para cobrir suas filhas. As que sofriam fisicamente recebiam o alívio quando ela traçava o sinal da cruz. Ocorriam curas, libertações... No processo de canonização há vários relatos de irmãs que deram testemunho.
Santa Clara só auxiliava sua comunidade?
Não, ela servia à Igreja não mediante grandes obras de apostolado, mas com a santidade de sua vida. Viveu seus 41 anos na clausura em São Damião e na mais absoluta dimensão eclesial. Santa Clara, como verdadeira profetisa, levava a vida escondida em Deus, por isso situou-se no coração da Igreja fazendo-se eco da mesma.
Com efeito, se Clara amava a Igreja e havia entregado sua vida por ela, por sua vez a Igreja amava Clara como sua filha querida e fiel. Os Papas e Cardeais confiavam os problemas da Igreja às orações de Clara e de suas irmãs. Santa Clara vive ainda na pessoa de suas filhas, as clarissas, que levam em frente sua missão na Igreja local e universal.
Rezam pelas necessidades de todos aqueles que se encontram com problemas e dificuldades diversas. Rezam por aqueles que se afastaram do bom caminho. Rezam por aqueles que não tem tempo de rezar. Rezam por todos. É uma oração universal. O papa Alexandre IV disse de Clara em sua Bula de Canonização: "... Permanecia esta luz escondida na clausura, porém enviava ao exterior seus raios resplandecentes, escondia-se no pequeno mosteiro, porém difundia sua luz num vasto mundo". O verdadeiro mestre da história é o santo, pois transforma os corações dos que fazem a história. Com certeza, Clara mudou muitos corações!
Por que Santa Clara é padroeira das telecomunicações?
Ocorreu que, em uma noite de Natal, encontrava-se doente e acamada, impossibilitada de participar das celebrações. Suspirando disse: "Senhor Deus, eis-me aqui sozinha, abandonada por ti neste lugar".
De repente, começou a ouvir o canto maravilhoso da Igreja. Escutava os salmos, seguia a harmonia dos cantos, enfim, percebia até os sons dos instrumentos. Na manhã seguinte partilhou com todas o ocorrido. Por esse fato, há alguns anos, a Igreja proclamou-a padroeira das telecomunicações.
Demorou o processo de sua canonização?
Clara deixou a terra no dia 11 de agosto de 1253. Dois anos após esse dia ela foi canonizada pelo Papa Alexandre IV. Se durante sua vida mortal Santa Clara fez muitos milagres, mais números são os que fez depois que entrou na glória do Pai. Há mais de 750 anos Santa Clara vem beneficiando a humanidade.
Susan Deise de Oliveira Feliciano
NADA... NADA ALÉM... NADA MAIS...
Tão linda...
Tão pura...
Tão meiga..
Tão plena ternura...
Tão mãe natureza...
O que seríamos sem ela?
E o que seremos sem sua formosura?
Nada...
Porque...
homens perversos, desumanos...
estão quebrando os seus encantos...
sua inigualável brandura...
que nos cercava por todos os lados...
e agora não nos cerca mais como antes...
Seus mares e rios...
não são mais os mesmos...
Seus veios naturais também não o são...
Porque a perversão e a ganância humana...
Os estão dizimando...
Como estão dizimando os animais,
as espécies vegetais e minerais...
e até mesmo a nossa própria raça...
Estes indignos filhos ingratos...
estão contaminando também o espaço...
Que o diga a camada de ozônio destruída...
Contagiando e comprometendo...
toda a vida de nosso planeta...
Causando catástrofes horrendas...
Trazendo doenças incuráveis...
e outros tantos males incontáveis...
Mãe natureza...
A razão humana perdeu o sentido de ser...
Os homens já não reconhecem mais o seu criador...
Optaram pela frieza e dureza de coração...
Por isso andam na contra mão da naturalidade...
Deixaram-se tomar pela vaidade...
e outros males morais de nosso tempo...
Desse modo,
inventaram ídolos para si...
Na música...
Nos filmes e novelas...
Nas esferas da fama...
e do vão poder televisivo...
O que esperar de uma sociedade assim?
Nada além dos males plantados...
Nada além dos pecados cometidos...
Nada além dos castigos que nos impomos...
Nada além dos infortúnios concebidos...
Nada...
Nada além...
Nada mais...
...
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.
Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFMAs Edizioni Poziuncola, de Assis, publicaram um alentado estudo sobre Clara de Assis da autoria de Chiara Giovanna Cremaschi, conhecida autora de textos sobre a vida das Irmãs Pobres de São Damião (Chiara di Assisi. Um silenzio che grida, 2009). Desta obra colhemos as informações que agora apresentamos a respeito das origens de Clara.
Extraído de http://www.franciscanos.org.br/v3/almir/artigos/clara/01.php
Ilustração: Die heilige Klara verteilt Almosen. Badische Landesbibliothek, Karlsruhe, Codex Tennenbach 4, fol. 17r. Antes de 1492. Disponível em http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Codex_Tennenbach_4_017r.jpg acesso em 20 jan. 2010. acesso em 20 jan. 2010.
Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne, o mundo tem saudades de ti qual imagem de Jesus crucificado. Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem, dos teus pés descalços e feridos, das tuas mãos transpassadas e implorantes. Tem saudades da tua voz fraca, mas forte pelo poder do Evangelho.
Ajuda, Francisco, os homens de hoje a reconhecerem o mal do pecado e a procurarem a sua purificação na penitência. Ajuda-os a libertarem-se das próprias estruturas de pecado, que oprimem a sociedade de hoje. Reaviva na consciência dos governantes a urgência da Paz nas Nações e entre os Povos. Infunde nos jovens o teu vigor de vida, capaz de cotrastar as insídias das múltiplas culturas da morte.
Aos ofendidos por toda espécie de maldade, comunica, Francisco, a tua alegria de saber perdoar. A todos os crucificados pelo sofrimento, pela fome e pela guerra, reabre as portas da esperança. Amém.

Em dezembro de 2008, surgiu o Blog Movimento de Assis, a partir de um sonho de se divulgar no mundo da internt as atividades da Pastoral Movimento de Assis. Este sonho foi ficando grande e maduro, e alcançou um trabalho pioneiro, abrangendo toda a Igreja Católica de Porto Feliz, nas mais diversas Pastorais e Movimentos, em reuniões, encontros, retiros e atividades, além da Missas e datas festivas e tempo litúrgico.Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne, o mundo tem saudades de ti qual imagem de Jesus crucificado. Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem, dos teus pés descalços e feridos, das tuas mãos transpassadas e implorantes. Tem saudades da tua voz fraca, mas forte pelo poder do Evangelho.
Ajuda, Francisco, os homens de hoje a reconhecerem o mal do pecado e a procurarem a sua purificação na penitência. Ajuda-os a libertarem-se das próprias estruturas de pecado, que oprimem a sociedade de hoje. Reaviva na consciência dos governantes a urgência da Paz nas Nações e entre os Povos. Infunde nos jovens o teu vigor de vida, capaz de cotrastar as insídias das múltiplas culturas da morte.
Aos ofendidos por toda espécie de maldade, comunica, Francisco, a tua alegria de saber perdoar. A todos os crucificados pelo sofrimento, pela fome e pela guerra, reabre as portas da esperança. Amém.
Preocupado com a saúde de Hebe Camargo, que está fazendo um tratamento contra um câncer no peritônio, o humorista Chico Anysio resolveu fazer uma promessa para apresentadora se recuperar logo.
“Fiz, em nome dela, uma promessa que se ela não for pagar, eu vou e pago: Quando ela ficar boa vai a Assis, na Itália, agradecer a Deus no mosteiro de São Francisco de Assis".
Faltam algumas aplicações de quimioterapia e ela estará brilhando e luzindo, como sempre, tomando coisa desta coisa doida da qual ela é a grande rainha. Ave, Hebe!”, contou em seu blog.
Chico também disse que mandou uma imagem de São Franciso para Hebe, como empréstimo.
“Para que depois de boa ela me devolvesse. Não falei com ela, mas meu santinho ficou lá, ao lado dela”, escreveu.
Paz e Bem
No final, após a confraternização uma foto