Dia 8 de novembro
Primeira Eucaristia
na Comunidade de são Francisco de Assis
Paróquia São João Batista
as 9h30m

Onipotente, eterno, justo e misericordioso Deus,
dai a nós, miseráveis,
fazer, por vós mesmo,
o que sabemos que vós quereis,
e sempre querer o que vos apraz,
para que,
interiormente purificados,
interiormente iluminados
e acesos no fogo do santo espírito
possamos seguir os vestígios
do vosso dileto Filho,
nosso Senhor Jesus Cristo,
e chegar só por vossa graça a vós,Altíssimo,
que na Trindade perfeita
e na Unidade simples
viveis e reinais e sois glorificado
Deus onipotente
por todos os séculos dos séculos. Amém.
(S. Francisco de Assis,
"Oração na Carta a toda a Ordem")
Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne, o mundo tem saudades de ti qual imagem de Jesus crucificado. Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem, dos teus pés descalços e feridos, das tuas mãos transpassadas e implorantes. Tem saudades da tua voz fraca, mas forte pelo poder do Evangelho.
Ajuda, Francisco, os homens de hoje a reconhecerem o mal do pecado e a procurarem a sua purificação na penitência. Ajuda-os a libertarem-se das próprias estruturas de pecado, que oprimem a sociedade de hoje. Reaviva na consciência dos governantes a urgência da Paz nas Nações e entre os Povos. Infunde nos jovens o teu vigor de vida, capaz de cotrastar as insídias das múltiplas culturas da morte.
Aos ofendidos por toda espécie de maldade, comunica, Francisco, a tua alegria de saber perdoar. A todos os crucificados pelo sofrimento, pela fome e pela guerra, reabre as portas da esperança. Amém.


Na atual geração de pais, em que as palmadas foram banidas do repertório educativo, elevar a voz se transformou no recurso mais usado para impor disciplina. Em toda parte. “Trabalho com milhares de pais e posso dizer, com certeza, que o grito é a nova surra”, afirma a terapeuta de família americana Amy McCready, organizadora do Positive Parenting Solutions, que dá cursos e aconselhamento para pais. “A maioria se sente sem ferramentas para disciplinar seus filhos e acaba gritando. Depois se sente culpada e passa por um período de autocontrole, mas acaba apelando para os berros novamente, criando um padrão familiar.” Na semana passada, ela disse o mesmo em uma reportagem do jornal americano The New York Times, que mostrou vários psicólogos criticando a pedagogia dos altos decibéis. “Nós elogiamos os pequenos por aprenderem a assoar o nariz, somos amigos do adolescente e somos capazes de passar um bom tempo ajudando nosso filho a entender seus sentimentos. Mas, paradoxalmente, somos uma geração que berra”, diz o artigo.
As educadoras americanas Devra Renner e Aviva Pflock, autoras do livro Mommy guilt (Culpa de mãe), fizeram uma pesquisa com 1.300 pais sobre o que os deixava mais culpados no dia a dia doméstico. Dois terços apontaram “gritar com as crianças” – mais que faltar ao trabalho ou esquecer uma reunião escolar. “Levantar a voz é a reação mais fácil e rápida, aquela que todos os pais cometem. E eu me incluo entre eles”, diz Aviva, mãe de três filhos com idade entre 8 e 17 anos. O debate sobre a pedagogia do grito rapidamente tomou conta da internet. “Meu nome é Francesca Castagnoli, e eu berro com meus filhos”, escreveu, como quem participa de um grupo de reabilitação, a autora do blog Motherblogger, dos mais procurados pelas cibermães. “Sinto como se revelasse o lado ruim de minha família. Gritar é como deixar seu filho trancado no carro enquanto faz compras no supermercado.”
Será tão grave? Os críticos do grito paterno afirmam que ele assusta a criança sem ter efeito pedagógico. “Quando você grita com seu filho, ele não assimila suas palavras. Ouve o volume de sua voz e sente sua raiva”, diz Amy McCready. Segundo ela, a criança pode até obedecer na hora, mas não há efeitos de médio e longo prazos. “Não há aprendizado. Repare como no dia seguinte você provavelmente berrará as mesmas coisas”, diz. Logo, o grito paterno é mais um instrumento de correção ou apenas uma explosão emocional? “Nos dias de hoje, ele revela perda de controle”, diz Anne Lise Scapatticci, psicanalista infantil e doutora em saúde mental pela Escola Paulista de Medicina. Para ela, o diálogo é a melhor forma de educar, mas a criança precisa lidar com a ideia de que pais também ficam nervosos, irritados ou cansados. “Mesmo pequena, ela é capaz de entender as emoções dos outros. Especialmente quando depois do grito existe uma boa conversa ou um pedido de desculpas.”
É assim que procura agir a publicitária carioca Tatiana Saback, de 40 anos, mãe de Pedro, de 12, André, de 10, e Glória, de 9. Ela acredita que levantar a voz em determinadas situações tem “efeito moral”. E, mesmo se não tivesse, há momentos em que não dá para segurar. “Mas nunca deixo de bater um bom papo depois sobre os motivos de eu ter perdido a calma”, afirma. Brigas entre irmãos e desobediência na hora de tomar banho ou estudar são as maiores causas dos gritos – mas estes, ela enfatiza, nunca acontecem na frente de amiguinhos ou na rua. “Serve para eles tomar um susto e acordar. A educação vem depois, na conversa”, afirma Tatiana. Criança nos anos 70, ela se recorda de ter levado boas palmadas – sem traumas. “Naquela época era comum, ninguém se sentia mau pai por causa disso”, diz. “Eu não bato em meus filhos, mas grito quando preciso. Espero estar fazendo o melhor.”
Ó glorioso São Francisco, nosso grande padroeiro, a vós recorremos pela doçura da vossa santidade. Protegei-nos e abençoai-nos. Vós que nos ensinastes a procurar neste mundo a perfeita alegria no amor de Deus e do próximo; vós que tanto amastes as pessoas e a natureza toda, porque proclama a glória e a sabedoria do Criador, fazei-nos servir a Deus na alegria, ajudar o próximo o melhor possível, amar até as mais fracas criaturinhas e, com os nossos bons exemplos e boas ações, espalhar em torno de nós os benefícios da fraternidade cristã. Amém.


No último mês enterrei seis crianças no hospital pediátrico onde todos os sábados celebro a missa. Cinco meninos –Zhenja, Anton, Sasha, Alesha e Igor– e uma menina, Zhenja Zhmyrko, uma bela mocinha de dezessete anos. Morreu de leucemia. Teve uma agonia lenta, com dores terríveis, que nenhum remédio conseguiu aliviar. E neste mês a mesma trágica rotina: cinco pequenos ataúdes é nossa estatística habitual. Estatística tremenda, cruel, assassina. Mas estatística. E em cada caixão há um menino que para seus seres queridos era seu pequeno, amado, adorado, predileto: Maksimka, Ksjusha, Nastja, Natasha, Serezha... ONDE ESTÁ, DEUS? É fácil acreditar em Deus quando caminhamos pelo campo, no verão. O sol resplandece, as flores emanam seu perfume e o ar é suave. "E nos céus vejo Deus", como escreveu o poeta russo Mihail Lermontov. Mas e aqui? Onde está Deus? Se ele é bom, onipotente e onisciente, por que se cala? E se for verdade que castiga estes meninos por suas faltas, ou pelas culpas de seus pais, como crêem alguns, então não é um ser "cheio de paciência e rico em misericórdia", pelo contrário: é cruel. Deus permite o mal para que tiremos algum proveito, ou porque quer nos ensinar algo, ou será para evitar que nos ocorra algo ainda pior ? Isto é o que ensinavam os teólogos em Bizâncio, na Idade Média. E nós também continuamos afirmando algo similar. Então, a morte destes meninos seria uma lição de Deus para nós? Ou um mal menor, que nos permite evitar algo pior? Bem, se Deus planejou estas mortes,mesmo que fosse com a finalidade de fazer-nos entrar em razão, então não é Deus senão um pérfido demônio. Por que teríamos que adorá-lo? Pelo contrário, deve ser expulso de nossa vida. Se Deus, para nos ensinar algo, pôde assassinar Antosha, Sasha, Zhenja, Alesha, Katja e muitos outros meninos, então eu não quero acreditar neste Deus. FÉ É CONFIAR Esclareço que "ter fé", ou "crer", não significa "reconhecer sua existência", senão mais bem "confiar, entregar-se a ele". Se for assim, aqueles que no passado destruíam as igrejas e lançavam à fogueira os ícones tinham razão; ou pelo menos, os que transformavam as igrejas em casas "de cultura". Tudo isto é triste. Mais que triste, é horrível. Ou talvez não seja necessário pensar nisto, senão simplesmente tentar consolar. Dar aos que já não podem carregar mais peso este "ópio para o povo" e, pelo menos assim, esperar que seus sofrimentos sejam aliviados. Consolar, acalmar, compartilhar. Mas o ópio não cura. Serve somente para aturdir por um momento, tira a dor durante três ou quatro horas; e depois deve-se dar mais, e mais e mais... Mas é horrível ter que mentir. E principalmenteo mentir sobre Deus. Eu não posso fazer isso; não consigo. Senhor! Que posso fazer? Olho sua cruz, vejo como morre sofrendo horrivelmente. Olho suas chagas,morto, seu corpo nu, na espera de sepultura... Neste mundo o senhor compartilhou nossa dor. Assim como nós, também grita quando morre na cruz: "Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?" Como um de nós, como Zhenja, como Anton, como Alesha, como cada um de nós, também gritou a Deus esta terrível pergunta e entregou seu espírito". De quem é a culpa da dor? Não sei. Mas sei quem é o que sofre conosco: é Jesus. Mas então, como compreender o mal que é cometido diariamente no mundo? Não faz falta compreendê-lo, senão lutar contra ele. Vencer o mal com o bem, como nos propõe o apóstolo Paulo. Cuidar dos enfermos, vestir e dar de comer aos pobres, deter as guerras, e assim sucessivamente. E sem descanso. E se não pudermos, se nossas forças não forem suficientes, então devemos postrar-nos diante de sua cruz, aferrar-nos ao seu pedestal, como se fosse a única esperança.
Ele morreu na cruz como um criminoso. Com sofrimentos atrozes. O que aconteceu depois de sua morte? Nós acreditamos que ressuscitou, mas não sabemos. Não sabemos! No começo do capítulo vinte do evangelho de João, vemos Maria Madalena, depois os apóstolos Pedro e João, e sentimos essa dor penetrante que impregna tudo nessa manhã primaveril de Páscoa. Dor, tristeza, desespero, cansaço. Mas esta mesma dor penetrante, este mesmo sentimento irremediável, que de maneira tão clara apresenta o evangelho de João, eu o sinto sempre, ao lado do caixão de uma criança ... sinto-o, e com sofrimento, entre as lágrimas e o desespero, creio: sim, vós ressuscitastes para valer, ó Senhor! Klara morreu enquanto escrevia estas páginas, depois Valentina Ivanovna, e por último Andrjusha: são outros três caixões. Há alguns dias um menino me confidenciou que não acreditava que houvesse vida lá no "céu"e, por isto, temia ser um mau cristão. Respondi-lhe que sua dificuldade de compreender o que se refere a outra vida demonstrava justamente o contrário: é a prova da sinceridade de sua fé. E me explico: uma vez um sacerdote –já não tão jovem– disse-me que era difícil falar da morte e ensinar a seus fiéis a não terem medo dela, porque ele não perdera ninguém que lhe fosse verdadeiramente próximo. Sincero. Muito sincero. E muito justo. FALAR A PARTIR DA EXPERIÊNCIA Sinto certa vergonha quando vejo algum jovem sacerdote, recém saido do seminário que, com suficiência e calma, explica a uma mãe que acaba de perder seu filhinho, que na realidade foi melhor assim, que Deus quis assim e que, portanto, ela, essa pobre mãe, não tem que deixar-se abater pela dor. "Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos": é isto o que Cristo nos diz em seu evangelho (Lucas, 20, 38). Mas para que este anúncio penetre no coração, cada um de nós precisa de uma experiência pessoal direta de desgraça, dor, perda, de uma experiência que nos leve a mergulhar no abismo do desespero, do desconsolo e das lágrimas. Não são alguns dias ou semanas, mas sim anos de intensa dor. Este anúncio entra em nosso coração sem anestesia e só através das perdas pessoais. Não pode ser aprendido como uma lição de escola. Eu me atreveria inclusive a afirmar o contrário. Aquele que acredita realmente e não tem nenhuma experiência da dor, engana-se. Ele ainda não tem uma fé, senão uma proximidade à fé de outros, daqueles que quiseram imitar com a vida. Jesus não sofre apenas pessoalmente, senão que desce aos infernos, para compartilhar também ali o sofrimento alheio. Ele nos chama sempre quando diz: "Siga-me!". Muitas vezes tentamos sinceramente ir atrás dele, mas... tentamos não advertir o sofrimento alheio, fechamos os olhos, não ouvimos... Tentamos convencer alguém que sofre de que na realidade sua dor é só uma impressão, e uma impressão que tem porque não ama a Deus, e assim seguimos... Enfim, deixamos a pessoa que sofre, que está mal, na dor sozinha, abandonada justo no momento mais difícil do caminho da vida. DESCER AOS INFERNOS Pelo contrário, deve-se acompanhar essa pessoa aos infernos, seguindo assim o Mestre. Deve-se sentir com o próprio coração a dor de quem está ao nosso lado, em toda sua integridade, crudelidade e autenticidade. É preciso compartilhar o sofrimento com a pessoa, vivenciá-lo com ela. Lembro-me da morte de uma parente de 80 anos, que vivera sempre com sua irmã. Um ano depois a irmã dela me disse: "Obrigada por você não ter me consolado nesse momento, você esteve ao meu lado e isso foi importante". Talvez nisto resida o cristianismo: estar ao lado, estar juntos. Nós somos pessoas do Sábado santo. Jesus já desceu da cruz. Talvez já tivesse ressuscitado, porque o evangelho que se lê nesse dia fala disto. Mas ninguém sabe ainda. O anjo ainda não disse: "Não está aqui, ressuscitou". Ninguém sabe . Sua ressurreição é advertida só com o coração; e percebem-na só aqueles que não perderam o hábito de sentir com o coração... |

Quinta-feira
Sexta-feiraEstamos no Mês de novembro. Nesse mês, de modo especial no dia de finados, relembramos nossos familiares, amigos que partiram de nosso convívio. Para uns esse ato de recordar é tranqüilo, sereno; para outros reabre às vezes feridas, renasce o pranto e prolonga a dor porque ainda não conseguiu aceitar a separação daquele ou daquela que partiu do convívio cotidiano. De um ou de outro modo o ato de recordar reacende a saudade, mas também a dor.
A visita que fazemos ao cemitério, as preces que elevamos a Deus, as velas que acendemos, as flores que oferecemos aos nossos entes queridos são um expressão do nosso amor e carinho a eles. Mas não apenas isso. É também expressão de nossa confiança em aqueles que não estão mais juntos de nós fisicamente, que não caminham conosco em nosso dia a dia, definitivamente, não morreram. Essa garantia é o próprio Jesus quem nos da: “aquele que crê em mim, mesmo que morra viverá eternamente” (Jo 11,25). Para os que acreditam a vida não se restringe no aqui e agora que vivemos na história, porém a vida se revela em algo muito maior. A vida apreciada no amor é, na fé, convivência eterna em comunhão com Deus. Essa é a esperança cristã que nos conduz a um olhar confiante e alegre a essa comunhão de amor que há de vir.
Todavia, a vida eterna, a salvação não é para ser buscada apenas depois da morte. Essa busca deve começar aqui e agora. Trata-se antes de tudo de acreditar no chamado que Deus faz a nós em Cristo. Por meio do seu filho Deus nos põe em comunhão com Ele. Mas essa é uma verdade de fé. Assim como somente pela fé em Cristo e sob a ação do Espírito podemos conhecer quem é Deus, do mesmo modo é também pela fé que podemos ter acesso a essa verdade, ou seja, à vida glorificada.
Mas cuidado para não entender errado o que estamos falando. Quando digo que é preciso crer trata-se de acolher aquele que é o Senhor da vida em nossa vida e aceitar que sua Palavra seja “lâmpada para os nossos pés” no dia a dia. Trata-se de deixar que ela – a Palavra - transforme nossa vida a tal ponto que possamos também hoje amar como o Cristo amou e ama, perdoar, solidarizar, profetizar, enfim, servir e fazer o bem como ele o fez. Dessa maneira antecipamos desde já a convivência plena no amor de Deus.
O Cristo glorioso e ressuscitado não é outro senão aquele chorou diante de seu amigo Lázaro, que teve compaixão da multidão faminta, que caminhou em busca da ovelha perdida, que carregou a cruz até o calvário e lá foi crucificado e morto. Com isso quero dizer que seremos o que somos agora. Será eternizado o que agora vivemos e fazemos. Na verdade a promessa e garantia da vida eterna supõe um modo de viver. É um viver segundo Cristo ou como diz Paulo, “não sou eu que vivo, mas é Cristo que vive em mim” (Gl 2,20).
Tudo o que expressamos é preciso ser visto em relação a outro ato de recordação e celebração que antecede o dia de finados: a Festa de todos os Santos. Louvamos e bendizemos a Deus por todos os santos. Mas quem são os santos? São nossos irmãos na fé que numa determinada viveram a fé em Cristo buscando fazer a vontade do Pai. É verdade que o número dos santos não são somente aqueles que a Igreja já os declarou. Vai muito alem. Ser santo é um chamado dirigido a todos os homens e mulheres que ontem, hoje e amanhã peregrinam por esta terra (1 Cor 1,2). Nesse sentido podemos dizer que todos os nossos irmãos, amigos, familiares que não estão mais conosco já experimentam a alegria de ser santo como nosso Deus é santo em sua ressurreição. Essa mesma alegria somos nós convidados a experimentá-la em nosso caminhar cotidiano rumo à pátria definitiva. Isso implica fazermos o que já expusemos: viver em Cristo abraçado às tarefas do Reino de Deus. Para ser mais claro, viver a caridade com os irmãos, sobretudo, o pobre, o enfermo, o faminto, pois este rosto sofrido é o rosto mesmo de Cristo.
Que essa singela reflexão seja oportuna a você leitor (a) no sentido de cultivar não um sentido de desespero diante da morte ou ainda que lhe ajude a aceitá-la com um olhar sereno. De certa forma a morte é nossa parceira. Sem a morte e experiência da cruz não se experimentará a vida glorificada. Ao mesmo tempo ajude a examinar quais ações são prioritários em sua vida e se elas estão relacionadas às escolhas d’Aquele que nos chama a viver na santidade e nos assegura uma Vida plena, eterna e feliz. De uma coisa estou certo aquele que faz a vontade de Deus não ficará sem recompensa: o cêntuplo nesta vida e a vida eterna.
(fonte: www.dioceseprocopense.org.br/site/artigos/pealcides_finados.doc - autor: Pe. Alcides Andreatta . Mestrando em Teologia Pastoral . Belo Horizonte - MG)

Foi eleita na manhã deste sábado, 24 de outubro, na Casa de Retiros São Francisco, no bairro de Brotas, em Salvador - BA, a nova diretoria da Família Franciscana do Brasil, que está reunida na XV Assembleia Geral Ordinária e comemorando também seus 15 anos de fundação. Eis os (as) eleitos (as):
Triênio 2009-2012
CONSELHO DIRETOR
Diretora Presidente: Irmã Petronila Souza Soares, SMIC (PA);
Diretora Vice-Presidente: Irmã Jacinta Bichiling, Franciscanas de Dillingen (RJ);
Conselheiros:
Frei Érderson Queiroz, OFMCap. (MG);
Vanderlei Suélio Gomes, OFS (GO);
Irmã Maria Flávia de Brito, Franciscana de Dillingen (PB).
Suplentes do Conselho Diretor:
Frei Rubival Cabral, OFMCap (BA);
Irmã Carmen Polo, Franciscanas de Ingolstad.
CONSELHO FISCAL
José Cavalcante Bezerra, OFS (DF);
Nivaldo Moreira da Silva, OFS (GO);
Irmã Luzia Pereira Nunes, FPCC
Suplente do Conselho Fiscal:
Irmã Tereza Albanez, Filhas da Divina Providencia.
Desejamos sucesso p/ tds os eleitos e que Deus vos abençoe.
Em breve, o resumo completo de toda a XV Assembleia Geral da Família Franciscana do Brasil.
Fraternalmente.
Jackson dos Santos Barbosa, OFS/JUFRA
Secretário Fraterno Nacional
"Sempre que minha mãe saía ele fazia isso". O depoimento é de uma adolescente vítima de abuso sexual aos 10 anos de idade, obrigada a guardar segredo.
"Ele me batia, me ameaçava. falava que seu eu contasse para alguém ia fazer a mesma coisa com minhas irmãs de 8 anos". Nos últimos cinco anos a polícia da região de Sorocaba ouviu depoimentos semelhantes a esse de 522 crianças e adolescentes.
Na maioria dos casos, a pedofilia começou com pessoas que se aproximaram com gentileza, demonstrando muito carinho. Quando eram amigos de famílias pobres, ganharam a confiança das vítimas com dinheiro ou presentes.
Em Alumínio, um exemplo: os mais de duzentos jovens que participavam do Projeto de Futsal da prefeitura foram surpreendidos com a prisão de um professor de educação física. Vários garotos foram envolvidos no abuso sexual após receberem chuteiras de presente e promessas de que jogariam em clubes famosos. O crime foi em agosto de 2008. No computador do agressor imagens de menores nus e cenas de abuso sexual foram encontradas.
A pedofilia sempre chega em famílias que não dão atenção adequada aos filhos.
Por dinheiro, adolescentes de Salto se deixaram envolver por Januário Renna, de 62 anos. O ex-secretário municipal de Administração de Sorocaba. Ele foi flagrado em um motel, em Itu, com três menores. Ele foi um dos primeiros pedófilos do país que vai responder na Justiça sob o rigor da nova lei, aprovada em agosto deste ano. Agora, quem molesta crianças menores de 14 anos pode ficar de 8 a 15 anos na cadeia.
O que fazer quando, o pai, em vez de ausente, é o próprio agressor?
Segundo a psicóloga Walquiria Salinas, a pedofilia causa danos para o resto da vida. Ela provoca a chamada desintegração da personalidade, onde as vítimas se sentem culpadas.
A internet abriu imensas possibilidades para os pedófilos. Os pais desatentos não percebem as abordagens às crianças que entram em sites de relacionamentos.
A liberdade vigiada é a única arma de quem ama e protege os filhos, mas o perigo está onde menos se espera. Em Porto Feliz, a babá cuidava bem dos dois filhos da patroa, mas o marido da babá era pedófilo e conseguiu cometer o abuso sexual. A patroa só descobriu o crime depois que a babá pediu demissão. A polícia descobriu mais tarde que o agressor também abusou dos próprios filhos.
Pelas estatísticas da polícia, a cada 72 horas uma criança da região é molestada e tem seu destino modificado para sempre. Quem pode salvar um inocente de um adulto que não consegue controlar seus impulsos e na busca por prazer pode destruir vidas?
Segundo a ONG Safer Net Brasil, que combate crimes e violações dos direitos humanos pela internet, o nosso país é um dos principais consumidores de pornografia infantil do mundo.
Só em fevereiro deste ano, a ONG recebeu mais de 5 mil denúncias de casos de pornografia infantil. Há 13 mil sites de pedofilia na internet. Mais de 80% estão em sites de relacionamento.
Seminário contra pedofilia
Cerca de trezentas pessoas participaram na quinta-feira das conferências da segunda Semana Municipal de Combate a Pedofilia, em Sorocaba. Nesta sexta o assunto voltou a ser discutido em um encontro na Associação Crianças de Belém. A semana foi instituída por lei com o objetivo de conscientizar a população e discutir o atendimento às crianças e adolescentes vítimas da pedofilia.
Em Porto Feliz foi instituido a Semana de Combate a Pedofilia. A cidade ultimamente tem sido destaque nos notíciários regionais sobre casos de Pedofilia. e poder público já está esboçando reação preventiva. Lei sancionada recentemente:
LEI Nº. 4.750 DE 28 DE SETEMBRO DE 2009.
INSTITUÍ A “SEMANA MUNICIPAL DE COMBATE À PEDOFILIA” E DÁ OUTRAS PROVIDÊNCIAS.
PL 78/2009 Processo 3987/1/2009 – Ver. José Geraldo Pacheco da Cnha Filho - DEM
CLÁUDIO MAFFEI, PREFEITO DO MUNICÍPIO DE PORTO FELIZ, faz saber que a Câmara Municipal aprovou e eu sanciono e promulgo a seguinte lei:
Art. 1º - Fica instituída a “Semana Municipal de combate à Pedofilia”, no âmbito do município de Porto Feliz, a ser realizada, anualmente, no período de
Art. 2º - A data ora instituída passará a constar do calendário oficial de eventos do município e da Câmara de Vereadores.
Art. 3º - VETADO
Art. 4º - As despesas com a execução da presente Lei correrão por conta de verba orçamentária própria.
Art. 5º - Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE PORTO FELIZ, 28 DE SETEMBRO DE 2009.
CLÁUDIO MAFFEI
PREFEITO MUNICIPAL
PUBLICADA E REGISTRADA
EM 28 DE SETEMBRO DE 2009.
DANIELE CAMPOS DE CAMARGO
DIRETORA DE ADMINISTRAÇÃO

Por AZEVEDO, Fernanda Carminati Zambrotti.
Apostolado Veritatis Splendor: A MULHER NA IDADE MÉDIA.