02 abril 2010
Cântico do irmão Sol ( ou Cântico das criaturas)
São Francisco deixou para a humanidade este canto de amor ao Pai de toda a Criação.
Na penúltima estrofe, que exalta o perdão e a paz, foi composta em julho de 1226 no palácio episcopal de Assis, para por fim a uma desavença entre o Bispo e o Prefeito da cidade. Estes poucos versos bastaram para impedir a guerra civil.
(A ultima estrofe, que acolhe a morte, foi composta no começo de outubro de 1226)
Altíssimo, onipotente e bom Deus,
Teus são o louvor, a gloria, a honra,
E toda a benção.
Só a Ti, Altíssimo, são devidos,
E homem algum é digno
De Te mencionar.
Louvado seja meu Senhor,
Com todas as Tuas criaturas,
Especialmente o irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos ilumina.
Ele é belo e radiante,
Com grande esplendor
De Ti, Altíssimo é a imagem.
Louvado seja meu Senhor
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formastes claras,
Preciosas e belas.
Louvado sejas meu Senhor, pelo irmão vento,
Pelo ar ou neblina,
Ou sereno ou de todo tempo
Pelo qual as Tuas criaturas daí sustento.
Louvado sejas meu Senhor,
Pela irmã Água
Que é muito útil e humilde
Preciosa e casta.
Louvado sejas meu Senhor,
Pelo irmão Fogo,
Pelo o qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
vigoroso e forte.
Louvado sejas meu Senhor
MENSAGEM DA MINISTRA REGIONAL - SUDESTE III SOBRE A PÁSCOA
Posted: 30 Mar 2010 06:31 PM PDT
A caminho da Festa da Ressurreição ...
A celebração do Domingo de Ramos abriu-nos as portas da semana-caminho para a festa da Páscoa da Ressurreição.
Após ter entrado no coração de cada um, como fez um dia em Jerusalém, Jesus de Nazaré, nos convida a sentarmos a seu lado, junto com seus “amigos”, à mesa da refeição, para novamente, nos oferecer, além do Pão da Vida, o exemplo surpreendente de humildade e de serviço, quando repete, agora, o gesto inaugurado na derradeira Ceia: lava os pés dos irmãos. “Ama-os até o fim” – ama-nos por toda a eternidade! Era a festa da Páscoa Judaica, é a festa da nova e definitiva Aliança do Criador com as criaturas!
Mas Jesus, não nos convida apenas para festa, como também fez outrora, Ele nos chama a subir o Getsemani e diante de nós, se mostra divinamente humano quando pede ao Pai que lhe afaste o cálice do sacrifício.
Ele nos leva ao palácio de Pilatos e, de novo, o “eu não sei quem ele é”, hoje dito por nós, ecoa em seus ouvidos para ferir-lhe o coração como o chicote machucou o seu corpo.
Ele nos atrai para o caminho do Calvário e, por um momento, nos oferece a oportunidade de ajudá-lo a carregar a cruz, a parte mais leve, porque a mais pesada, a do amor não correspondido, esta Ele carrega sozinho e, nós não entendemos ... nem sempre aceitamos. Apresenta-nos a um grupo de mulheres, que à margem do caminho chora a sorte do justo, em nada diferente de nós hoje.
Mas, sobretudo, chama-nos a atenção para aquela, que lhe enxuga o rosto chagado e cansado , com o “véu da ternura e do cuidado”. E, finalmente, à sombra da soledade da Paixão, nos apresenta o mais amargo, o mais sofrido e o mais difícil encontro de olhares que o mundo já testemunhou: os olhos da Mãe e do Filho se misturam e cada coração derrama no coração do outro a própria dor, a dor do sim à vontade divina.
Finalmente, chegamos com Ele, no topo do Gólgota, de onde se abre a porta para a verdadeira vida. A noite cai ... mas o dia vem! Das trevas nasce a luz e, de novo, somos convidados para a festa: a Festa da Luz. “Eu sou a Luz”, havia dito Jesus.
Luz para o mundo, para todos os tempos, para cada época, para cada homem, para cada mulher.
Querido irmão, querida irmã, mais uma vez estamos diante da realidade central da nossa fé, a Ressurreição do Senhor.
Vamos celebrar com muita alegria, unidos na caridade e no compromisso de jamais, a exemplo de Maria, João e das santas mulheres, abandonar o pé da cruz e de proclamar a Vitória da Vida, com toda a força da nossa alma, com o vigor da nossa palavra e com o testemunho das nossas obras, em todas as encruzilhadas: na família, na Igreja, no trabalho, na sociedade, em fim, onde nossa realidade de franciscanos seculares conseguir atingir.
Como mãe e os abençôo, pedindo a Deus que nos alcance a graça de ressuscitar para sempre do pecado da tentação de “servir a dois senhores”.
Fraternalmente.
Maria Bernadette Nabuco do Amaral Mesquita
(Ministra Regional)
SEXTA-FEIRA SANTA
1. Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor - Único dia durante o ano em que não se celebra missa, apenas distribui-se a comunhão. Nesta celebração somos convidados a compreender e a viver mais profundamente o mistério da cruz: o sofrimento e a morte assumidos por Cristo foram em vista da nossa salvação. A Paixão segundo o Evangelho de João apresenta a cruz como glorificação de Jesus, ela é sinal de salvação e de vitória (cf. Jo 3, 14).
A Cruz é símbolo de Cristo e da vida nova que ele nos oferece, por isso, ao reverenciarmos a cruz nós estamos adorando o próprio Redentor. A Oração Universal rezada nesta celebração nos faz lembrar que Cristo veio para que todos, sem distinção, tivessem vida em abundância.
SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO E A VIVÊNCIA DA LITURGIA
a) Criar clima de silêncio; o altar deve estar despojado, ou seja, sem cruz, sem toalha, sem candelabros, etc.; o Evangelho pode ser dialogado (assim como no domingo de Ramos ao ler a Paixão não se faz à saudação - O Senhor esteja convosco); a cruz (descoberta) pode entrar em procissão, trazida pelo presidente acompanhado com velas acesas enquanto canta três vezes "Eis o lenho da cruz..." - depois todos vão fazer a "adoração"; o modo comum é aquele em que o presidente coloca-se no altar (ou na frente do altar) com a cruz coberta (pano vermelho ou roxo) e aos poucos vai descobrindo-a (primeiro a parte de cima, depois o lado direito e por fim toda) enquanto canta "Eis o lenho da cruz..."; no momento da Adoração deve-se cantar algo apropriado, ou seja, cantos que lembrem o sacrifício de Cristo na cruz.
Lembretes: preparar antes uma toalha e o corporal para o momento da comunhão; esta celebração geralmente é feita às três da tarde (pode ser realizada mais tarde, porém não depois das nove da noite); pode-se organizar uma via-sacra ou caminhada silenciosa; convidar a todos para que depois da oração final retirar-se em silêncio. A cor é vermelha. Neste dia não se celebra a Eucaristia.
b) Guarda-se o jejum e a abstinência.
c) Só se celebram nestes dias os sacramentos da Unção dos enfermos e da Confissão.
d) Prepara-se tapete e almofadas para os sacerdotes (presidente e concelebrantes).
e) Os sacerdotes prostam-se, os demais ministros, coroinhas e povo ajoelham-se.
f) Prepara-se uma cruz que deve ser esplendorosa coberta com um véu vermelho e dois castiçais com velas (na credencia no fundo igreja).
g) Durante a adoração e o beijo devocional, canta-se hinos apropriados e salmos.
h) Depois da comunhão proceda-se à desnudação do altar, deixando a mesma cruz no centro do altar, com quatro castiçais.
i) Pode-se fazer até a hora da procissão do Senhor Morto a via-sacra.
j) Tendo a procissão do Senhor Morto, pode-se deixar o esquife a veneração pública, juntamente com a imagem de Nossa Senhora das Dores. Na procissão recomenda-se silêncio e orações e também o uso das matracas, bem como um carro de som com canto gregoriano, ou cantos penitenciais.
Na credencia:
a) Missal
b) Lecionário
c) Toalhas para o altar
d) Jogos completos de alfaias
e) Purificatório
f) Velas para o altar.
g) Âmbulas
2. PARALITURGIAS E PIEDADE POPULAR
Sexta-feira Santa: Sermão das 7 Palavras, descimento do Senhor Morto da cruz e procissão do Senhor morto (Em alguns lugares o povo tem a tradição de dar um beijo na imagem do Senhor morto.) É mais uma oportunidade para evangelizar, fazendo com que a devoção seja mais significativa, através dos vários grupos, movimentos, pastorais, etc. Destacar e dar um significado ao beijo das crianças, dos jovens, dos casais, dos homens e das mulheres, dos idosos, dos doentes, etc. Uma pequena paraliturgia pode ser preparada para este momento, com cânticos penitenciais e fazendo uma ligação com a Campanha da Fraternidade 2010.
3. MOMENTOS FORTES:
Elementos da Celebração
O elemento fundamental e universal da liturgia desse dia é a proclamação da Palavra, uma vez que a Igreja, por antiquíssima tradição, não celebra hoje a eucaristia. A celebração compõe-se de três partes:
a) A liturgia da Palavra
O evangelho, conforme uma longa tradição é o da Paixão segundo S. João (Jo 18,1-19.42). A Igreja reserva para este dia precisamente pela perspectiva com que o apóstolo apresenta a vida e a morte de Jesus.
A primeira leitura é o texto do profeta Isaías que narra a passagem do servo sofredor ( Is 52,13-53,12). É um trecho do quarto cântico do Servo de Javé. Com esta leitura é oferecida a imagem do Cristo sofredor, conduzido ao matadouro como uma ovelha muda, carregando todos os nossos pecados, causa da nossa justificação.
O Salmo responsorial é tirado do Sl 30, cujo versículo 6 Jesus pronunciou na cruz (Lc 23,46) "... Sou o opróbrio dos meus inimigos... Confio em ti, Senhor... Fazes brilhar tua face sobre teu servo...? A liturgia atribui a Jesus o Salmo inteiro, encontrando nele a descrição de sua paixão e de seu pleno abandono nas mãos do Pai.
A Segunda leitura, é proclamado um trecho da carta aos Hebreus ( 4,14-16;5,7-9). Ela nos mostra Cristo obediente que se torna causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
A.1) Oração Universal
Depois da leitura da Sagrada Escritura e da homilia, a liturgia da Palavra termina com as orações solenes (= Oração universal) segundo o esquema da antiga prece litúrgica: convite, intenções, prece em silêncio, "coleta" (= oração das preces por parte do presidente da assembleia).
São 10 súplicas: pela Igreja, pelo papa, pelas ordens sagradas e por todos os fiéis, pelos catecúmenos, pela unidade dos cristãos, pelos judeus, pelos não cristãos, pelos que não creem em Deus, pelos governantes e pelos atribulados...
Podemos assinalar a teologia que emerge do lugar que essas orações solenes ocupam depois da proclamação da palavra de Deus. A assembleia, iluminada pela palavra, abre-se à caridade orando pelas necessidades atuais, começando pela Igreja e assim por diante.
b) A adoração da Santa Cruz
Não se oferece o sacrifício eucarístico na Sexta-feira santa. Em lugar da eucaristia fazem-se a apresentação e a adoração da cruz. A atenção da Igreja se fixa no calvário. É um rito que nasce como consequência da proclamação da paixão de Jesus. Há nesta veneração o antigo costume de mostrar aos fiéis a cruz, descobrindo-a progressivamente enquanto se canta, três vezes, o Ecce lignum crucis (eis o lenho da cruz), ao que o povo responde: "Vinde, adoremos!" Para a adoração da cruz, aproximam-se os cristãos que exprimem sua adoração pela genuflexão, pelo beijo ou por outros sinais adequados. Ao terminar a adoração, põe-se a cruz sobre o altar, que é símbolo do sacrifício e sacerdócio de Jesus Cristo. A assembleia contempla seu Senhor (Jo 19,37).
C. Liturgia da comunhão
Terminada a liturgia da adoração da cruz, cobre-se o altar com uma toalha e traz-se o Santíssimo Sacramento. O presidente da assembleia adora-o, fazendo uma genuflexão. Pronuncia-se o Pai Nosso e o embolismo seguido da aclamação do povo, como nas missas. Em seguida dá-se a comunhão à comunidade.
Podemos dizer que o significado desta comunhão fundamenta-se em São Paulo, que alude a uma relação profunda e misteriosa entre a comunhão sacramental e a paixão e morte de Cristo. Na 1Cor 11,26 ele lembra: "Todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha." A Eucaristia também é participação da morte de Cristo (1Cor10,15-16).
A solene ação litúrgica da paixão e morte do Senhor termina com a oração pós comunhão, que é uma ação de graças pela nova vida que o Pai nos comunicou pela "morte e ressurreição" de seu Filho, e logo em seguida, a oração sobre o povo que menciona junto a morte e a ressurreição, pedindo que "venha o vosso perdão, seja dado o vosso consolo; cresça a fé verdadeira e a redenção se confirme", e o povo se retira em silêncio após esta bênção.
4 - O jejum pascal
Nesse dia observa-se o jejum chamado "pascal", porque nos faz reviver a passagem ("transitus") da paixão à alegria da ressurreição. É um sinal exterior da participação interior do sacrifício de Jesus (2Cor 4,11), e também como sinal de que chegamos aos dias em que nos tiraram o Esposo (cf. Lc 5,33-35). A tradição desse jejum é antiquíssima, atestada por Tertuliano e Hipólito que, em Roma, a celebração anual da Páscoa começava com o jejum da Sexta-feira santa e prolongava-se durante todo o Sábado, até a celebração da Vigília na noite entre o Sábado e o Domingo.
A Sacrossanctum Concilium, a constituição sobre a liturgia, prescreve: "Sagrado seja o jejum pascal, a se observar na Sexta-feira da Paixão e Morte do Senhor e, se for oportuno, a se estender também ao Sábado Santo, a fim de que se chegue com o coração livre e aberto às alegrias do Domingo da Ressurreição?” (SC 110). O jejum pascal não é um elemento secundário, mas parte integrante da celebração do tríduo pascal.
01 abril 2010
Quinta-feira Santa
A SEMANA SANTA
QUINTA-FEIRA SANTA
SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO E A VIVÊNCIA DA LITURGIA
a) Inicia-se o tríduo sagrado, chamado também de o "Tríduo do crucificado, do sepultado e do ressuscitado".
b) Cruz processional, velas, turíbulo fumegando.
c) Matracas.
d) Pode-se entrar na procissão de entrada os santos óleos que foram abençoados pela manhã na Catedral pelo Bispo. Prepara-se no presbitério uma mesa para colocá-los. Para serem levados ao presbitério os santos óleos, poderiam três jovens vestir túnicas das respectivas cores dos óleos: ROXO (óleo dos enfermos); ROSA (óleo do Crisma); BRANCO (óleo do batismo).
e) Pode ser decorado perto do altar e nunca em cima do mesmo, com pão, uva, vinho.
f) Antes da celebração, o sacrário deve estar vazio. As hóstias para a comunhão dos fiéis devem ser consagradas na mesma celebração da missa de maneira suficiente para o dia seguinte também (Sexta-feira santa).
g) Reserve-se uma Capela para conservação do Santíssimo Sacramento e seja ela ornada de modo conveniente, para que possa facilitar a oração e meditação: recomenda-se o respeito.
Daquela solenidade que convém à liturgia destes dias, evitando ou renovando qualquer abuso contrário.
h) Durante o canto do hino do "Glória" tocam-se os sinos (da torre e do altar). Concluído o canto eles ficarão silenciosos até o "Glória" da Vigília Pascal.
i) O órgão ou outros instrumentos a partir do canto do "Glória", só serão utilizados para sustentar o canto. De maneira que não se use nem bateria e nem pandeiros...
j) Seja conservada para o lava-pés a escolha de alguns homens, e como sugestão podendo ser 12 que significa os 12 apóstolos. Neste momento o celebrante retira a casula e cinge-se com uma toalha grande que possa ser amarrada à cintura e ao mesmo tempo enxugar os pés dos discípulos, a casula ficará aberta sobre o altar. Após terminar o lava-pés e ter lavado as mãos vestirá novamente a casula. Pode ser dado para os homens um pão.
k) Na procissão do ofertório tendo sido feita uma conscientização na comunidade, a comunidade pode fazer doação de alimentos não perecíveis para os menos favorecidos, como nos sugere o Missal Romano.
l) Na consagração, não se toca a campainha e sim as matracas.
m) Após a oração da comunhão, forme-se o cortejo, passando por toda a Igreja, que acompanha o Santíssimo Sacramento ao lugar da reposição. A procissão é precedida pelo cruciferário, as velas, o turíbulo fumegando e as matracas.
n) Usa-se a Umbela para cobrir o Santíssimo.
o) Nunca se pode fazer a exposição com o ostensório. (A reserva Eucarística deverá ficar dentro do sacrário).
p) Na adoração até a meia-noite, pode ser lida uma parte do evangelho segundo João Capítulos 13-17. Após a meia noite, esta adoração seja feita sem solenidade já que começou o dia da paixão do Senhor. Recomenda-se o silêncio.
q) A capela do Santíssimo pode ser ornada com flores, com todo esplendor.
r) O sacerdote deveria usar pluvial e véu umeral festivo na transladação do Santíssimo Sacramento em direção ao altar da reposição. Na falta do Pluvial use pelo menos o véu umeral sobre a túnica ou alva com estola.
s) Concluída a missa é desnudado o altar da celebração. Convém cobrir as cruzes da Igreja com um véu de cor vermelha ou roxa.
Para a missa deve-se preparar:
a) Âmbulas com partículas para consagrar para essa missa e para a Sexta-feira;
b) Véu de ombros;
c) Turíbulo com naveta;
d) Tochas e velas;
Para o lava pés:
a) Assentos para os homens designados;
b) Jarro de água e bacia;
c) Toalha para enxugar os pés;
d) Sabonete (para o sacerdote lavar as mãos)
2. Momentos fortes:
São momentos altos deste memorial: a escuta da Palavra, o lava-pés, a oferenda do pão e do vinho acompanhados pelas ofertas para os pobres recolhidas durante a Quaresma, a oração eucarística (com comemorações próprias deste dia), a fração do Pão, a participação no Corpo e Sangue do Senhor consagrados na própria ação litúrgica (é "proibido" o recurso à reserva eventualmente conservada no Sacrário o qual, segundo a vontade da Igreja, deveria estar vazio no começo da celebração).
3. Bênção dos Santos Óleos (Celebração na Catedral com o Arcebispo pela manhã).
obs: na Arquidiocese de Sorocaba é realizado na quarta-feira a noite, com um casal representando cada Paróquia.
Na Quinta-feira Santa, óleo de oliva misturado com perfume (bálsamo) é consagrado pelo Bispo para ser usado nas celebrações do Batismo, Crisma, Unção dos Enfermos e Ordenação. Sempre que houver celebração com óleo, deve estar à disposição do ministro uma jarra com água, bacia, sabonete e toalha para as mãos.
Não se sabe com precisão, como e quando teve início a bênção conjunta dos três óleos litúrgicos. Fora de Roma, esta bênção acontecia em outros dias, como no Domingo de Ramos ou no Sábado de Aleluia. O motivo de se fixar tal celebração na Quinta-feira Santa deve-se ao fato de ser este último dia em que se celebra a missa antes da Vigília Pascal. São abençoados os seguintes óleos:
Óleo do Crisma - Uma mistura de óleo e bálsamo, significando plenitude do Espírito Santo, revelando que o cristão deve irradiar "o bom perfume de Cristo". É usado no sacramento da Confirmação (Crisma) quando o cristão é confirmado na graça e no dom do Espírito Santo, para viver como adulto na fé. Este óleo é usado também no sacramento do sacerdócio, para ungir os "escolhidos" que irão trabalhar no anúncio da Palavra de Deus, conduzindo o povo e santificando-o no ministério dos sacramentos. A cor que representa esse óleo é o branco ouro.
Óleo dos Catecúmenos - Catecúmenos são os que se preparam para receber o Batismo, sejam adultos ou crianças, antes do rito da água. Este óleo significa a libertação do mal, a força de Deus que penetra no catecúmeno, o liberta e prepara para o nascimento pela água e pelo Espírito. Sua cor é vermelha.
Óleo dos Enfermos - É usado no sacramento dos enfermos, conhecido erroneamente como "extrema-unção". Este óleo significa a força do Espírito de Deus para a provação da doença, para o fortalecimento da pessoa para enfrentar a dor e, inclusive a morte, se for vontade de Deus. Sua cor é roxa.
3. Ceia do Senhor (Lava-pés)
3.a - Um momento solene
No 13º capítulo do seu Evangelho, João fala sobre Jesus fraco, pequeno, que terminará sendo condenado e morto na cruz como um blasfemador, um fora da lei ou um criminoso. Até então, Jesus parecia tão forte, havia feito tantos milagres, curado doentes, ordenado que o mar e o vento se acalmassem e falado com autoridade para os escribas e os fariseus.
Ele parecia ser um grande profeta, quem sabe até o Messias. O Deus do poder estava com Ele. Mais e mais pessoas estavam começando a segui-lo, esperavam que Ele os libertasse dos romanos, resgatando assim, a dignidade do povo escolhido. O tempo da páscoa estava próximo. A multidão e os amigos dele pensavam: "Será que Ele vai se revelar na páscoa? Então, todos acreditarão nele."
Todos esperavam que algo extraordinário acontecesse. No entanto, em vez de fazer algo fantástico, Jesus tomou o caminho oposto, o da fraqueza, o da humilhação, deixando que os outros o vencessem. Este processo de humilhação teve início quando o Verbo se fez carne no seio da Virgem Maria, e continuou visível para os discípulos no lava-pés. Terminará com a agonia, paixão, crucifixão e morte.
O começo deste capítulo é muito solene: "Antes do dia da festa da Páscoa, sabendo Jesus que tinha chegado à hora de passar deste mundo ao Pai, tendo amado aos seus, que estavam no mundo, amou-os até ao extremo. Começada a ceia, tendo já o demônio posto no coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, a determinação de entregá-lo, sabendo que o Pai tinha posto em suas mãos todas as coisas, que saíra de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, depôs o manto, e apegando uma toalha cingiu-se com ela." (Jo 13,1-4).
Estas palavras são muito fortes: "Jesus, sabendo que o Pai tinha posto em suas mãos todas as coisas, que saíra de Deus e ia para Deus, levantou-se da ceia, depôs o manto..." Então, Ele se ajoelhou diante de cada um de seus discípulos e começou a lavar-lhes os pés, em uma atitude de humilhação, fraqueza, súplica e submissão. De joelhos ninguém pode se mover com facilidade nem se defender. João Batista havia dito que ele não era digno nem de desatar as sandálias de Jesus (Mc 1,7). No entanto, Jesus se ajoelha em frente a cada um de seus discípulos.
Os primeiros cristãos devem ter cantado o mistério de Jesus, que se desfez da sua glória e se fez fraco, como encontramos nas palavras de S. Paulo aos Filipenses: ?O qual, existindo na forma (ou natureza) de Deus, não julgou que fosse uma rapina o seu ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens e sendo reconhecido por condição como homem?. Humilhou-se a si mesmo, feito obediente até a morte, e morte de cruz! (Fl 2,6-8)
Nós estamos frente a um Deus que se torna pequeno e pobre que desce na escala da promoção humana, que escolhe o último, que assume o lugar de servo ou escravo. De acordo com a tradição judia, o escravo lavava os pés do senhor, e algumas vezes as esposas lavavam os pés do marido ou os filhos lavavam os do pai.
4. Desnudação do Altar
A desnudação do altar hoje, é um rito prático, com a finalidade de tirar da igreja todas as manifestações de alegria e de festa, como manifestação de um grande e respeitoso silêncio pela Paixão e Morte de Jesus.
A desnudação do altar (denudatio altaris), ou despojamento, como preferem alguns, é um rito antigo, já mencionado por Santo Isidoro no século VII, que fala da desnudação como um gesto que acontecia na quinta-feira santa.
O sacerdote, ajudado por dois ministros, remove as toalhas e os demais ornamentos e enfeites dos altares que ficam assim desnudados até a Vigília Pascal. No antigo rito, durante a desnudação recitava-se um trecho de um salmo. O gesto da desnudação do altar tinha o significado alegórico da nudez com a qual Cristo foi crucificado.
O rito atual é realizado de modo muito simples, após a missa. Feito em silêncio e sem a participação da assembleia. As orientações do Missal Romano pedem que sejam retiradas as toalhas do altar e, se possível, as cruzes da igreja.
Caso isso não seja possível, orienta o Missal que convém velar as cruzes e as imagens que não possam ser retiradas. (Cf. Missal Romano, p. 253, n. 19).
O significado é o silêncio respeitoso da Igreja que faz memória de Jesus que sofre a Paixão e morte, por isso, despoja-se de tudo o que possa manifestar festa.
Instituição da Eucaristia
Na véspera da festa da Páscoa, como Jesus sabia que havia chegado a sua hora de passar deste mundo para o Pai, tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim (Jo 12, 1).
Caía a noite sobre o mundo, porque os velhos ritos, os antigos sinais da misericórdia infinita de Deus para com a humanidade iam realizar-se plenamente, abrindo caminho a um verdadeiro amanhecer: a nova Páscoa. A Eucaristia foi instituída durante a noite, preparando antecipadamente a manhã da Ressurreição. Jesus ficou na Eucaristia por amor..., por ti.
Comecemos desde já a pedir ao Espírito Santo que nos prepare para podermos entender cada expressão e cada gesto de Jesus Cristo: porque queremos viver vida sobrenatural, porque o Senhor nos manifestou a sua vontade de se dar a cada um de nós em alimento da alma, e porque reconhecemos que só Ele tem palavras de vida eterna.
A fé leva-nos a confessar com Simão Pedro: Nós acreditamos e sabemos que tu és o Cristo, o Filho de Deus. E é essa mesma fé, fundida com a nossa devoção, que nesses momentos transcendentes nos incita a imitar a audácia de João, a aproximar-nos de Jesus e a reclinar a cabeça no peito do Mestre, que amava ardentemente os seus e, como acabamos de ouvir, iria amá-los até o fim.
Tenhamos em mente a experiência tão humana da despedida de duas pessoas que se amam. Desejariam permanecer sempre juntas, mas o dever - seja ele qual for - obriga As a afastar Se uma da outra. Não podem continuar sem se separarem, como gostariam. Nessas situações, o amor humano, que, por maior que seja, é sempre limitado, recorre a um símbolo: as pessoas que se despedem trocam lembranças entre si, possivelmente uma fotografia, com uma dedicatória tão ardente que é de admirar que o papel não se queime. Mas não conseguem muito mais, pois o poder das criaturas não vai tão longe quanto o seu querer.
Porém, o Senhor pode o que nós não podemos. Jesus Cristo, perfeito Deus e perfeito Homem, não nos deixa um símbolo, mas a própria realidade: fica Ele mesmo. Irá para o Pai, mas permanecerá com os homens. Não nos deixará um simples presente que nos lembre a sua memória, uma imagem que se dilua com o tempo, como a fotografia que em breve se esvai, amarelece e perde sentido para os que não tenham sido protagonistas daquele momento amoroso. Sob as espécies do pão e do vinho encontra-se o próprio Cristo, realmente presente com seu Corpo, seu Sangue, sua Alma e sua Divindade.
5. Transladação do Santíssimo
A transladação do Santíssimo tem notícias históricas desde o século II. Mas o rito da adoração, na quinta-feira santa entrou na Igreja a partir do século XIII e foi difundindo-se até o século XV.
O que mais impulsionou foi a devoção ao Santíssimo Sacramento, a partir da segunda metade do século XIII, época em que o Papa Urbano IV decretou a festa de Corpus Christi para toda a Igreja (em 11 de agosto de 1264).
Foi, portanto, a prática devocional da eucaristia a principal responsável para a adoração ao Santíssimo na quinta-feira santa, após a missa da Ceia do Senhor.
O rito atual é muito simples e tem o seguinte significado: após a oração depois da comunhão, o Santíssimo é transladado solenemente em procissão para uma capela lateral ou para um dos altares laterais da igreja, devidamente preparado para receber o santíssimo.
Antes da transladação, o sacerdote prepara o turíbulo e incensa o Santíssimo três vezes. Depois, realiza-se uma pequena procissão dentro da igreja, que é precedida pelo cruciferário (pessoa que leva a cruz processional), velas e incenso.
Durante a procissão, canta-se o "Pange Língua", traduzido em português, "Vamos todos...", exceto as duas últimas estrofes, "tantum ergo" (tão sublime sacramento...) que são cantadas depois da chegada da procissão na capela lateral, onde ficará o Santíssimo.
Após a transladação, a comunidade é convidada a permanecer em adoração solene até um horário conveniente. O significado é de ação de graças pela eucaristia e pela salvação que celebramos nestes dias do Tríduo Pascal.
31 março 2010
O Sentido da Páscoa em São Fancisco
Frei Ennis Cláudio, OFM Conv
São Francisco é conhecido por suas inúmeras quaresmas; sua vida é marcada por momentos de abstinências, jejuns e orações. Esses apresentam os gestos íntimos que São Francisco praticava para viver, entender e contemplar o mistério da Encarnação, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Estas características imprimirão em Francisco um caráter de homem penitente.
Os resultados dessas penitências eram riquíssimas obras de caridade em favor dos irmãos e de todas as pessoas que ele encontrava pelas cidades. Ou seja, após as quaresmas, Francisco levava muitos que estavam pelos caminhos, tristes, fatigados e abatidos à ressurreição, a uma mudança de postura de vida. O Francisco penitente se torna o homem feito oração.
Mediante tantas graças realizadas em sua vida e na vida de todos aqueles que Francisco encontrava pelo caminho, e sendo estes reconduzidos ao caminho do Senhor, o homem feito penitência louvava e agradecia a Deus por não olhar os pecados dos homens, mas sim o desejo de voltarem à Casa do Pai. Quantos não retornaram à vida pelo testemunho evangélico de Francisco! Mediante tamanho mistério de Amor São Francisco tornava-se o home do louvor.
No final de sua vida, Francisco pede que sobre o seu corpo, sejam jogadas cinzas como sinal de penitência, que leiam o evangelho de São João em sinal de uma vida evangélica e, por fim que cantem o “Cântico do Irmão Sol”, sinal de uma vida agradecida por tudo o que lhe ofertou. E, estes dons emergem como sinal profícuo da graça cotidiana.
Não encontramos em Francisco momentos isolados de oração, louvor e penitência, mas encontramos nele uma íntima ligação com o mistério da Encarnação, cruz, Morte e Ressurreição de Cristo. Assim, a Páscoa franciscana não é um momento, mas um movimento de encontro com o Deus da vida, o Deus que nos acolhe, nos lava e purifica e, por fim coloca em nosso dedo um anel, refazendo a aliança.
Que possamos retomar a aliança com Deus que se manifesta na mais perfeita aliança: a Trindade.
Texto enviado por nossa Irmã Ministra Claudete Leutz Martins , OFS
O Sentido da Páscoa em São Fancisco
Frei Ennis Cláudio, OFM ConvSão Francisco é conhecido por suas inúmeras quaresmas; sua vida é marcada por momentos de abstinências, jejuns e orações. Esses apresentam os gestos íntimos que São Francisco praticava para viver, entender e contemplar o mistério da Encarnação, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Estas características imprimirão em Francisco um caráter de homem penitente.
Mediante tantas graças realizadas em sua vida e na vida de todos aqueles que Francisco encontrava pelo caminho, e sendo estes reconduzidos ao caminho do Senhor, o homem feito penitência louvava e agradecia a Deus por não olhar os pecados dos homens, mas sim o desejo de voltarem à Casa do Pai. Quantos não retornaram à vida pelo testemunho evangélico de Francisco! Mediante tamanho mistério de Amor São Francisco tornava-se o home do louvor.
No final de sua vida, Francisco pede que sobre o seu corpo, sejam jogadas cinzas como sinal de penitência, que leiam o evangelho de São João em sinal de uma vida evangélica e, por fim que cantem o “Cântico do Irmão Sol”, sinal de uma vida agradecida por tudo o que lhe ofertou. E, estes dons emergem como sinal profícuo da graça cotidiana.
Não encontramos em Francisco momentos isolados de oração, louvor e penitência, mas encontramos nele uma íntima ligação com o mistério da Encarnação, cruz, Morte e Ressurreição de Cristo. Assim, a Páscoa franciscana não é um momento, mas um movimento de encontro com o Deus da vida, o Deus que nos acolhe, nos lava e purifica e, por fim coloca em nosso dedo um anel, refazendo a aliança.
Que possamos retomar a aliança com Deus que se manifesta na mais perfeita aliança: a Trindade.
Texto enviado por nossa Irmã Ministra Claudete Leutz Martins, OFS
Extraído de http://ofsvilaclementinosp.blogspot.com/2010/03/o-sentido-da-pascoa-em-sao-fancisco.html acesso em 25 mar. 2010.
Ilustração: Cristo resucitado / Medina Ayllón. Barcelona : Iglesia de san Paciano, 1985. Extraído de http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cristo_Resucitado-San_Paciano.jpg acesso em 25 mar. 2010.
Dona Rita completa 80 anos
Nossa felicidade é grande
Presentes os convidados
Todos vós sois bem-vindos
Sintam-se por nós amados
Os nomes não citamos
Mas boas novas vos damos
Por nós vós sois chamados
Nós nos sentimos gratificados
Com cada presente
Nós estamos radiantes
Contando com toda gente
Que Deus abençoe a vós
E abençoe também a nós
Isto está em nossa mente
Estamos muito contentes
Pois a data é importante
Eu a mais idosa da família
Hoje sou aniversariante
E vejam que aniversário!
Agora sou octogenária
E cada vez mais radiante
privilegiada
Porque com ajuda de Deus
Hoje agradecemos a Ele!
Por todos os favores seus
E gosto até para viver
A vida que agrada a gente
Inhumas GO, 07/02/08. Pr. R. R. Bonfim.
Fraternidade São Maximiliano Kolbe
Acontece nesta terça-feira, na casa de nossa irmã Mara, a reunião preparatória em planejamento para o domingo da Ressurreição.
Na Paróquia Mãe dos Homens, haverá procissão as 6 horas da manhã. As 7 horas Santa Missa e após um fraterno café da Manhã, oferecido pela nossa Fraternidade.
Você que está lendo este texto e quer no ajudar, bastar ir domingo de manha, dia 4 de abril e levar sua doação para colaborar no café da manhã!
Informações com Mara 3262 1459!
28 março 2010
Semana Santa – Paróquia Mãe dos Homens em Porto Feliz
Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens
Porto Feliz
Domingo de Ramos (28 de março)
07h missa na Matriz
09h missa com Benção dos Ramos e procissão, saindo da igreja de São Benedito para a igreja Matriz
19h missa na Matriz
COLETA EM PROL DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE (nas missas)
Segunda Feira (29 de março)
20h via sacra Pública, saindo da Igreja de São Benedito e percorrendo as ruas da cidade, terminando na Matriz
Terça Feira (30 de março)
Missa na Matriz 19h
Quarta Feira Santa (31 de março)
15h Encontro do Clero (Sorocaba)
19h Missa na Catedral (Sorocaba) com benção dos Santos Óleos e Renovação das Promessas Sacerdotais
Quinta Feira (01 de Abril)
20h Missa da Ceia do Senhor - Dia da Instituição da Eucaristia, Cerimônia do Lava Pés VIGÍLIA EUCARÍSTICA APÓS A MISSA
Sexta Feira Santa da Paixão do Senhor (02 de Abril)
08 às 12h Confissões na Matriz
Adoração Do Santíssimo Sacramento
7h-8h Irmandade de São Benedito
8h-9h Catequistas (primeira comunhão e Crisma)
9h-10h Vicentinos
10h-11h Religiosas e Equipe Vocacional
11h-12h Equipe de Batismo e Liturgia
12h-13h Jovens do EAC e do RCC
13h-14h ECC
14h-14h45 RCC
15h- Celebração da Paixão e Morte de Cristo
19h- Procissão do Senhor Morto - saindo da Matriz de São João Batista, concluindo-se na Igreja Matriz (trazer vela para procissão luminosa)
COLETA EM PROL DOS LUGARES SANTOS, a pedido do Papa
Sábado Santo (03 de Abril)
20h Missa- Vigília Pascal (trazer velas)
Domingo de Páscoa
(04 de abril)
06h PROCISSÃO DE
CRISTO RESSUCITADO
(na Matriz)
Em seguida Café da Manhã
oferecido pelo Movimento de
Assis e Voluntários!
MISSAS NA MATRIZ - 07h,09h E 19h
Reunião do dia 29 de março
A Pastoral Movimento de Assis, não se reunirá nesta segunda-feira dia 29 de março, em virtude de todos participarem da Via Sacra na Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens em Porto Feliz.
27 março 2010
Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne, o mundo tem saudades de ti qual imagem de Jesus crucificado. Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem, dos teus pés descalços e feridos, das tuas mãos transpassadas e implorantes. Tem saudades da tua voz fraca, mas forte pelo poder do Evangelho.
Ajuda, Francisco, os homens de hoje a reconhecerem o mal do pecado e a procurarem a sua purificação na penitência. Ajuda-os a libertarem-se das próprias estruturas de pecado, que oprimem a sociedade de hoje. Reaviva na consciência dos governantes a urgência da Paz nas Nações e entre os Povos. Infunde nos jovens o teu vigor de vida, capaz de cotrastar as insídias das múltiplas culturas da morte.
Aos ofendidos por toda espécie de maldade, comunica, Francisco, a tua alegria de saber perdoar. A todos os crucificados pelo sofrimento, pela fome e pela guerra, reabre as portas da esperança. Amém.
Iniciação
Aconteceu neste domingo dia 21 de março em Sorocaba, a iniciação em formação das Irmãs Vanicléia (Vani) e dona Neusa (Casa da Cultura).
A Fraternidade São Maximiliano Kolbe as acolhe em clima de festa, elas foram acompanhadas por Eduardo, Mara e Silvana, todos de Porto Feliz.
Paz e Bem
24 março 2010
O sentido do sacrifício quaresmal
Sem. Geovan Carlos Kuba, LC
gkuba@legionaries.org
"Sacrificar-me! Para quê?" é uma pergunta típica nos dias de hoje. No entanto, quem de nós pode dar uma resposta satisfatória?
Tradições, vivemos de tradições...
Quantas vezes pensamos: sacrificar-me na Quaresma, não comer carne nas sextas-feiras e durante a Semana Santa... Isso é coisa do passado!
Ainda vivo de tradições? Vivo empurrado pelos costumes familiares que temos? Dessa maneira seria melhor nem as viver.
Jesus, no Evangelho nos disse: “Eu quero misericórdia e não sacrifício”. (Mt 9, 13) Isso quer dizer que os sacrifícios corporais que fazemos na Quaresma são em vão? Não, ao contrário, bem diz o Catecismo da Igreja Católica no número 2100 que o “sacrifício exterior deve ser uma expressão do meu sacrifício espiritual”.
A Quaresma é um período litúrgico que nos convida a um arrependimento interior dos nossos pecados e, ao mesmo tempo, nos convida a perdoar as ofensas do próximo. Que doloroso seria para Jesus se chegássemos à Semana Santa sem termos preparado o nosso interior para contemplar a Cristo, que morre na Cruz para perdoar nossos pecados.
Não devemos viver certos costumes piedosos da nossa fé só porque são tradições Católicas ou porque assim aprendemos dos nossos pais. Tudo isso não vale nada, se não os vivermos com amor. Os sacrifícios, o jejum, são meios que nos levam a expressar exteriormente o nosso amor a Deus. São atos concretos de arrependimento pelos nossos pecados. Devem ser mostras exteriores de nossa conversão interior como nos diz o Catecismo da Igreja Católica: “A conversão interior conduz a expressar essa atitude por sinais visíveis, gestos e obras de penitência” (nº 1430).
Mas não somente por isso deve ser um meio para me enaltecer diante dos outros, mostrando que estou fazendo estes atos de penitência. Que isso fique entre nós e Deus, assim receberemos a recompensa de Cristo e não dos homens.
Sacrificar-me! Para quê? Já sabemos a resposta: Para demonstrar nosso arrependimento e nosso Amor a Cristo.
22 março 2010
ORAÇÃO PELA IGREJA NA IRLANDA
Deus dos nossos pais,
Renova-nos na fé que é para nós vida e salvação
na esperança que promete perdão e renovação interior,
na caridade que purifica e abre os nossos corações
para te amar, e em ti, amar todos os nossos irmãos e irmãs.
Senhor Jesus Cristo
possa a Igreja na Irlanda renovar o seu milenário compromisso
na formação dos nossos jovens no caminho da verdade,
da bondade, da santidade e do serviço generoso à sociedade.
Espírito Santo, consolador, advogado e guia,
inspira uma nova primavera de santidade e de zelo apostólico
para a Igreja na Irlanda.
Possa a nossa tristeza e as nossas lágrimas
o nosso esforço sincero por corrigir os erros do passado,
e o nosso firme propósito de correcção,
dar abundantes frutos de graça
para o aprofundamento da fé
nas nossas famílias, paróquias, escolas e associações,
e para o progresso espiritual da sociedade irlandesa,
e para o crescimento da caridade, da justiça, da alegria
e da paz, na inteira família humana.
A ti, Trindade,
com plena confiança na amorosa protecção de Maria,
Rainha da Irlanda, nossa Mãe,
e de São Patrício, de Santa Brígida e de todos os santos,
recomendamos a nós próprios, os nossos jovens,
e as necessidades da Igreja na Irlanda.
Amém...
Oração que faz parte da Carta Pastoral que o Papa enviou ao País, após os escandalos sexuais, praticada por parte de membros da Igreja!
21 março 2010
Matéria da Nossa Irmã Denize Aparecida Marum Gusmão
http://ofsvilaclementinosp.blogspot.com/
19 março 2010
Perfil de um franciscano secular

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM (*)
1. Pululam os movimentos religiosos no seio da Igreja. Uns são mais na linha da espiritualidade cristã ou mariana, outros conjugais, outros ainda na linha da ação. Alguns marcados por uma espiritualidade conservadora, outros com acentuação da dimensão comunitária e transformadora.
Todos eles, sejam focolarinos, carismáticos, Opus Dei, desejam levar seus membros à santidade de vida.
Não podia ser de outra forma. O grande perigo é o da multiplicação de grupos que agem e vivem mais ou menos fechados. A Igreja sempre precisou de grupos suscitados pelo Espírito para revigorar-se.
Salesianos, beneditinos, jesuítas e franciscanos são convidados a serem partes de uma bela sinfonia: a sinfonia do Reino que vai se implantando entre nós. Não constituem guetos.
2. Entre esses movimentos espirituais está a Ordem Franciscana Secular. Leigos cristãos manifestam o desejo de seguirem Cristo de perto, buscando a santidade, na trilha de Francisco de Assis, de seu jeito de viver, de ser, de andar pelo mundo. Os terceiros franciscanos seculares levam a sério a vida cristã que lhes é apresentada e não querem repetir a mesmice, não querem ser pessoas que correm de um lado para o outro, mas que buscam o Cristo vivo e ressuscitado, pobre e despojado, vivendo simplesmente em fraternidade e trabalhando para que o mundo seja daquele que os ama.
3. Não vivem nas sacristias, nem são em primeiro lugar trabalhadores nas paróquias. São pessoas chamadas, vocacionadas. Entram na Ordem Franciscana Secular porque experimentam uma vocação. “ É isso que eu quero, isso que busco de todo o coração”. São cristãos seculares, cristãos sérios vivendo em suas famílias, no mundo do trabalho, na transformação das coisas à luz do jeito franciscano de viver: família franciscana, oração franciscana, trabalho franciscano, simplicidade e humildade franciscanas.
Insistimos: são seculares.
4. São pessoas que estão num constante estado de crescimento, de amadurecimento humano, cristão, franciscano e missionário. Através da formação inicial e permanente, vão crescendo como seres humanos delicados, corteses, atenciosos aos outros, fraternos. Convivem com Cristo de tal forma que, aos poucos, podem dizer com Paulo que não são eles que vivem, mas Cristo que neles vive. De tanto irem às Fontes Franciscanas se encantam com o exemplo de Francisco e procuram ser discípulos do Poverello pobre, despojado, alegre, espontâneo, generoso. E colocam-se à disposição dos outros. Gostam de cuidar dos leprosos de hoje e conviver com os mais despojados.
5. Muitos dos franciscanos seculares são casados. E vivem em suas famílias os valores franciscanos. Num mundo marcado pelo individualismo, cultivam o fraternismo e o mútuo serviço. Num tempo de sofisticações, são simples. Na era do consumismo, não adoram o poder, o dinheiro. São seres profundamente evangélicos que enfeitam a face da terra. Um família franciscana é uma bênção para a Igreja.
6. São e querem ser cristãos de olhos abertos. Não agem por agir. Pensam no que fazem e por isso, em suas reuniões e encontros se servem do método do ver-julgar e agir. Examinam a realidade, iluminam-na com sua vida evangélico- franciscana e passam a agir. Tudo passa por seu crivo: dinheiro, poder, modo de fazer pastoral, relacionamentos com outras pessoas, lazer, política.
7. Normalmente, os franciscanos seculares vivem no mundo. Reúnem-se ao menos uma vez por mês para a reunião mensal. Ninguém falta à reunião. Os que faltam justificam a ausência. Participam, vivem cada momento do encontro. Rezam juntos. Partilham a vida. Cuidam especialmente dos doentes. Três momentos constituem sua reunião: oração, estudo e confraternização. Contam os franciscanos seculares com a presença de um religioso franciscano como assistente, aquele que os acompanha e que é um sinal de liame da Terceira com a Primeira Ordem. Os Provinciais são tidos a nomear assistentes para todas as fraternidades de seu território. Em suas reuniões, os franciscanos seculares procuram descobrir juntos onde a Ordem e a Igreja precisam de seus braços, de sua voz e de sua dedicação pastoral. Não se concebe um franciscano acomodado e inerte. A reunião geral é sacramento de uma vida fraterna que os irmãos vivem durante o mês.
8. Depois da formação inicial os terceiros franciscanos fazem sua profissão. Trata-se de uma retomada da graça do batismo, agora com consciência mais aguda. Não se trata apenas de um gesto religioso qualquer. Os que professam ficam ligados para sempre à Ordem e afirmam desejar buscar as graças da santidade nessa Fraternidade até o fim de seu dias.
9. Adotam um estilo de vida simples e acolhedor, são corteses e atenciosos, modestos e fraternos, perseverantes e fiéis.
10. Vivem um justo equilíbrio entre ação e contemplação. Repetem em suas vidas as inquietudes de Francisco. Este, por vezes, tinha vontade de viver nos eremitérios e grutas, em silêncio com seu Amado. Ele compreendeu que sua vocação era ir pelo mundo, sem perder o espírito da santa oração e da devoção. Os franciscanos seculares gostam de rezar em silêncio, retiram-se para lugares ermos. Têm uma intensa vida de oração. Ao mesmo tempo são pessoas ativas porque sabem que precisam tornar Cristo amado.
(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
Assistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III
Extraído de http://www.franciscanos.org.br/v3/almir/artigos/ofs/15.php acesso em 17 mar. 2010.
Foto: Serj cooking / Arto Teräs. 2006. Disponível em http://ajt.iki.fi/travel/moldova/index.html acesso em 17 mar. 2010
14 março 2010

São Maximiliano Maria Kolbe é um santo dos tempos atuais profundamente imbuído da vivência desse Plano Salvífico do Senhor para toda a humanidade. Desde a infância a “Mão do Senhor” já delineava o que haveria de ser esse filho e como daria o seu testemunho de sangue perante toda a criação. A experiência de fé polonesa passa, indubitavelmente, pelas mãos da Virgem Mãe, que além de Padroeira da Polônia e dos poloneses, é ainda padroeira de tantos outros países devotos que a ela recorrem para que interceda junto ao seu Filho, a fim de que sejamos prontamente atendidos em nossas necessidades e para que se cumpra em tudo a Santa Vontade de Deus em nossa vida.
Contam os biógrafos que o pequeno Raimundo Kolbe (nome de batismo de são Maximiliano) era de índole esperta e por isso mesmo um tanto travesso. Certa feita em uma de suas travessuras sua mãe, um pouco incomodada, o chamou a atenção dizendo-lhe: “Menino, o que será de sua vida?” Ao que, como de costume, o menino correu junto ao oratório em um dos cômodos de sua casa para rezar e perguntar em sua inocente oração à Virgem Imaculada o que seria de sua vida. Obteve como resposta a aparição da Santíssima Mãe do Senhor mostrando-lhe duas coroas, uma branca e outra vermelha - as mesmas cores da bandeira da Polônia, sua pátria amada e também as cores do Espírito Santo, doador de todos os dons - perguntando-lhe qual das duas queria para si. Ao que o pequeno infante, depois de breve hesitação, respondeu: quero as duas. E foi precisamente assim que se definiu sua vocação, ser totalmente consagrado a Deus na vida religiosa e ser mártir da caridade pela Imaculada em defesa da família e da salvação do maior número de almas possíveis.
Desse modo, como Davi e a própria Virgem Maria, o Espírito do Senhor apoderou-se também do menino Raimundo e fez dele um grande santo de alma devotada à Vontade de Deus por meio da Imaculada, a quem se entregou, como ainda todo o seu ministério. Seu lema era: “Ganhar o mundo inteiro para Cristo pela Imaculada”. Por isso, se refugiava no Imaculado Coração da Virgem Mãe e com o auxílio de suas preces procurou servir ao Reino de Deus difundindo-o em todo o mundo, fazendo jus ao lema que escolhera para sua vida. Movido por um incondicional amor a Maria, fundou o movimento de apostolado mariano “Milícia da Imaculada”. Trabalhou incansavelmente na confecção do Cavaleiro da Imaculada, pequena revista de evangelização mariana; fundou ainda jornais, rádio; e tencionava fundar também canais de televisão para difundir a devoção à Imaculada, a fim de levar a cabo todo o empreendimento evangelizador que Deus lhe confiara.
Destarte, no fim dos seus dias, recebeu das mãos da Beatíssima Mãe a segunda coroa que lhe destinara Deus, o martírio no campo de concentração nazista Auschwitz, tomando o lugar de um pai de família que estava para ser sacrificado no Bunker da fome, assumindo assim, até as últimas conseqüências, sua vocação mariana, o martírio do amor incondicional; a certeza do céu, a realização do Plano de Deus, por meio do Seu Filho Jesus Cristo, Fruto Bendito da Virgem Imaculada.
“Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”. (São Maximiliano Maria Kolbe – 1894-1941).
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.
12 março 2010
Fraternidade- nossa riqueza!
Este texto seguiu de perto o capitulo Vivere la fraternità, do livro "La gioia di viverei il Vangelo", de Michel Hubaut, OFM, publicado pelas Edizioni Messaggero de Padova, p. 22-33
Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM (*)
1. O Documento final do Capítulo da OFS de Manaus pediu que fosse feito um esforço de revigoramento das reuniões mensais e da vida fraterna. Constituímo-nos em Fraternidades. Somos Fraternidades da Ordem Franciscana Secular.
2. Ser irmão significa não querer dominar, mas servir. Uma das palavras-chaves da espiritualidade franciscana é servir. Nos escritos de Francisco encontramos mais de cinqüenta vezes o verbo servir e perto de vinte vezes o substantivo servo. Belo e sugestivo o que Francisco escreve:
“Neste gênero de vida, nenhum irmão tenha poder ou dominação, principalmente entre si. Pois, como diz o Senhor no Evangelho:
Os príncipes dos povos os dominam e os que são maiores exercem poder sobre eles, assim não será entre os irmãos. Mas todo aquele que quiser tornar-se maior entre eles, seja ministro e servo deles. E quem entre eles é o maior, faça-se como menor” (...)
“E nenhum irmão faça ou fale mal do outro. Antes, pelo contrário, sirvam e obedeçam de boa vontade uns aos outros na caridade do espírito” (Regra não Bulada 5,12-17).
“E ninguém se chame prior mas, neste gênero de vida, todos se chamem irmãos menores. E um lave os pés dos outros”( Regra não Bulada 6,3).
3. Os relacionamentos fraternos entre os discípulos de Francisco situa-se na linha dos servidores. Na experiência do Poverello, em sua juventude, ele compreendeu que os relacionamentos humanos eram marcados pela dialética do padrão e do empregado, do forte e do fraco, do superior e do inferior. Sabemos que a mesmo impulso nos ronda: a grande tentação do poder, ser o maior, o mais inteligente, o mais brilhante, o mais forte, em resumo, o primeiro. Normal que as pessoas queiram avançar e progredir. Francisco compreendeu claramente que esse desejo fundamental de afirmar-se tem como perversão o desejo do domínio e da apropriação. Somos todos capazes de fazer uma lista de exemplos concretos disso no campo profissional, nos relacionamentos nacionais e internacionais e mesmo nos ambientes eclesiais. Nossa sociedade, baseada na competição e competitividade, é feita para os lobos e não para os fracos e débeis. No Evangelho, notamos a vontade de brilhar dos filhos de Zebedeu. Francisco quer construir sua nova fraternidade baseada na idéia do serviço. Para ele, converter-se à fraternidade significa passar gradualmente do dominador que dorme em cada um de nós ao servo dos irmãos.
4. Francisco fará do mútuo serviço, vivido em minoridade, na igualdade, na simplicidade, na humildade um dos fundamentos da fraternidade. Ele sabe que cada grupo humano precisa de pessoas responsáveis pelo seu andamento. Mas sua autoridade não pode ser um poder de domínio, mas um serviço.
“Os ministros acolham os irmãos com caridade e benevolência. Tenham-lhes tanta familiaridade que os irmãos possam lhes falar e proceder como senhores para seus servos. Pois assim deve ser que os ministros sejam servos de todos os irmãos” (Regra Bulada 10,5-6).
5. Servir significa partilhar com confiança. Para Francisco ser irmão significa querer servir os outros. Isso pressupõe que conheçamos suas necessidades. Fraternidade é um lugar onde cada pessoa pode dar, pedir e receber. “Onde quer que estejam os irmãos, mostrem-se familiares uns com os outros. E cada um manifeste ao outro com confiança suas necessidades, porque como uma mãe nutre e ama seu filho carnal com mais cuidado não deve um amar e nutrir seu irmão espiritual? E se algum cair doente que os irmãos o sirvam como gostariam de ser eles mesmos servidos” (Regra Bulada 6,79). Francisco fala da pobreza e da fraternidade no mesmo texto. Não se pode dissociar fraternidade e pobreza. O pobre é alguém que se encontra na necessidade. Todos somos pobres de alguma coisa. Para cobrir esta pobreza, o Senhor nos dá irmãos e irmãos que nos complementam. Tornamo-nos como transmissores das atenções de Deus para com nossos irmãos e irmãs. O homem satisfeito consigo mesmo nunca será irmão. A fraternidade supõe pessoas que, ao mesmo tempo, dão e recebem. Se no casal, na sociedade e em nossos grupos apenas recebemos não existe fraternidade. O paternalismo gera seres infantis e assistidos e não irmãos e irmãs.
6.Francisco privilegia a imagem da mãe. Características do amor maternal: ternura vigilante, intuição, devotamento. Francisco fala do amor espiritual para significar que não estamos num ajuntamento qualquer, mas na força do Espírito que une e cimenta os relacionamentos.
7. A fraternidade é o primeiro lugar de nossa conversão. É no nível dos relacionamentos que se exercita e se verifica nossa vida de fé. Desde o momento do encontro com o leproso Francisco sabe que converter-se ao Evangelho é, antes de tudo, sair de si mesmo. Uma fraternidade com os mais simples... encontra-los, servi-los, viver com eles. Nesse dia, ele descobre a fraternidade. Mais tarde haverá de compreender que o Cristo fez a mesma opção, ou seja, viver a singeleza e pobreza do ser humano. Cristo sai de si mesmo. Cada manhã podemos fazer a escolha de sairmos de nós mesmos e caminhar na direção do Senhor e dos outros. A vida de fé é sempre uma saída de si, sempre um êxodo na busca de uma maior felicidade.
8. Os irmãos que o Senhor nos dá constituem um convite à conversão. Eles nos instigam a que nos superemos. Sua maneira de ser e a convivência com eles nos revelam quem somos nós. Os relacionamentos entre as pessoas são um lugar de prova, de verificação onde cada um faz a verdade. Não se pode trapacear com aqueles que vivem todo o tempo conosco. Os irmãos me fazem descobrir meu pecado: inveja, bloqueios, trevas, pobreza, incapacidade de amar de verdade sem dobrar-me sobre mim mesmo. Somente a pessoa que faz a verdade de si pode ser irmão.
9. Os que buscam uma fraternidade ideal (ou um casal ideal) é quem vive na ilusão e não na verdade. Sonha com uma fraternidade ideal e não a constrói cada dia. Um dos fundamentos da fraternidade é assumir as grandezas e as misérias dos outros. O mistério da cruz está plantado no seio das fraternidades e do casal. A vida fraterna será um sucesso se for uma vitória cotidiana, vitória do Espírito, sobre o caos do pecado.
10. A fraternidade evangélica não existe ainda. Está sendo construída. É uma história, uma utopia criativa, uma tensão fecunda. Cada um de nós não cessa de converter-se ao amor fraterno. Onde quer que homens e mulheres desejem viver a fraternidade evangélica sempre se erguerão forças caóticas para destruí-la. Podemos designá-los de diabo, trevas ou o simplesmente o mal. Não se vive a fraternidade “como reserva celeste”. Em todas as comunidades há doentes, velhos impotentes, pessoas difíceis... que constituem uma parte do povo que marcha na direção de Deus.
11. Não se vive a fraternidade como espaço idealizado. Francisco viveu a fraternidade como um lugar pascal. Nela encontrou suas maiores alegrias, mas também grandes sofrimentos. Ali, desta maneira, ele entrou na verdadeira pobreza evangélica.
Concluindo
● Nossas fraternidades constituem nossa riqueza e nosso patrimônio.
● Há nelas um pulular de talentos.
● Quando se fecha uma fraternidade, via de regra, o motivo foi a negligência no campo do fraternismo.
● Histórias aquecem histórias, histórias aquecem histórias.
Pontos práticos a respeito das reuniões e vida fraterna
1. Nossa riqueza são nossas fraternidades concretas: os talentos de tantos que não podem ser desconsiderados. Pobres são as fraternidades em que apenas alguns circulam pelos seus espaços.
2. Todos precisam participar da vida da fraternidade. É sinal de doença quando fraternidades não têm candidatos para os serviços necessários.
3. Atenção toda especial deve ser dada no sentido de que não haja faltas às reuniões e que os afastados sejam buscados. Os que faltam à reunião serão convidados a justificar a ausência com antecedência.
4. Sinal de fraternidade é a correponsabilidade na contribuição financeira.
5. Certamente será fundamental valorizar a reunião geral. Esta precisará de revestir de alguns elementos:
● Realizá-la respeitando seus tempos: oração, estudo e confraternização. Nunca ela pode ser ocasião de tédio. Todos precisam ter vontade de voltar no mês seguinte.
● Não durar nem demais, nem de menos.
● Pedir pontualidade.
● Realizá-la em lugar marcado por certa beleza…
● Inventar mecanismos para que os irmãos se encontrem em outros momentos, sem obrigação e coação.
● Fazer uma reunião opcional para estudo e oração.
● Fazer de dois em dois ou mais os trabalhos pastorais.
● Cuidar que algumas vezes a fraternidade tenha celebração eucarística própria.
● Que o maior número de irmãos tenham tarefas na reunião mensal ou em outros momentos da vida da fraternidade. Ninguém se sinta aposentado.
6. Necessário preparar os irmãos para os cargos e serviços.
7. Fazer reuniões de tal modo que sejam convidados umas duas vezes por ano familiares, filhos, netos e amigos.
8. Quando as fraternidades são grandes há o costume de se dividir a mesma em grupos de vivência fraterna, orante e de estudo.
9. Cuidar carinhosamente da visita aos irmãos enfermos e idosos.
(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM, Assistente Nacional pela OFM e Assistente Regional do Sudeste II











