30 outubro 2011

Fotos de Assis: Jornada de Reflexão, Diálogo e Oração pela Paz e Justiça no Mundo

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Álbum de fotos:

http://www.flickr.com//photos/cancaonova/sets/72157627988915328/show/

 

AS RELIGIÕES MUNDIAIS EM ASSIS

 

29/10/2011 -

Assis, mais uma vez, capital mundial da paz. "Violência nunca mais, guerra nunca mais, terrorismo nunca mais! Em nome de Deus, que toda religião traga sobre a terra justiça e paz, perdão e vida, amor". É com este apelo, o mesmo do seu antecessor João Paulo II, que Bento XVI concluiu nesta quinta-feira a Jornada de Diálogo e Oração pela Paz e pela Justiça, realizada na cidade de São Francisco a 25 anos do encontro desejado pelo Papa Wojtyla no dia 27 de outubro de 1986.
Foram 300 representantes das religiões mundiais que participaram da "peregrinação" e, com eles, a novidade desejada pelo Papa Ratzinger, também figuras significativas do mundo dos "não crentes", partícipes dessa busca de verdade e de paz.
A primeira etapa dessa intensa jornada ocorreu de manhã, na Basílica de Santa Maria dos Anjos. Foi lá que, com articulações diversas, foram reiteradas as razões da paz e do diálogo entre as religiões. Os ortodoxos, com o patriarca ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I, o arcebispo de Canterbury e primaz anglicano, Rowan Williams, o rabino-chefe David Rosen, e depois representantes do Islã, do mundo budista, um líder religioso hindu, das religiões tradicionais africanas, até uma agnóstica, a filósofa e psicanalista "humanista" francesa Julia Kristeva.
A queda do Muro
Foi uma reflexão coletiva concluída por Bento XVI com um balanço sobre esses 25 anos. Que começou com a queda do Muro de Berlim, símbolo da divisão do planeta em dois blocos contrapostos, que decorreu "sem derramamento de sangue" em 1989 – três anos depois da convocação de Assis –, para enfatizar a importância da demanda de liberdade espiritual. Uma demanda, observou, que foi mais forte do que o medo da violência e dos arsenais de armas destrutivas. Não houve o grande conflito, mas quanta discórdia, quanto violência, quanta falta de paz se seguiu.
"Certamente, não se pode dizer que a situação seja caracterizada por liberdade e paz", afirmou. O pontífice destacou dois "novos rostos da violência e da discórdia". Há o "terrorismo", que também encontrou uma motivação religiosa, mas há também "a decadência do homem". Um modelo cultural que leva à adoração do dinheiro e à ideologia "do ter e do poder".
Bento XVI apresentou-o como uma "contrarreligião, em que o homem não conta mais, mas só a vantagem pessoal". Ele denunciou aquele desejo de felicidade que degenera em "uma ganância desenfreada e desumana", que "se manifesta no domínio da droga com as suas diversas formas".
É assim, observou, que a violência "se torna uma coisa normal e ameaça destruir, em algumas partes do mundo, a nossa juventude". Assim "destrói-se a paz", e "o homem destrói a si mesmo". É o efeito daquela "ausência de Deus", que "leva à decadência do homem e do humanismo".
No entanto, também houve na história uma violência exercida pelos cristãos em nome de Deus. O Papa Ratzinger reconheceu isso com "vergonha", quase como um convite aos outros líderes religiosos a fazerem o mesmo. "Mas – pontualiza – foi uma utilização abusiva da fé cristã, em evidente contraste com a sua verdadeira natureza". A religião dos cristãos deve ser continuamente "purificada", para que seja "verdadeiramente instrumento da paz de Deus no mundo".
E foi precisamente com esse pedido de "purificação" que Ratzinger explicou o seu convite aos "agnósticos". "Eles buscam a verdade. Estão em busca de Deus. Sofrem com a sua ausência e buscam a verdade e o bem". Ele os definiu como "peregrinos da verdade, peregrinos da paz". Há mais uma razão. Eles estimulam os seguidores das religiões a não considerar Deus "como uma propriedade que pertence a eles, de modo a se sentirem autorizados à violência contra os outros". A dificuldade de muitos a acreditar depende também dos maus crentes, que "deturpam Deus".
Kristeva não deve tê-lo decepcionado. "O encontro das nossas diversidades aqui em Assis – afirmou ela em seu discurso – testemunha que a hipótese da destruição não é a única possível", e "a refundação do humanismo não é nem um dogma providencial, nem um jogo do espírito. É uma aposta".
Oração individual e depois peregrinação até a Praça de São Francisco, em frente ao Sagrado Convento para as delegações dos religiosos. Lá, repetiu-se a solene cerimônia da paz. A declaração conjunta, o acendimento das velas e a troca do sinal da paz.


A reportagem é de Roberto Monteforte, publicada no jornal L'Unità, 28-10-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Bento XVI destaca papel das religiões para trabalharem pela paz no mundo

 

Agencia EFE

Cidade do Vaticano, 28 out (EFE).- O papa Bento XVI expressou nesta sexta-feira uma grande satisfação com o encontro inter-religioso realizado na última quinta-feira, reafirmando que a cada dia pessoas de diferentes tradições religiosas vivem e trabalham juntas a favor da paz.

No encontro, que ocorreu em Assis, na monumental sala Clementina do Vaticano, o pontífice recebeu 300 líderes de diferentes religiões, assim como quatro ateus, que se comprometeram a trabalhar pela paz no mundo com a intenção de reduzir os espaços para a violência, a guerra e o terrorismo.

'Encontros como este ocorrem por motivos excepcionais e são pouco frequentes, mas conseguem mostrar que a cada dia, no mundo todo, pessoas de diferentes tradições religiosas vivem e trabalham juntas em harmonia', afirmou.

O papa Bento XVI também agradeceu a presença de cristãos, judeus, muçulmanos, budistas e outros integrantes de religiões tradicionais da América e África, além dos quatro intelectuais ateus.

Um desses quatros - o filósofo mexicano Guillermo Hurtado, membro do Instituto de Pesquisas Filosóficas da Universidade Nacional Autônoma do México - destacou que embora não sigam nenhuma religião, 'estão comprometidos na busca da verdade para construir um mundo melhor'.

Além de advogar pela paz e a justiça no mundo, Bento XVI reconheceu 'com vergonha' - como ele mesmo disse - a violência causada pelos cristãos ao longo da história.

O papa ainda afirmou que o terrorismo, a adoração do poder e as drogas são os 'novos rostos' da violência no atual momento do mundo. EFE

jl/fk

Um pouco mais sobre a Jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça no mundo

 

O papa Bento XVI na quinta-feira em Assis,  região central da Itália, foi acompanhado de 300 líderes de diferentes religiões procedentes de 50 países para participar na cidade de São Francisco na Jornada de reflexão, diálogo e oração pela paz e a justiça no mundo.

O pontífice e os líderes religiosos, que viajaram a partir de Roma de trem, partiram da estação à basílica de Santa Maria dos Anjos, onde fica Porciúncula, localidade onde São Francisco viveu, fundou a ordem franciscana e morreu.

Nesta data é lembrado os 25 anos do encontro histórico de religiões convocado pelo papa João Paulo II em 1986 nesta mesma cidade com objetivo de mostrar 'uma singela' contribuição de homens religiosos e de boa vontade à construção de um mundo melhor.

Na basílica de Santa Maria dos Anjos, a quatro quilômetros de Assis, o papa e os principais líderes religiosos devem falar. À tarde, depois do almoço, cada um terá seu momento de reflexão ou oração. O objetivo é que não haja confusão e se permita a união.

Durante a tarde todos irão até a basílica de São Francisco para renovar de maneira solene seu compromisso pela paz e colocarão a tradicional lâmpada da paz.

Entre os presentes estão 31 delegações de igrejas cristãs, com destaque para a presença do Patriarca Ecumênico (ortodoxo) de Constantinopla, Bartolomeu I; e o arcebispo de Canterbury (anglicano), Rowan Williams.

Assistem ainda representantes de religiões tradicionais da América e da África, assim como do

budismo,

confucionismo,

jainismo,

sique,

taoísmo e

zoroastrismo.

Entre os participantes esteve Rajmohan Gandhi, neto do Mahatma Gandhi.

No encontro participaram ainda muçulmanos de todos os países árabes, do Oriente Médio e da Indonésia, assim como dirigentes judeus.

Não compareceu, no entanto, a instituição islâmica Al-Azhar, do Cairo; e o Dalai Lama, que foi convidado, mas declinou ao convite por motivos de agenda.

Quatro ateus, personalidades do mundo da cultura e da ciência, fecham o leque do unidade. Uma novidade nesta edição é o espaço para entrevistas. EFE

fonte:http://g1.globo.com/mundo/noticia/2011/10/bento-xvi-e-lideres-religiosos-se-reunem-em-assis-para-pedir-pela-paz.html

29 outubro 2011

O DIÁLOGO DE FRANCISCO COM O SULTÃO

El Espíritu de Asís: Diálogo de Francisco con el Sultán

Sábado 29 de Octubre de 2011 13:18

Um encontro Extraordinário:

O DIÁLOGO DE FRANCISCO COM O SULTÃO

O seguinte diálogo poderia ser parte de uma reflexão baseada em uma histórial do encontro de São Francisco com o Sultão Malek-el Kamil em Diametta em 1219. (Cf 1C 20:57, 2C 30, LM 9:5-9, LM 11:3).Outras fontes incluem os capítulos 16 e o capítulo 22.1-4 da Regra não bulada. Esta última as vezes está indicada como o Testamento de Francisco de 1219, escrito antes de sua partida para o oriente. Este contém uma visão do amor incondicional de Francisco tinha por todos, havia também aqueles tidos como "inimigos".

(Para o seguinte diálogo entre Francisco e o Sultão se predispõem dois pódios. A leitura do texto deve ser natural e não pomposa ou informal).

Sultão: – EStou surpreso que conseguiu superar as linhas de frente para chegar aqui, homem santo. 
Francisco:  - Também eu estou surpreso de conseguir te ver Senhor Sultão. Pensei que estava a sofrer a sorte dos mártires.

Sultão.: - Te garanto que não é impossível.
Francisco: - ¡E o martírio chega a um grande custo!
Sultão: - Por desgraça, ambos temos uma grande tradição de mártires. Tenho aprendido que o martírio nunca é uma virtude em si mesmo.

Francesco:- Feito. Irmãos estão buscando convencer a vocês e ao vosso povo por mais por mais de 5 anos de ceder a Fé em Jesus Cristo. Em Marrocos, faz mais de 3 anos que alguns pagaram o preço. por isto.
Sultão:- Aqueles que escutaram, eram terrivelmente insistentes na conversão dos marroquinos. Provocando uma sensibilidade das pessoas que, ao final obtiveram o martírio que buscaram.
Francisco: – É precisamente neste ponto que os mártires raramente tem o prazer de ter um grande diálogo com os seus adversários. Se conversarem entre sim aprenderão a respeitar-se mutuamente. O martírio seria tão arcaico assim como a construção das pirâmides. 

Sultão: – Porque veio dialogar?
Francisco: – Não vejo outro modo de chegar a um entendimento, e tu?
Sultão: – Mas para tentar intentar converter-nos à verdadeira Fé. Que coisas temos dito?     
Francesco:- A história de sua sabedoria procede. Esta entre nós, é amigo de nosso imperador, tem sede de conhecimento e da verdade. Sei que tem muito a me ensinar.
Sultão: - Então não veio para ensinar e sim aprender?
Francesco: Existe melhor professor do que aquele que está disposto a aprender?

Sultão:-¡ Por ser um pequeno homem me parece que você tem uma certa experiência sobre a sabedoria.

Francesco:- Não estou seguro. Vim aqui e tenho milhares de perguntas: por que os soldados foram tão amáveis comigo? Por qué permitiram atravessar todas as barreiras? Por que os presos oraram ao longo do trajeto? Porque tinha grãos num colar em suas mãos? Por qué se inclinaram diante de mim com reverência? Sua Fé me parece ser tão genuína?.
Sultão: – Sim, Sim, entendi. Tem um monte de preguntas.
Francesco:- É o que me atraiu até aqui. Uma pessoa sem preguntas, é um pessoa que tem olhos para ver. 
Sultão:- Pelo contrário sempre tenho pensado que vocês, os cristãos pensam que tem todas as respostas, ainda que supor , é difícil a risca o fanatismo hipócrita

Francesco:- Eu direi que a vossa resposta tem sinais de humildade, uma virtude muito querida pra mim. Para que construir respostas simples a perguntas complicadas?

Sultão: - Estamos lutando por defender nossas terras santas da profanação. 

O problema é que vocês creen que somos nós que as profanamos, se bem que estamos cientes a ideia de se pode recuperar o controle e perpetuar a profanação. E a batalha continua! e na teoria, com suficientes reservas de dinheiro e ódio, se poderia continuar esta batalhar, ante a um pagão atrás do outro. Quem é pagão na realidade? Até que nenhum permaneça à exceção de nós dois. A este ponto, De quem será a vitória?

Francisco:- ¿Que benefícios terá o ganhador?
Sultão:- Se ganhar, então estarei seguro de que Alá será louvado e que todas as pessoas o adorarão somente a ele. 
Francisco:- Então, me parece que neste caso não deseja a paz, senão só a vitória.

Sultão:- E qual a diferença? Se pode por fim a este terrível fratricídio, por que isso é o que é. O sabe? Se podemos parar esta matança sem sentido, teremos finalmente a Paz. 
Francisco:- Porém Sultão, não é possivel que em sua mente não creia que a Paz é uma simples vitoria, que uma "Vitória" pode eliminar os conflitos, e sabe bem que levará somente ao ódio e contínuas tentativas de vingança, e não a Paz. Você sabe que não nem paz e nem vitória quando uma das partes "ganha".     

Sultão:- Vejo que tenho adiante de mim um inimigo mais grande do que devia ter imaginado!
Francisco:- Tenho de frente só um irmão contra o qual combates.  
Sultão: - ¡ Se somente podemos atuar com consciência de que todos procedem do mesmo criador. Se somente podemos ver a um e a outro através do olhos do Grande Santo. .
Francisco:- Agora tuas palavras tem sentido. Finalmente deixou de falar de vitórias e está começando a falar da realidade.  
Sultão: Realidade? O sangue que vejo a cada dia é real, o correr dos filhos, das esposas e dos homens verdadeiros. Ainda que seus pensamentos antes da morte eram de ira o de raiva ou de justiça, posso assegurar que não foram estes seus últimos pensamentos. Durante a vida se deslizava fora e deve se perguntar: A que preço? A realidade é uma palavra proibida no campo de batalha. Se houvesse tido conta da realidade , nós não teríamos encontrado jamais dado estas trincheiras infernais, por que tudo seria dirigido da casa, daqueles ue amamos e queremos preservar de cada mau, e do qual no preocupamos. 

Francisco: – Um cuidado precário e enganoso, se me permite Sultão: Conversar para que? De que coisa? Por quanto tempo? Se não estamos em Paz com nosso Deus e não conhecemos a sabedoria do Amor ao próximo, a todo nosso próximo, não teremos jamais a segurança que vem só do amor a Deus e ao  próximo. Aprendi que a segurança chega só quando eu não tenho segurança, quando eu vivo o serviço ao próximo, através dos outros que desejam.
Sultão: - ¡Existe algo profundo neste altruísmo. Quando crescerá nossa consciência na ternura a tal ponto que teremos ações para evitar a miséria humana, no lugar da vingança das nossas consciências?

Francesco:-  Ao menos vejo que tu e eu temos um objetivo comum: manter Deus fora deste terrível combate em nome do Onipotente!.
Sultão:- Para que glorificar nossas batalhas, dizendo que algumas são ordens divinas?
Francesco:- Ao menos agora estamos falando de uma Paz verdadeira...
Sultão: – E da verdadeira vitória.
Francesco: – Quem ganha se o nosso Deus é derrotado?
Sultão:-  E Alá, pode afirmar uma vitória quando seus filhos e filhas são sacrificadas e estão agonizando?
Francesco:- Veja, você também tem perguntas. Se nosso somente nosso mundo tivesse a coragem de viver estas perguntas. Se o que você reconhece a meu Senhor e Maestro, como um grande profeta, e sei que sabe apreciar as santas palavras que nos ha deixado a menos que não morremos nós mesmo para viver para Deus e a nós, a menos que uma semente não cai na terra e morre, caindo no chão um grão de trigo, condenado a não dar frutos. 

Sultão:-  E se pelo contrário morre, realmente nasce uma vida nova.
Francisco: – Sim. O amor não morreu na cruz, simplesmente decidiu lutar, dando a luz a um amor sem fim.  
Sultão:- Um amor verdadeiro e eterno, amor do Criador, sustentando cada partícula preciosa do que o Criador concebeu. 
Francisco: -  ¿E o criado não se pode resumir, talvez em um palavra? Uma realidade: a Paz, um dos nomes de Deus.
Sultão: – Exato. Nosso diálogo me ajuda a crer que a Paz é possível. Por isto seja louvado Alá"

Francisco: – Sim, falar contigo me tem feito conhecer a bondade do Senhor, que é o bem mais grande que pode imaginar. Gostaria muito de fazer uma perguntas que abrem os horizontes impensados e permitem encontros inesperados, como o de ter conhecido uma pessoa valiosa como você.
Sultão:- São poucos os homens dos quais posso escutar esta palavras e confiar em sua sinceridade.
Francisco: – Sultão, sou um homem pobre. Não tenho nada para te oferecer senão a minha honestidade

Sultão: – Então te agradeço com toda humildade. Se não devia ter dado permissão de chegar até a mím neste acampamento, nesta noite, nunca havia compreendido como é precioso um cristão.
Francisco:-  ¿ Quem sabe o que podemos descobrir quando nos deixamos conhecer?.

Sultão:- ¿E que coisa significa conhecer se não fazemos uma viagem no que todos podemos fazer quando entramos no mistério de Alá, sempre mais do que cremos é possível e sempre menos do que supomos?

Francisco: -  Sim, existe um grande mistério e grandeza do nosso Bom Deus. O louvor surge espontâneo na boca daqueles que reconhecem a complexidade e simplicidade de nosso Deus. 
Sultão: – Que assim seja, juntos louvemos e conheçamos a nosso bom Deus e Misericordioso!.

Junto a Francisco e ao Sultão oremos:

«Tu és Santo, Senhor Deus único, que faz maravilhas

Tu és forte, tu és grande, tu és Altíssimo, tu és rei onipotente, tu és Pai Santo, rei do céu e da terra. 

Tu és uno e trino, Senhor Deus dos deuses,

Tu és o bem, todo bem, o sumo bem, Senhor Deus vivo e verdadeiro. 

Tu és amor, caridade; tu és sabedoria, tu és humildade, tu és paciência, tu és beleza, tu és mansidão, tu és segurança, tu és quietude.

Tu es gozo, tu és nossa esperança e alegria, tu es justiça, tu es temperança, tu és toda nossa riqueza e satisfação.

Tu és beleza, tu és mansidão.

Tu és proteção, tu és Superior e defensor nosso; tu és fortaleza, tu és refrigério. 

Tu és nossa esperança, tu és nossa Fé, tu és nossa caridade.

Tu és toda nossa doçura, tu és nossa vida eterna: Grande e admirável Senhor, Deus onipotente, misericordioso Salvador.

Tradução livre: Felipe Miranda

link:http://www.ciofs.org/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=481%3Aspirit-of-assisi-francis-dialogue-with-the-sultan&catid=50%3Acapitologenerale&Itemid=35&lang=es

No espírito de Assis

 

 

Card. Odilo P. Scherer, Arcebispo de São Paulo - SP e Presidente do Regional Sul 1 da CNBB


Escrevo estas linhas no dia de São Francisco de Assis, santo muito estimado por católicos e não-católicos. Alma sensível, coração límpido e sábio, poeta do “irmão sol” e da “irmã lua”, desprendido dos bens deste mundo e mendigo voluntário, mas rico por ter encontrado “meu Deus e meu tudo”, Francisco também se fez “irmão universal” e quis ser “instrumento da paz” de Deus para todos. Uma de suas mais insistentes recomendações aos confrades, que se agregaram a ele no mesmo ideal, referia-se à vida fraterna, com todas as conseqüências que isso traz.
Por esses e outros motivos, sua medieval e pequena Assisi apresenta-se ainda hoje como um dos lugares mais encantadores da Itália e continua a atrair todos os anos multidões de peregrinos, turistas e curiosos do mundo inteiro. Lá, a memória de S.Francisco convida a reviver a experiência, que ele viveu intensamente, irradiando paz e bem.
Não foi por outro motivo que o papa João Paulo II, em 27 de outubro de 1986, reuniu-se em Assis com líderes de várias religiões para um encontro de diálogo sobre a paz. Transcorria o Ano Internacional da Paz, celebrado pela ONU, e o Papa queria destacar a dimensão espiritual da paz e refletir, com os representantes das religiões, sobre a responsabilidade comum de orientar as crenças religiosas pessoais e comunitárias para a construção efetiva da paz; lamentava que, infelizmente, a religião era instrumentalizada com frequência para gerar violência e alimentar conflitos.


Sem cair no sincretismo, nem relativizando as crenças de cada religião, João Paulo II quis mostrar que era possível as religiões conviverem em paz e serem instrumentos de edificação da concórdia nas comunidades e entre os povos. Os anos sucessivos comprovaram a importância dessa intuição e como, de fato, é preciso que todas as religiões condenem com firmeza o terrorismo e se oponham com lucidez e coragem ao uso ideológico da religião, transformada em fonte de ódio e violência; isso seria trair a sua finalidade genuína e grave ofensa a Deus. Ninguém honra a Deus, fazendo violência ao próximo em seu nome!


Passados 25 anos desde aquele memorável evento, no próximo dia 27 de outubro, o papa Bento XVI vai repetir o encontro com líderes religiosos de todo o mundo para manter vivo o “espírito de Assis”. Também estarão presentes homens de ciência e cultura, além de personalidades que se definem não-crentes. Todos irão ao túmulo do pobrezinho de Assis como “peregrinos da verdade, peregrinos da paz” – este será o lema do encontro.
O peregrino, por vezes, avança com fadiga, mas segue caminhando com alegria e esperança, fascinado pela meta do seu peregrinar... As pessoas de fé sabem que todas as metas de peregrinações neste mundo são simbólicas e o coração intui que o termo do peregrinar está além, muito além do ponto em que já chegou. O homem é peregrino da verdade, do bem, do belo e da paz; e continua a caminhar, a perscrutar o horizonte da existência, ávido de luz, ansioso por enxergar e encontrar repouso para suas buscas.


A proposta do novo encontro de Assis é a busca sincera da verdade, na abertura atenta ao próximo. Em outros tempos, o “próximo“ estava geograficamente perto; com a globalização, a humanidade inteira transformou-se em sujeito de convivência. No entanto, como constata o papa Bento XVI, se é verdade que a globalização nos avizinhou mais, ela não nos fez mais fraternos (cf Caritas in Veritate n. 19). É preciso ir além do viver uns ao lado dos outros, para conviver com os outros, abrindo espaço no coração para que nossos semelhantes possam tomar parte de nossas alegrias, preocupações e esperanças.


A religião é caminho para o encontro do homem com o bem, o amor e a verdade – com o mistério de Deus; se ela cumprir esse papel, também ajudará a edificar a paz. Mas se, ao contrário, a religião não leva ao encontro com Deus, ou faz de Deus um objeto de manipulação dos desejos e projetos humanos, ela se desvia de sua finalidade e pode colocar em risco a paz. Nenhuma religião está isenta desse risco; por isso, as pessoas de religião são convidadas a se deixarem purificar sempre mais pela verdade, a exemplo de S.Francisco, transformando-se em instrumentos da paz. O desprezo à verdade leva a passar por cima da dignidade das pessoas, à soberba obcecada, ao triunfo da violência. E tudo isso está muito longe de Deus.


Bento XVI, falando sobre o tema, convidou os líderes de religiões a prosseguirem nos esforços comuns pela paz. Desde o primeiro encontro, em 1986, muitas iniciativas de reconciliação e de paz já aconteceram. No entanto, também houve muitas ocasiões perdidas e retrocessos! Velhos conflitos, ocultos como brasa debaixo da cinza, explodiram novamente em terríveis atos de violência e pareceram sufocar a possibilidade da paz.


São Francisco, homem de paz, convidava a colocar Deus no centro do viver humano. Assim fazendo, ele próprio podia amar com liberdade e desapego cada criatura, valorizar cada pessoa, ir ao encontro do leproso e do pobre, falar com o lobo o e ladrão, dialogar com aqueles que, antes, queria combater...


O campo onde prospera o desejado fruto da paz precisa ser cultivado sem parar; é tarefa constante e nunca está plenamente realizada: a edificação da convivência pacífica entre os homens requer o testemunho e o esforço comum de todos aqueles que buscam a Deus de coração sincero.

Publicado em O Estado de São Paulo, ed. de 08.10.2011

28 outubro 2011

Missa pelo dia Mundial de Oração pela Paz e não Violência em Porto Feliz

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Foi celebrada na missa desta quinta-feira dia 27 de outubro, na Igreja de São Benedito, paróquia Mãe dos Homens, no centro de Porto Feliz, presidida pelo Padre Antônio Caros Fernandes (Pe. Toninho), com diácono Bendito e ministros extraordinários da eucaristia.

A Santa Missa teve presença dos irmãos da fraternidade São Maximiliano Maria Kolbe e irmandade São Bendito de Porto Feliz (que existe há 113 anos na comunidade). Toda última quinta-feria de cada mês é realizado missa votiva à São Benedito, que é também Santo do Celeiro Franciscano, mais um fruto do Pai Francisco, na Igreja de Jesus Cristo.

Irmãos da fraternidade participaram nas leituras.

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Homilia
Pe Toninho explicou a liturgia do dia, motivando a todos não deixar Nada nos separar do Amor de Deus claramente descrito na primeira leitura.

Também abordou a questão da Paz., incentivou a todos buscarem a plenitude da Paz em Deus, cantando com as Benção e São Francisco de Assis que tanto ensinou a verdadeira Paz.

Afirmou que aqueles que creem em Cristo Jesus, "serão capazes de viver na presença de Jesus, sendo homens e mulheres construtores da Paz e do Amor. Pois estamos num mundo desafiador, onde está se esquecendo dos ensinamentos de Jesus. E quem acredita nele, pode transformar a Sociedade e o Mundo, jamais desanimando, tendo esperança, vivendo na Paz e no Amor. Sempre saber que isto vai acontecer, Eu, Você e todos nós devemos ser presença do amor e da paz na vida das pessoas. Precisamos ser convencidos que os ensinamentos de Jesus são importantes, pois só com ele termos Paz, teremos vida. Durante todos este dias pedimos ao Príncipe da Paz, que ele nos dê a Paz, sob intercessão de São Francisco, o pobrezinho de Assis, que nos ensine no dia de hoje como viver no amor, os ensinamentos de Jesus. Sendo amados por deus sendo corajosos, construindo, transmitindo  e vivendo a paz em nossas  vidas. Que Deus nos ajude, Amém!"

 

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Na noite desta sexta-feira, às 20 horas, na Casa da Cultura, que fica na rua Tristão Pires, no centro de Porto Feliz, acontecerá o Sarau pela Paz. Participe, traga um texto, música, imagem, foto ou poesia. Ver partilhar sobre a Paz!!!

Felipe Miranda

Capítulo Geral – 28 de outubro

XIII Capítulo General OFS

A Eucaristía de hoje foi presidida por um dos Ministros Provinciais da Orde dos Frades Menores do Brasil. Na homilia expresou sua alegria em participar do encontro da família franciscana e exortou a todos, motivado pelo texto evangélico, de seguimento de Cristo, tal como fizeram assim os Apóstolos.

Ao reunir-se os capitulares na sala, se apresentou o tema: "A juventude franciscana hoje”. Ana Fruk OFS, Conselheira Jufra para a presidência se referiu a situação da Juventude Franciscana no mundo, destacando a sua presença em 66 países. Animou os presentes a integrar os grupos de jovens em suas fraternidades  OFS, assumindo que eles "não são o futuro, e sim o presente" a vitalidade da Ordem.

O seguinte tema foi: “As Fraternidades emergentes”. O vice ministro Geral, Doug Clorey OFS, apresentou um vasto informativo com a situação da Ordem nos países em que ela está se desenvolvendo. Sua análise incluiu considerações demográficas e religiosas das nações em questão e fez propostas de ações para estimular a atividade evangelizadora nestes  países.

Antes do meio dia se propôs a terceira palestra sobre: “Os pressupostos e critérios econômicos”, expondo um pano de ação que a Presidência da CIOFS propõe nesta área. Na tarde se formaram as comissões de trabalho para abordar os diversos temas que de manhã foram expostos. No final do dia leram as conclusões na reunião plenária que acabou com a celebração das Vésperas.

Chegada a noite, realizaram uma alegre vigília, com o ritmo do canto e expressividade brasileira, onde, irmãos e irmãs deste país anfitrião, ofereceram uma calorosa festa musical.

tradução: Felipe Miranda

27 outubro 2011

Reportagem do dia 27 de outubro

XIII CAPITULO GENERAL OFS

reportagem do dia 27 de outubro de 2011

O dia  27 de outubro foi muito especial, um marco deste XIII Capítulo Geral da Ordem Franciscana Secular. Foi afirmado que as jornadas previas, suscitaram uma reflexão madura e crítica, o que possibilitou que os capitulares revisassem sua presença e o compromisso na sociedade atual.

O dia começou cedo, para os irmãos do Capítulo, celebrando a Eucaristia, orando e meditando em torno do Espírito de Assis, que hoje completou 25 anos do Encontro de Assis, que teve o Beato Papa João Paulo II, com os líderes religiosos do mundo para orar pela paz. Este Capitulo Geral se recordou da celebração do "Espírito de Assis", rezando, com a Família Franciscana de todo o Mundo, pela Paz nos 5 continentes

A Atividade Capitular continuou com a Mesa Redonda, coordenada pela Ana María Olmedo OFS, de Guatemala, sobre o tema

“Construção de um mundo fraterno e evangélio. Instrumentos da Paz e reconciliação”.

Ela introduziu ao debate os "panelistas" (pessoas escolhidas para tratar de um assunto em público), relatando a realidade sócio-política de seu país (Guatemala) marcada pela Guerra Civil, e o difícil processo de reconciliação entre as facções. Configurando em muitos problemas para  a população sendo a ataques e problemas graves de diversa origem. Frente a isto: Que lugar tem de assumir os franciscanos seculares perante estes desafios que se apresentam em forma diversas em cada lugar, marcados pela violência e injustiça?

Integraram a bancada (panel):

Claudio Fonteles OFS (Brasil), ocupando o cargo de Procurador Geral do Brasil. Ele falou algumas das vicissitudes que se apresentam junto com o exercício dos cargo públicos manifestados, como por exemplo, manifestando, com exemplos próprios, como é viável este tipo de compromisso para os Cristãos, como o espírito de serviço. Também colocou em destaque a função pública, como a do presidente que tem que cumprir com m período e depois retirar-se para outro tipo de atividades sociais.

Também propós estender aos outros países a "Semana em defesa da Vida", realizada sempre do dia 1 ao dia 7 de outubro, e o dia 8 de outubro, como o dia do "neonato”, uma costume que está atingindo todo o Brasil, com boa difusão, ele se encontra comprometido.

Jean Lovinsky Policarphe OFS (Haití), abordou o problema da pobreza e sofrimento que padecem os pobres há anos. Sua descrição foi muito comovente e resultou num impacto nos participantes. Entre eles as milhares de mortes, vítimas do terremoto, inclusive vários irmãos e irmãs de sua Fraternidade. Neste contexto, ele se referiu as visitas que se realizaram ao Haiti alguns membros da Presidência da CIOFS, assim destacando a importância da dimensão fraterna nos momentos extremos como este. A Ordem, através do Conselho da Presidência da CIOFS, está comprometida  com o "Projeto Haiti" que possui etapas sucessivas realizando um acompanhamento de pessoal e econômico que seja possível.

Ngendahayo, Faustin OFS (Ruanda) tratou do colaboração misericordiosa e da sua participação com a construção da Paz. Começou descrevendo a presença da Ordem em seu País. Estando ela presente em sete dioceses, alcançando um número de 434 irmãos. Logo se referiu ao genocídio que aconteceu em seu país, e do impacto que ele teve em sua vida como franciscano. Muitas pessoas migraram. Quando elas puderam retornar a sua pátria, encontraram suas casa destruídas, uma grande dificuldade reinserir-se a vida social. Isto mobilizou os irmãos e irmãs da OFS que se comprometeram com vários programas de atenção aos refugiados que retornavam à Ruanda. Atenção às crianças deficientes, ajuda aos jovens viciados, e acompanhamento às mães solteiras. Pode-se resumir os diverso exemplos e testemunhos apresentados em uma expressão "Gostamos de viver em uma sociedade que necessita ser consolada"

Lovro Sučić OFS, (Consejero JUFRA Croacia) assumiu um olhar aos jovens e o compromisso social. Narrou experiências realizadas entre jovens franciscanos de seu país. A princípio interpelados por diversas situações sociais que vieram da necessidade de realizar alguns encontros para aprofundar a Doutrina Social da Igreja. Orientados por ela, se desenvolveram os projetos relacionados com o cuidado do meio ambiente. O primeiro deles estavam vinculados com a comercialização e transporte de petróleo para um porto no Mar Adriático, encerrando um grande risco para a região. Outro programa relacionado com a gestão dos desperdícios. em ambos os casos, o critério usado foi o de estreitar vínculos da Família franciscana, para promover juntos questões relacionadas com o bem comum, superando obstáculos que podem impedir de vincular outras entidades e os efeitos de estreitar os canais de diálogos construindo uma cidadania de valores.

Attilio Galimberti OFS (Italia) apresentou uma análise dos resultados da pesquisa que a  CIOFS realizou recentimente, indagando a presença dos franciscanos na sociedade. Indicou vários aspectos interessantes, enfatizando uma tendência das Fraternidade locais à assumirem compromissos sociais, sendo uma corretne de atuação em âmbitos da Ordem.

Em um grupo de trabalho, os participantes aprofundaram  esta questão que concluiu no plenário horas mais tarde. Nele surgiu alguns temas de grande valor, que aqui simplesmente não podemos enumerar, por razões de síntese. Se falou de uma proposta, sobre a importância de dar prioridade às ações que promovem à Família, como a célula vital da sociedade humana, e do desenvolvimento pleno de cada pessoa. A partir dos testemunho escutados durante a tarde na sala capitular, se enfatizou a importância de se aprofundar ações que centram a atenção em reconhecimento do outro. da sua situação vital, respondendo com feitos concretos da fraternidade. Seguidamente se apresentou o documento "Função dos conselheiro internacionais”.

NO ESPÍRITO DE ASSIS: SILÊNCIO, ORAÇÃO, PEREGRINAÇÃO E JEJUM.

Na hora do entardecer, o Capítulo se concentrou no encontro que durante o dia, o  Sante Padre havia celebrado em Assis. Na celebração eucarística matinal havia realizado, foi um gesto que ajudou a refletir sobre o sentido do silêncio e oração. Durante a jornada, realizada na sala capitular, se projetaram cenas do encontro celebrado na cidade de Poverello. 

Ao chegar o fim do dia, reunindo em grupos lingüísticos, se começou a oração nos jardins da casa. Foi lido um relato que narra o encontro de São Francisco de Assis e Sultão. Acontecimento emblemático para os franciscanos, porque era uma pessoa de boa vontade. Ambos interlocutores, em tempos de guerra e ódio, foram capazes de construir um espaço de diálogo e entendimento interreligioso. Sendo um fermento para a Paz.

Os participantes do Capítulo, decidiram pela adesão à jornada celebrada hoje, rogando pela Paz, realizando um "jejum de pão e água" Sentados na grama, dividiram o simples alimento. Logo em peregrinação, com candeias, se dirigiram a Capela onde rezaram as Vésperas.

Como nos dias anteriores, se celebrou um encontro fraterno animado pelos irmãos e irmãs da Asia e Oceania.

Tradução livre: Felipe Miranda

NOTA DA CNBB SOBRE O ENCONTRO DE ASSIS, DO PAPA BENTO XVI E REPRESENTANTES DE DIVERSAS RELIGIÕES DO MUNDO

 

Nós, Bispos do Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB – reunidos de 25 a 27 de outubro de 2011, nos unimos ao Santo Padre Bento XVI que renova, em Assis, o encontro histórico realizado há 25 anos, pelo Beato João Paulo II, com os irmãos de outras igrejas cristãs e diferentes tradições religiosas do mundo.
O tema escolhido pelo Papa Bento XVI, “Peregrinos da Verdade, Peregrinos da Paz”, sugere que o diálogo e a construção da Paz se fundamentam na busca da Verdade e no respeito às diferenças religiosas.
Seguindo a orientação do Papa, entendemos que o diálogo verdadeiro não se confunde com sincretismo, ou com uma religião global que ignore as várias identidades religiosas e culturais.
No mundo atual, marcado por grande crise econômica e, sobretudo, moral, o Encontro de Assis é, para todos, fonte de esperança, porque reúne pessoas de boa vontade, em diálogo sincero e aberto ao mistério de Deus.
Assim as religiões, rejeitando qualquer forma de discriminação e violência, se apresentam ao mundo como sólido caminho de promoção da dignidade humana.
Manifestamos nossa plena comunhão com o Santo Padre por este encontro e agradecemos pela escolha do tema.
Comprometemo-nos, em nossas dioceses, a desenvolver ações que levem a um renovado diálogo com as demais religiões e com todas as pessoas de boa vontade.
Que o Príncipe da Paz oriente os nossos passos no caminho inspirado por São Francisco de Assis que, neste local, se fez instrumento do Senhor, na busca da Verdade e na construção da Paz.


Brasília, 27 de outubro de 2011

Dia mundial de Oração pela Paz e Não Violência

 

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Hoje é dia 27 de outubro de 2011, e há 25 anos, aconteceu o primeiro encontro de Oração pela Paz e Não Violência, configurando-se assim um dia mundial. Com o Papa João Paulo II e diversos líderes religiosos cristãos e não cristãos, autoridades e personalidades se reuniram na cidade de Assis/Itália.

Hoje em Porto Feliz, está marcada a oração em comum pela Paz às 14h. Você de onte estiver é convidado a fazer uma oração pela Paz. Na missa das 19h na Igreja de São Benedito, a fraternidade São Maximiliano Maria Kolbe estará presente na Missa e rogando a Deus pela Paz almejada. Amannhã é dia de Sarau na Casa da Cultura, a partir das 20h, participe, traga sua música, poesia… A casa da Cultura fica na rua Tristão Pires, no centro de Porto Feliz.

Ceim Violeta
Pelo segundo ano consecutivo, o Ceim Profª Violeta celebrou o dia mundial, com fixação de mensagem em todas as salas, do berçário até o infantil II (crianças de 6 anos), música, oração, pintura facial em branco com: pombas, coração, Paz e faixas. Assim foi refletido sobre este importante dia!.

Dia mundial de oração pela Paz e Não violência: convite na Câmara dos Vereadores

 

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Marcando presença na Casa de Leis, onde o vereadores receberam informações sobre São Francisco de Assis, sobre o dia mundial de Oração e também um convite para o Sarau, nesta sexta-feira as 20h, na Casa da Cultura. Participe, traga sua música, texto, poesia etc..

Entrevista com Denize Aparecida Marum Gusmão, ministra Reginal da OFS, região Sudeste III

Em meio aos trabalhos preparatórios para o Capítulo Geral da OFS, que tem início no próximo dia 22 de outubro, a Ministra Regional da OFS, região Sudeste III, Denize Aparecida Marum Gusmão, conseguiu um tempo para falar sobre este grande evento franciscano no Brasil, sobre a OFS no Brasil e de como decidiu fazer parte do projeto franciscano, como leiga, há 11 anos. Natural da cidade de Piedade (SP), Denize se mudou para Sorocaba com 8 anos. Lecionou em sala de aula por 20 anos (de 1ª a 4ª série) e foi Coordenadora por 5 anos. Enquanto formava cidadãos, Denize buscou a sua formação espiritual e a encontrou em São Francisco de Assis, que lhe deu uma espiritualidade completa "em todos os sentidos, dando oportunidade para crescer como pessoa humana e cristã”. Por duas ocasiões foi eleita ministra local da Fraternidade Bom Jesus dos Aflitos de Sorocaba (1988-91 e 1991-94) e, no ano passado, foi eleita Ministra Regional pela terceira vez (98-2001, 2004-07 e 2010-2013).

Por Moacir Beggo

Denize Marum

Site Franciscanos - Qual a sua expectativa para este Capítulo Geral no Brasil? Já participou de algum outro capítulo Geral?
Denize Marum - A expectativa é muito grande, pois é a primeira vez que um Capítulo Geral é realizado na América do Sul. É uma oportunidade dos irmãos e irmãs, provenientes de várias partes do mundo, conhecer a realidade da OFS do Brasil. Será uma grande troca de experiências.  Nunca participei de um Capítulo Geral. E, neste, faço parte da Comissão organizadora, mas não sou capitular.

Site Franciscanos -  Qual a importância dele ser realizado no nosso país?
Denize - A grande importância está no envolvimento das Fraternidades locais, de certa forma na participação dos irmãos ajudando na organização. Desde o momento em que a presidência do CIOFS anunciou que o Capítulo seria realizado no Brasil, há um ano, procuramos por todo esse tempo motivar as Fraternidades para esse evento tão importante, e elas corresponderam ao nosso pedido. Esse envolvimento serviu para uma integração maior entre a Fraternidade nacional e internacional. Sendo a sua estrutura muito grande, foi preciso envolver muitas pessoas, até não-franciscanos, e que gostaria de agradecer muito, sem citar nomes, para não correr o risco de deixar de mencionar alguém. Não só os franciscanos seculares foram envolvidos, como também outros ramos da Família Franciscana: a Primeira e Segunda Ordem e a TOR. Os bispos franciscanos foram convidados para a celebração em Aparecida. Os quatro Ministros Provinciais de São Paulo contribuíram com as despesas do Capítulo e estarão celebrando a missa do dia 28 de outubro. A eles, a nossa gratidão e reconhecimento.
A Secretaria de Turismo do Estado de São Paulo cedeu os ônibus para levarmos os capitulares a Aparecida. E o ponto alto de tudo isso será no dia 23 de outubro, em Aparecida, quando os irmãos e irmãs, vindos de várias regiões do Brasil, terão um encontro com a Ministra Geral, Encarnazion Del Pozo, e os capitulares e, logo após, a participação na celebração eucarística. Como muitas pessoas não-franciscanas foram envolvidas, isso tornou a OFS mais conhecida.

Site Franciscanos - Como a sra. entende o tema "Evangelizados para evangelizar"?
Denize - Primeira necessidade é conhecer a Jesus Cristo e fazer dele o centro de nossa vida, a exemplo de São Francisco, para então, a partir daí, torná-lo conhecido através do anúncio e, principalmente, do nosso testemunho de vida. É o que diz a nossa Regra em seu artigo 4. Penso que o tema foi muito oportuno para nossa realidade de Brasil, porque a evangelização é o ponto marcante no Documento de Aparecida.

Site Franciscanos - Nesta sociedade, cada vez mais consumista, tem lugar para o Evangelho e para o projeto de Francisco de Assis?
Denize - Sim, porque o Evangelho é sempre atual. Em cada época, ele se apresenta sempre novo. Francisco de Assis, em seu tempo, optou em vivê-lo radicalmente, entrando num processo de conversão, transformando totalmente sua vida, mostrando que isso é possível. E nós, franciscanos e franciscanas, oitocentos anos depois, continuamos fazendo dele nossa fonte de inspiração, procurando fazer a diferença.

Site Franciscanos -  Quais as necessidades evangelizadoras no nosso país?
Denize - Vejo como necessidade urgente a evangelização na família e juventude. Na família muito se tem a dizer, mas ficaria na questão de resgatar os valores cristãos para que ela volte a ser a célula primeira da sociedade: onde pais e filhos se amem e se respeitem. E a juventude vivendo num lar cristão, devolverá bons frutos para a sociedade. Atualmente vemos um quadro alarmante na juventude, cada vez mais se distanciando da vida em Deus, substituindo-O pela ganância, pelo consumismo, pelas drogas, materialismo, discriminação, gerando com isso muita violência. A evangelização se faz urgente nestes dois campos.

Site Franciscanos -  Para onde caminha a OFS, no Brasil e no mundo?
Denize - A renovação da nossa Regra, aprovada em 24 de junho de 1978 pelo Papa Paulo VI, mostrou o verdadeiro caminho que a OFS deve seguir. A conscientização de viver o Evangelho, à maneira de Francisco, mas no estado secular, foi uma luz para os franciscanos e franciscanas. Antes disso, víamos uma OFS mais devocional, hoje ela se faz presente em muitos campos da sociedade. Hoje, o leigo franciscano está mais consciente de sua missão no mundo, abrangendo a família, o trabalho, o lazer, a comunidade... Nesses campos, ele vai fazendo a diferença como: - ser um médico franciscano; - um político franciscano; - um educador franciscano; - um comerciante franciscano; - um catequista franciscano...

Site Franciscanos - Por que falta uma aproximação maior com a Jufra?
Denize - Sinceramente não sei o que acontece. Também sempre me faço essa pergunta e ainda não encontrei a resposta. Mesmo carisma, mesmo ideal, mesmos propósitos... A única diferença que vejo é a questão da idade, mas não creio que seja isso, pois no projeto de Francisco isso não poderia ser. Não diria que falta uma maior aproximação. Atualmente, a relação melhorou muito, graças ao esforço e luta das lideranças do passado e presente. Muita coisa foi feita para que as mútuas relações acontecessem. Portanto, vejo isso como um desafio que temos que vencer como tantos outros. O Regional de São Paulo tem procurado fazer de tudo para que o relacionamento OFS/JUFRA seja cada vez melhor.

Site Franciscanos - Quantas fraternidades fazem parte do seu Regional?
Denize - Fazem parte do Regional Sudeste III – SP, 85 Fraternidades erigidas canonicamente e uma em formação.

Site Franciscanos - Qual é o papel da Ministra Regional?
Denize - O papel de todo Ministro (a), seja ela Local, Regional, Nacional e Geral, é estar a serviço. No caso do Ministro (a) Regional é servir as Fraternidades locais. Acrescidas a isso tem a parte da estrutura e dos vários serviços, que o Ministro precisa estar atento e cuidar bem para que tudo funcione de acordo. A integração com a Fraternidade Nacional e também com a Família Franciscana é muito importante. Mas o Ministro (a) não trabalha sozinho, ele conta com o auxílio dos demais irmãos que fazem parte do Conselho, inclusive os assistentes espirituais.  Os trabalhos são realizados em conjunto.

Site Franciscanos – Como e quando resolveu ser franciscana secular?
Denize - Como toda vocação é um chamado, um convite, no meu caso não poderia ser diferente. Isso começou há algum tempo, por volta de 1975, quando ao final da missa das 19h30 do sábado, fui convidada por uma irmã da Fraternidade Bom Jesus dos Aflitos/Sorocaba (a Ana Maldonado – já falecida) a participar de uma reunião numa sala da Comunidade. Na verdade, ela havia convidado a minha mãe e minha tia, mas como  estava junto, também fui convidada. Nesse dia os irmãos estavam reunidos para comemorar o aniversário dela e do Frei Fortunato (também já falecido). Era o dia 5 de julho de 1975. Estava um pouco tímida, retraída, sem graça, por não conhecer ninguém, mas a acolhida foi tão calorosa que isso logo passou. Notei que havia muita alegria, muito entusiasmo naquele grupo, algo diferente que me chamou atenção. Mas não sabia o que era. Terminou a festinha e fiquei sem entender nada. Ao me despedir fui convidada para retornar no sábado seguinte. Como minha mãe e minha tia retornaram, resolvi ir também. Percebi que a reunião começava com a missa preparada pela Fraternidade. Nesse dia, os irmãos estavam reunidos para a formação permanente, dada pelo assistente, Frei Luiz Squizato, OFM. Recebi o convite para participar de um Encontro Distrital na cidade de Itaporanga (SP). Como demonstrei não entender o que seria esse Encontro Distrital, uma irmã me explicou que se tratava de um encontro entre os franciscanos das fraternidades mais próximas. Quando ela me falou que teríamos que sair às 4 horas, porque levava 4 horas para chegar,  estranhei um pouco porque era longe. Mas foram tão insistentes que topei. Foram até me buscar em casa para não ir sozinha até a igreja, pois era de madrugada. Achei isso o máximo! E depois desse encontro vieram outros e mais outros... Lembro que, no final do ano, a Ministra me perguntou se gostaria de começar o tempo de iniciação (naquela época era o postulantado), eu respondi que iria pensar. Mas foi apenas uma desculpa para não dizer não. Aí, então, ela me deu um livro da vida de São Francisco, de Maria Sticco para que eu o conhecesse e pudesse me decidir. Como haviam chegado as férias (nessa época estava lecionando em São Paulo), aproveitei para ler. O episódio que mais me impressionou foi aquele em que Frei Masseo pergunta a Francisco: “Por que a ti? Por que a ti? Por que a ti Francisco? Por que todo mundo anda atrás de ti? Não és homem belo de corpo, não és de grande ciência, não és nobre: donde vem, pois, que todo mundo anda atrás de ti”? Ouvindo isso São Francisco disse? “Queres saber por que a mim? Queres saber por que a mim? Queres saber por que todo mundo anda atrás de mim? Porque o Senhor não encontrou uma pessoa mais vil nem mais insuficiente nem maior pecador sobre a terra; e por isso me escolheu para confundir a nobreza, e a grandeza e a força e a beleza e a sabedoria do mundo: para que se reconheça que toda a virtude, e todo bem é dele e não da criatura, e para que ninguém se possa vangloriar na presença dele...” 
A resposta de Francisco me marcou muito. Lembro que fiquei muitos dias refletindo e, depois disso, resolvi conhecer o carisma franciscano participando primeiramente das reuniões mensais. Depois, fiz o Postulantado até 1977. Em 1978, passei para o Noviciado (hoje tempo de formação). Em 1979, fiz a profissão temporária e, em 1981, a profissão definitiva.
Site Franciscanos -  Para encerrar, o que diria para os leigos que podem ser franciscanos seculares?
D
enize - Diria que vale a pena ser franciscano (a). Francisco foi muito inspirado por Deus quando pensou em criar a Terceira Ordem para que os leigos pudessem também viver o seu projeto de vida. Se não fosse tanta ousadia e, apesar de ser uma vocação, diria que todo católico batizado deveria ser um (a) franciscano (a). A espiritualidade franciscana é completa em todos os sentidos e nos dá a oportunidade de crescer como pessoa humana e cristã.

fonte:http://www.franciscanos.org.br/v3/carisma/ofs/ofscap/06.php

obs: Fraternidade São Maximiliano Maria Kolbe, faz parte do Sudeste III

Dia mundial de Oração pela Paz e Não Violência

 

Este ano em Porto Feliz, a Missa de São Benedito, presidida pelo Padre Toninho, às 19 horas, reunirá os franciscanos seculares da fraternidade São Maximiliano. Na sexta-feria a partir das 19h30m, Sarau Literário pel Paz e Não Violência, a partir das 19h30m. Participe!

Notícias desta quarta-feira 26 de outubro

 

XIII CAPITULO GENERAL OFS

 

Os participantes do Capítulo Geral da Ordem Fraciscana Secular, começou sua jornada de trabalho com a celebração Eucarística.

Pela manhã Benedetto Lino OFS, Conselheiro da Presidência do CIOFS (conselho mundial da OFS) e coordenador de um dos projeto de formação internacional, apresentou o tema: “Vocação especifica para uma missão particular”. Continuando os trabalhos das comissões de estudo que se extendeu até a tarde. Seguidamente Doug y Marion Clorey OFS, canadenses, palestraram sobre “A importância da Família para a OFS”, dando lugar a um diálogo no plenário. A jornada acabou com a oração das Vesperas e posteriormente, um encontr fraterno foi animado pelos participantes do continente africano.

Presença da OFS na internet

Mais de 20 anos atrás, o Conselho Internacional da Ordem Franciscana Secular (CIOFS) está presente na internet com um site editado em 4 línguas:: espanhol, italiano, inglês y francês. Não é possivel estar toda a documentação relativa a Ordem Franciscana Secular, porém, um material formativo muito rico está disponível e pode atender ao interesse de muitas pessoas, assim como dos franciscanos. As atualizações são contínuas.

fonte: http:www.ciofs.org

Papa Bento saúda Capítulo Geral

 

Saudação da sua Santiadade Papa Bento ao Capítulo Geral da OFS

 

Sua Santidade Bento XVI, saúda cordialmente os membros da Ordem Franciscana Secular.

Reunidos no XIII Capítulo Geral, e invoca sobre todos o envio do Espírito Santo, para que suas reflexões e decisões os implulsionem a serem sempre testemunhas e instrumentos da missão redentora da Igreja, anunciado a Cristo com a palavra e com o próprio exemplo.

Ao mesmo tempo, o Santo Padre os exorta a seguir com Fé o espírito de São Francisco de Assis, colaborando fielmente com os Pastores do Povo de Deus, na bonita tarefa de ser sal da terra e luz do mundo.

Da mesma maneira, o Sumo Pontífice, os tem em suas orações, para que tenham decisões certas como evangelizadores do momento presente, e seja em toda a parte construtores da civilização do amor. Com este sentimento, o Papa, invoca sobre os Capitulares a interceção de Nossa Senhora dos Anjos, concedendo a sua Benção Apostólica, extendendo-a a todos os membros da Ordem Franciscana Secular e a Juventude Franciscana (Jufra).

Vaticano, 4 de Outubro de 2011

Assinado

Bspo Angelo Becciu

 

fonte: http://www.ciofs.org/portal/index.php?option=com_content&view=category&layout=blog&id=50&Itemid=35&lang=es&limitstart=5

Tradução livre: Felipe Miranda