14 novembro 2009

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Você gostaria de SER franciscano secular?

Faço sempre essa pergunta para as pessoas e a resposta, muitas vezes, vem em forma de pergunta, também: mas o que é que franciscano secular FAZ?

E eu respondo: NADA.

Por que será que a gente sempre confunde esses dois verbos?

Muitas vezes, quando nos perguntam quem somos, respondemos o que fazemos. Até o Chico se tornou “Xyco do SAAE”.

Mas, voltando ao assunto, franciscano secular não faz, ele é. A gente é franciscano.

A gente precisa lembrar sempre que tudo o que a gente faz, depende do que a gente é. Quando a gente é feliz, realizado, consciente dos defeitos e qualidades que tem - tudo o que fazemos é bom, é verdadeiro, é fértil.

Ser franciscano é viver o Evangelho de Jesus e que encantou um certo jovem chamado Francisco. Ser franciscano secular é viver o Evangelho de Jesus e que encantou um certo jovem chamado Francisco, aqui, no mundo, dentro das nossas casas, entre nossos amigos, na nossa família, no nosso ambiente de trabalho. Isso já é bastante, não acha?

Quando eu faço a opção de ser franciscano secular, busco a realização do meu ser que foi, um dia, chamado a viver dessa forma. E aí, o que quer que eu faça, perpassa por esse meu ser franciscano: sendo professora, sou franciscana secular; lidando com meus problemas, sou franciscana secular; me divertindo com meus amigos, sou franciscana secular; como agente pastoral, sou franciscana secular.

Talvez eu deva mudar a resposta que dou para aquela pergunta.

Quando perguntarem: o que é que franciscano secular FAZ?

Vou responder: alguém que decide SER franciscano secular, FAZ a diferença, pois escolheu, para si, viver o Evangelho de Jesus Cristo dentro da proposta de São Francisco de Assis.

E então?

Você gostaria de SER um franciscano secular?

São Francisco hoje


sao francisco de assis - sao francisco de assis

Ser franciscano não é apenas conteúdo. É espírito, maneira de ver as coisas, de vivê-las, de assumi-las e de equacionar os grandes conflitos de vida e de morte. Isto Francisco fez em sua época e o faria hoje, aqui e agora. Por isso ele é grande e universal.

Fascinará qualquer pessoa em qualquer época, pelo seu jeito de ser: pobre, serviçal, gratuito, fraterno e por conseguinte Menor.

Francisco não teve nenhuma pretensão, a não ser dar-se. Quis estar junto do outro. Ser Menor, pequeno, para entender a grandeza do outro, não o atropelando em sua dignidade.

Viveria certamente hoje na América Latina uma busca contínua de comunhão com Deus, através de tudo e de todos os seres criados. Tornaria o Evangelho vivo e encarnado, comprometido com o oprimido e o marginalizado de nosso tempo.

Daria sem dúvida sua adesão total às linhas de ação assumidas pela Igreja. Imcumbir-se-ia da tarefa de reconstituição original da Igreja cristã. Cultivaria profundo respeito para com a pessoa humana, construindo a fraternidade no amor, unindo os homens entre si, como irmãos, numa mesma igualdade de bens.

Correria ao encontro do “leproso” da América Latina, na pessoa do analfabeto, desempregado, marginalizado, oprimido, posseiro ou menor abandonado. Lutaria pela união das Igrejas, reunindo as forças, particularmente as da juventude, para a renovação da única Esposa de Jesus Cristo. Buscaria sem cessar a face deste mesmo Cristo.

Viveria como um homem simples, fraco, o menor de todos, e sempre atento, superando as próprias limitações. Apareceria certamente como verdadeiro revolucionário, homem de profunda fé, coragem, humildade, amor e compreensão, em relação à conquista de verdadeiros valores.

Francisco seria capaz de ser muito, sem ter nada!
Enfrentaria os problemas de conflito sempre sob o imperativo da bondade. Seguindo o caminho do pastor, que toma nos ombros a ovelha fraca e a alimenta. Isto, porque nele existe a percepção profunda de que em cada homem há um brilho de Deus, que nenhum pecado pode apagar. Nada é absolutamente perdido, nem o pior dos pecadores.

Nunca se ouviu dizer que Francisco condenasse a sociedade de seu tempo, mas também nunca se soube que ele deixasse de melhorar o que estava errado. Para construir uma sociedade fraterna reformou sua própria vida, soube confiar mais em Deus que em si e nos outros. “Meu Deus e meu Tudo!” - foi de inspiraçãoi bíblica e exprimiu o mais profundo de todos os seus anseios.

Dele podemos ouvir: “O mundo está em suas mãos. Ou você se salvará com ele ou ele se perderá com você”. Portanto, reler nossa realidade com os olhos de Francisco é perceber que a ação transformadora de Deus passa pelo coração dos homens.
Sua mensagem continua vigorosa e irresistível!

Paulo Evaristo, Cardeal Arns

13 novembro 2009

E surgiu Francisco!




por Jefferson Machado, ofs


Diante de um mundo onde as pessoas preocupam-se mais com o ter do que com o ser. Onde cada um se preocupa em viver uma vida melhor materialmente. Onde se exclui, a fim de se sentir bem, pois "O que os olhos não vêem o coração não sente."
Numa sociedade onde as guerras fazem milhares de vítimas. Onde as pessoas religiosas são intolerantes. Onde a religião é sinal de opressão.
Em uma sociedade onde os homens perderam seus valores e a sociedade está desorganizada.
Em um lugar onde a doença mata milhares de seres.
Em um lugar onde milhares de pessoas morrem de fome.
Em um mundo onde as Igrejas são ostentativas e levam as pessoas cada vez mais distante da vida de Nosso Senhor.
Em um lugar assim entre os anos de 1181/1182, nasceu João Batista. O Filho de comerciante e futuro cavaleiro, que trocou um mundo onde não conseguia ser feliz pela felicidade eterna ao lado de Cristo.
Francisco viu a Luz!
Francisco sentiu o Amor!
Francisco apaixonou-se por coisas que os homens de seu tempo não se apaixonaram. Observou coisas que eles não viram. E valorizou o que não valorizaram.
Hoje, precisamos que mais homens como ele surjam na sociedade. Pessoas que levem as Palavras vibrantes do Evangelho aos irmãos sem ligar com nada que esteja em volta.

"Vem Francisco de Assis faz teu povo ser feliz"!!

Louvado sejas Nosso Senhor Jesus Cristo.
Para sempre Seja Louvado!!

REZAR DE JOELHOS É ANTIBÍBLICO?




Por This Rock Magazine - Março/1990

Tradução: Carlos Martins Nabeto

Fonte: Catholic Answers - http://www.catholic.com

- Um batista do sul recentemente me tomou um monte de tempo porque nós, "romanistas", nos ajoelharmos para rezar. Ele disse que "nos tempos bíblicos" os judeus não se ajoelhavam mas ficavam de pé ou sentados quando oravam e que, assim, os católicos são "antibíblicos" em sua postura de orar. Ele disse que nós "inventamos" o ficar de joelhos e que os verdadeiros cristãos não se ajoelham. O que eu devo dizer para ele? (Anônimo)

Comece perguntando o que ele pensa que prova por orarmos de joelhos. Que a religião católica é errada? Que se um católico nunca se ajoelhar na oração ou na Missa iria isto de alguma forma justificar o Catolicismo?

Se esta linha de raciocínio não mostrar-lhe quão ridícula é sua afirmação, então aponte-lhe alguns versículos bíblicos:

  • "Então [Jesus] afastou-se dali, à distância de um arremesso de pedra, e, de joelhos, começou a orar" (Lucas 22,41).
  • "Pedro mandou todo mundo sair. Em seguida, pôs-se de joelhos, a orar" (Atos 9,40).
  • "Tendo dito isto, Paulo ajoelhou-se e orou com todos eles" (Atos 20,36).
  • "Quando chegou o dia de ir embora, partimos. Todos quiseram acompanhar-nos, com suas mulheres e crianças, até fora da cidade. Na praia, nos ajoelhamos para orar" (Atos 21,5).

Jesus, Pedro e Paulo, todos viveram "nos tempos bíblicos" e eles se ajoelharam quando rezaram! Também eles seriam "antibíblicos"?

vida comunitária




Suportai-vos uns aos outros
Vivemos tempos de crescente individualismo. As pessoas por medo da violência, por se sentirem excluídas, pelo receio de serem feridas e até mesmo pelas facilidades tecnológicas, acabam por se fechar aos que convivem com elas. Fazem isto ao mesmo tempo em que se abrem descompromissada e superficialmente, aos mais distantes e a Internet é um exemplo disto. Este fenômeno faz com que na Europa já haja países nos quais cerca da metade da sua população jovem já vive sozinha.

Este não é um comportamento saudável. Fomos criados para ser comunidade, como nosso criador o é. O fechamento é processo desordenado que leva à solidão e ao egoísmo, fazendo-nos esquecer de que a vida só adquire real sentido quando colocada a caminho do semelhante. O meu irmão não mais afeta. Ele vai se tornando um ser indiferente, com o qual não tenho que me pré-ocupar. O afeto que deveria se colocar como presente (graça) aos outros é gasto desordenadamente no engano de se querer bastar.


Com isto as relações tornam-se mais rasas. Aprofundá-las é arriscar-se, o mesmo que ir se desnudando para o outro, à medida em que ele também vá se abrindo e isto quer dizer que ficarão visíveis não somente as qualidades, mas também as falhas e defeitos de ambos. Conhecer profundamente gera compromissos e o convite que a sociedade faz a todos repetidamente é que eles não devem ser assumidos. Melhor viver a vida de maneira superficial, descartando o outro que me incomoda ou que busca maior intimidade.


Deixar que as relações fiquem na superfície é torná-las pobres. Nessa direção, mantém-se em evidência e se busca conhecer no outro apenas o que reforça aquilo que se tem e se vive. Aquilo que já se conhece e que não ameaça, mas apenas vem reafirmar os comportamentos e atitudes. Mesmo que estes não sejam os mais saudáveis e adequados.


Se na relação interpessoal o aprofundamento das relações é necessário ao crescimento, mais ainda o é nas comunidades. Sejam essas de qualquer tipo. Comunidades religiosas, de trabalho, de partilha de vida, ou de interesses comuns. Todas elas necessitam, para que se mantenham saudáveis, que os seus componentes busquem conhecer-se mais e nesse conhecimento, que possam aceitar-se e enriquecer-se nas diferenças.


Somos muito diferentes uns dos outros. Cada ser humano é mistério único e maravilhoso de Deus e tem a sua forma peculiar de ver e sentir o mundo. O problema é que muitas vezes esta maneira de pensar, sentir e agir não nos é agradável. Ou mesmo que a ação ou inércia do outro na comunidade e na relação interpessoal não seja assertiva, dando-se de maneira agressiva, ou passiva, o que gerará afastamentos, conflitos e reforçará ainda mais a superficialidade das relações.


Uma comunidade na qual todos têm sempre as mesmas opiniões, gostam das mesmas coisas e compartilham das mesmas ojerizas é uma comunidade pobre. Uma das regras básicas da existência de uma comunidade é que se ela não está crescendo, estará necessariamente retrocedendo. O fato é que não existe comunidade estabilizada. Se a sua dinâmica interna não tende ao crescimento é porque vive fugindo das tensões que só o convívio com o diferente é capaz de trazer. Comunidade assim transforma-se em clube de amigos que mantêm respeitosa distância uns dos outros na desculpa constante do politicamente correto. O que não percebem é que vivem processo regressivo tendendo ao desaparecimento.


Quando escreve aos Colossenses Paulo tem uma frase genial e que nesses tempos de relações líquidas e rasas, precisa ser mais aprofundada pelas comunidades e também por aqueles que pretendem crescer como pessoas. Ele falando aos membros da comunidade, diz que é preciso que “suportemo-nos uns aos outros” (Col. 4,2)


É comum que se veja esta afirmação paulina apenas pelo seu aspecto negativo.

Nessa perspectiva do olhar, o suportai-vos uns aos outros é visto como um suplício, a “cruz” da convivência humana que se tem que carregar diariamente, pois que, conforme dizia Sartre, “o inferno são os outros”. Este seria o suportar como uma carga pesada tendo que agüentar o que não suporto no meu irmão ou companheiro de caminhada.


Busquemos um novo ponto de vista.

Olhemos a expressão paulina também pelo seu lado positivo.

Dessa forma o suportai-vos uns aos outros passa a ter nova conotação. Será visto como apoiemo-nos uns nos outros, demo-nos a mão para que nos tornemos mais fortes, mais capazes e para que possamos caminhar melhor e mais rápido rumo aos objetivos traçados. Nesse aspecto a expressão passa a ter o sentido de crescer juntos, de aprofundar as relações no cuidado do outro para que a vida passe a ter sentido, seja divinizada ficando mais rica e bonita.


É fácil reparar que quando não estamos bem vamos naturalmente para o lado negativo da expressão de São Paulo. Naquela hora onde mais precisamos ser suportados, vemos o outro como alguém a quem não me gostaria suportar. Nessas horas costumamos refletir o incômodo sentido nos companheiros à volta e acabamos por transferir para eles as dificuldades internamente sentidas.


Somos diferentes e isto tem uma finalidade. É para que façamos o mundo mais rico. Cada um tem seus talentos e potencialidades que precisam ser colocados em comum gerando complementaridade e o crescimento de todos. Caso não haja crescimento dos outros o meu desenvolvimento também estará prejudicado e o que pode ocorrer será uma falsa sensação de poder. Uma visão equivocada da realidade, cheia de auto-engano, quando nos consideraremos como melhores e maiores do que os semelhantes. Considerar-se e colocar-se assim não necessariamente é feito de forma consciente. O pouco conhecimento que temos de nós mesmos faz com que vivamos isto sem que desta atitude ou ação estejamos nos dando conta.


Suportarmo-nos uns aos outros, numa comunidade onde haja vida espiritual é estar unidos em oração com o irmão. Não só pelo que nos é simpático ou que consideramos amigo, mas também por aquele que não simpatizamos e que temos ainda dificuldade de amar.
Autor: Fernando Dias Cyrino

"BENÇÃO DE SANTA CLARA"






O Senhor os abençoe e guarde.
Mostre-lhes o seu rosto e tenha misericórdia de vocês.
Amém!

Volte a sua face para vocês e lhes dê a paz.
Amém!

Eu, Clara, irmã e mãe de vocês rogo a nosso Senhor 1esus Cristo, que o próprio Pai Celeste lhes dê e confirme esta sua bênção no céu e na terra.
Amém!

Eu os abençôo como posso, com todas as bênçãos com que o Pai das misericórdias abençoou e abençoará seus filhos e filhas no céu e na terra.
Amém!

O Senhor esteja sempre com vocês e vocês também estejam sempre com Ele.
Amém!

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Amém!

12 novembro 2009

Da Basílica de Latrão até a nossa Catedral Metropolitana de Sorocaba

Catedral metropolitana de Sorocaba, Nossa Senhora da Ponte



A Basílica de São João de Latrão (9 de Novembro)

Uma solenidade litúrgica especial, no dia 9 de novembro, comemora a dedicação da Basílica de Latrão. Esta é considerada a igreja-mãe de todas as igrejas católicas, por ser a catedral do bispo de Roma, isto é o Papa patriarca do Ocidente.


A igreja originária foi construída pelo imperador Constantino, durante o pontificado de papa Melquíades no séc. IV, no terreno doado por Fausta, esposa do Imperador.

Nela foram realizados os quatro primeiros Concílios Ecumênicos realizados no Ocidente:

em 1123 para resolver a questão das Investiduras, ou seja, provimento em algum cargo eclesiástico por parte do poder civil: e

m 1139, sobre questões disciplinares;

em 1179 para tratar da forma de eleição do Papa;

em 1215, sobre várias heresias e a reforma eclesial. Inúmeras verdades lembra esta comemoração. Em primeiro lugar a importância de Roma onde se acha o Chefe visível da Igreja de Jesus.


A Basílica de São João de Latrão

Na Quinta-feira santa se celebra em todas as Catedrais a Missa do Crisma, quando são bentos os Santos Óleos, depois levados para todas as Paróquias. Pelo que foi dito, a Catedral por excelência é a do Papa em Roma, a Basílica de Latrão "Mãe e Mestra de todas as Igrejas", da urbe romana e do orbe católico. Tudo isto lembra, além disto, a importância do Templo, lugar sagrado no qual se cultua de modo especial a Deus. É nele que se recebem os maiores favores divinos.

No Antigo Testamento o templo de Jerusalém era o sinal da presença do Ser Supremo entre os homens. Centro do culto a Javé para ele convergiam peregrinações de todas as partes para contemplar a face do Todo-Poderoso (Sl. 42,3).


A Bíblia ensina que Deus está no céu (Sl 2,4; 103,19; 115,3), mas o templo é como que uma cópia fiel do palácio celeste, que o Onipotente torna presente aqui na terra. Nele se desenrola o culto oficial. No Novo Testamento se tornou viva a doutrina de que cada batizado é o templo vivo da Trindade de acordo com o ensinamento de Jesus: "Se alguém me ama, meu Pai o amará, viremos a ele e faremos nele nossa morada" (Jo 14,23). Paulo de Tarso firmaria esta verdade, argüindo aos Coríntios: "Porventura não sabeis que os vossos membros são templo do Espírito santo, que habita em vós que vos foi dado por Deus e que não pertenceis a vós mesmos" (Cor 6,19).

O verdadeiro católico preza a Catedral do Papa, a Basílica de Latrão; tem carinho especial para com a Catedral de sua Diocese e para com a Igreja Paroquial, Matriz de todas as outras; lembrado sempre de que, sendo o templo vivo de Deus, deve ornamentar esta Casa Santa com as virtudes, cuidando de seu corpo e respeitando a dignidade de cada ser humano, criado à imagem e semelhança do Criador, estimando sobretudo o batizado templo consagrado ao Espírito Santo.

A Catedral Metropolitana de Sorocaba, fica no Centro da Cidade de Sorocaba.


Paz e Bem


11 novembro 2009

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Franciscanismo no III milénio


Futuro? É o tal sentido orientativo e de projeção indispensável em todo o ser humano,
marcado pela peregrinação:
donde venho, onde estou e para onde vou.

No Franciscanismo isso é ainda mais assim tendo em conta a dinâmica que lhe deu origem, o projeto do seu Fundador.




4. CONCLUSÃO

O mundo e a Igreja estão pois à espera de portas de saída para novos problemas que há que resolver. Pensemos só, e a título de exemplo, nas desigualdades no mundo. Segundo estatísticas da ONU e do Banco Mundial, nos últimos 30 anos, as desigualdades no mundo duplicaram(71). Por outro lado, tem-se tentado minorar tais desigualdades, só a nível económico, primeiro unindo os mais pobres contra os mais ricos. Não foi solução. Tentou-se depois ajudar os mais pobres a subir sem tocar nos mais ricos. Já se viu que também não deu resultado. A solução possível parece que só pode ser uma solidariedade com os mais pobres, à custa dos mais ricos que têm de ser menos ricos em favor dos mais pobres. Não há outra saída(72). Num mundo assim, só um grande ideal de pobreza, traduzido na vida de muita gente que contagiasse o pensar e o viver de todos nós, poderia ser uma esperança. Fala-se hoje de uma Igreja de desejo a mostrar os grandes desejos do mundo em que ela vive e se encontra e a proclamar as promessas do seu Senhor(73), que são as do sermão da Montanha. Tudo isto, aos vários níveis aqui contemplados, seria a síntese do que eu tentei dizer ao tratar do que poderia ser o franciscanismo no Terceiro Milénio. Seria assim a vida de todos os Franciscanos no Terceiro Milénio, a imagem viva de uma igreja de desejos e de promessas.

Penso por aqui iria passar também o problema das vocações à vida franciscana e o futuro do franciscanismo no terceiro milénio e até o futuro do mundo.

in Cadernos de Espiritualidade Franciscana, nº 11, pp. 41-47.

Notas:

1 Celano T., Vida Primeira, n38 em Fontes Franciscanas, 2ª Ed Franciscana, Braga 1994 p. 261.
2 Francisco, S., Primeira Regra, Ibidem, p. 136.
3 Celano T., o.c., p. 26 L
4 Frei Leão, Espelho de Perfeição. n 85, Ibidem. p. 117
5 Francisco S., Testamento, Ibidem, p. 73
6 Idem, Primeira Regra, 23, Ibidem, p. 153
7 Lc 22,26
8 Celano T., Vida Primeira, Ibidem, p. 261
9 Francisco S., Testamento, Ibidem,. p. 172
10 Idem, Segunda Regra, Ibidem. p.159
11 Celano T.. Vida Segunda, Ibidem, p. 515
12 Boaventura S., Legenda Maior, Ibidem, p. 641
13 Francisco S., Segunda Regra. Ibidem. p. 159
14 Boaventura S., a.c., Ibidem, p. 635
15 Celano T., Vida Segunda Ibidem, p. 525
16 Idem, ibidem
17 Francisco S., Primeira Regra, Ibidem. p. 143.
18 Idem, Segunda Regra, Ibidem, p. 158
19 Idem, Carta a um Ministro, Ibidem, p. 106
20 Idem,. Primeira Regra Ibidem, p. 141
21 Idem,. Ibidem. p. 143
22 Boaventura S., Legenda Maior, Ibidem. p. 6 J 5
23 Florinhas de S. Francisco e seus Companheiros, Ibidem, 1219.
24 Idem. Ibidem.
25 Francisco, Câintico das Criaturas, Ibidem, 78
26 Idem, Segunda Regra, Ibidem, p. 156
27 Legenda Perusina, Ibidem, p. 975
28 Francisco, Primeira Regra, lbidem, p. 138
29 Idem, Segunda Regra. Ibidem, 159
30 Celano T., Vida Segunda, Ibidem, p. 433
31 Idem, Vida Primeira, Ibidem, p. 234
32 Legenda dos Três Companheiros, Ibidem, p. 833
33 Boaventura S., Legenda Maior, Ibidem, p. 652
34 Francisco, S., Segunda Regra, Ibidem. 156
35 Idem. Ibidem.
36 Florinhas de S. Francisco, Ibidem, p. 222.
37 Francisco, S., Primeira Regra, Ibidem, p. 138
38 Idem, Segunda Regra, p. 159
39 Boaventura S., Legenda Maior, Ibidem, p. 649
40 Legenda dos Três Companheiros. Ibidem, p. 825
41 Celano, Vida Primeira, Ibidem. p. 292
42 Idem, Vida Segunda, Ibidem, p. 434
43 Francisco, Carta a todos os Fiéis, Ibidem, p. 92
44 Celano T., Vida Segunda, Ibidem, p. 504
45 Idem, Ibidem, p. 503
46 Francisco S., Cântico das Criaturas, lbidem, p. 77
47 Idem, Ibidem
48 Idem, Saudação às virtudes. Ibidem. p. 77
49 Idem, Cântico das Criaturas. Ibidem. p. 77
50 Idem, Paráfrase do Pai Nosso. Ibidem. 54
51 Idem, Primeira Regra. Ibidem. p. 145
52 Idem, Oficio da Paixão do Senhor. Ibidem, p. 70
53 Idem, Louvores a Deus, Ibidem. p. 53
54 Idem, Oficio da Paixão, Ibidem, p. 57
55 Idem, Louvores a Deus. lbidem, p. 53
56 Idem. Ibidem.
57 Idem, Primeira Regra, Ibidem. p. 154
58 Idem. Ibidem. p. 146
59 Idem, Louvores a Deus. Ibidem. p. 53
60 Idem. Cântico das Criaturas, Ibidem, p. 77
61 Celano T., Vida Segunda. Ibidem, p. 125
62 Idem, Vida Primeira, Ibidem. p. 305
63 Idem, Vida Segunda, Ibidem, p. 443
64 Anónimo Perusino, Ibidem, p. 880
65 Celano T., Vida Segunda, Ibidem. p. 446
66 Boaventura Soo Legenda Maior, Ibidem. p. 654
67 Celano T., Vida Segunda. Ibidem, p. 503
68 Idem, Ibidem, p. 526
69 Idem, Ibidem, p. 444
70 Boaventura S., Legenda Maior, Ibidem, p. 671
71 Garcia Roca 1., Convocatoria de Dios en el Mundo de los jovenes em Selecciones de teologia, Vo1.37( 1998).170
72 Idem. Ibidem. p. 171
73 Idem, Ibidem. p. 163

Extraído de http://www.capuchinhos.org/index.php?option=com_content&view=article&id=1142:o-franciscanismo-no-iii-milenio

Retiro Franciscano - Porto Alegre


Deus tornando-se criança pequenina,
dependeu de peitos humanos.

São Francisco de Assis
(2Cel 199,1)

A Fraternidade Nossa Senhora dos Anjos da Porciúncula da Ordem Franciscana Secular e a Paróquia São Francisco de Assis de Porto Alegre convidam franciscanos/as e pessoas interessadas para o Retiro Franciscano preparativo ao Natal com o tema:

Natal,
a maior caridade não é dar,
mas receber

A orientação estará a cargo de
Frei Dorvalino Fassini, OFM

Quem tiver e puder venha com a Oração (Liturgia) das Horas e as Fontes Franciscanas.

PROGRAMA

8h - Chegada
8h30min - Oração da Manhã
– Leitura e Reflexão de textos de São Francisco
10h - Cafezinho
– Continuação da Leitura e da Reflexão
11h15min – Tempo pessoal e para confissão
11h45min – Oração do Meio Dia
12h - Almoço ao preço de R$ 8,00
– Tempo livre e pessoal
13h30min - Terço meditado
14h - Leitura e reflexão de passagens das Fontes Franciscanas
15h - Cafezinho
– Continuação da Leitura e da Reflexão
16h - Tempo pessoal para meditar, rezar e confessar
16h30min - Oração da Tarde
17h – Missa do Segundo Domingo do Advento

Data: 05 dez. 2009, sábado
Local: Igreja São Francisco de Assis
Rua Domingos Crescêncio com São Luis
Custo do Almoço: R$8,00

Comunique sua participação na Secretaria da Paróquia ou pelo tel: 3223-3244



Oração de uma Clarissa


Senhor, fazei-me uma presença de paz
entre os homens agitados de hoje.

Fazei-me luz
na luz de Cristo.

Fazei-me caminho
Para os que buscam o Pai.

Fazei-me amiga
Das amigas irmãs que sofrem:

Que eu aprenda a dar
E a receber amor.

Fazei-me esperar paciente
Com os que perderam a esperança
De vosso reino.

Fazei-me irmã de todos
Os que têm o coração solitário.

Fazei-me virgem
Na constante purificação do meu amor
A Deus e aos homens.

Fazei-me um sinal de vossa Igreja
No mundo de hoje.

Fazei-me silêncio na plenitude interior.

Fazei-me toda oração e contemplação
Do vosso imenso amor.

Fazei-me corajosamente franciscana,
Autêntica filha de Santa Clara.

Ó Senhor,
dai-me a coragem
de conversão constante e profunda.

Que eu vos busque sem parar.

Que eu reze,
Ame e me renove,
Me encontre diariamente
Com minhas irmãs na oração,
Para construirmos a vivência da fraternidade
E da jubilosa partilha de tudo
No amor.

Amém!

10 novembro 2009

oração


"ORAÇÃO DIANTE DO CRUCIFIXO"


Altíssimo e glorioso Deus,
iluminai as trevas do meu coração
e dai-me uma fé direita, esperança certa
e caridade perfeita,
bom senso e conhecimento, Senhor,
para que faça vosso santo
e verdadeiro mandamento. Amém.

(S. Francisco de Assis, "Oração diante do crucifixo")


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Franciscanismo no III milénio


Futuro? É o tal sentido orientativo e de projeção indispensável em todo o ser humano,
marcado pela peregrinação:
donde venho, onde estou e para onde vou.

No Franciscanismo isso é ainda mais assim tendo em conta a dinâmica que lhe deu origem, o projeto do seu Fundador.




F) A recuperação da contemplação e do sentido de Deus no mundo.

Na alma Franciscana Deus é tudo. Está no centro. Ele é a razão de tudo. Deus é a nossa luz(50), a caridade e o amor(51), a misericórdia(52), a segurança(53), o nosso Pai(54), o nosso salvador(55), o nosso protector(56), o único bem(57), a fonte de todo o bem(58), a nossa esperança(59), o omnipotente(60), a fonte de alegria(61), o Pai(62) e amigo(63), o nosso guia(64), o benfeitor do homem(65), o Pai dos pobres(66), uma presença que se respira em todas as coisas(67), uma grande promessa para todos nós(68), o alimento da nossa alma(69), alguém que é admirável em todos os que o amam(70).

Num mundo em que, por um lado, não falta nada e por outro há tanta gente infeliz, desgraçada, desesperada, desiludida que não aguenta a vida, que avança só à força de droga, sexo, dinheiro; num mundo a falar de "fossa", sem sentido para a vida, sem razões para viver e para esperar, sem alguém por quem valha a pena viver e morrer, o franciscanismo do Alverne, do Cristo de S. Damião, dos "carceri" de Rivotorto, da Porciúncula, das noites na casa de Bernardo Quinta Vale, um franciscanismo a semear por esse mundo além zonas de silêncio e de paz, seria uma fonte de esperança no terceiro milénio. Seria o reencontrar daquela que já se chama a dimensão perdida. Dimensão que há que encontrar se queremos que o mundo tenha futuro. Malraux já escreveu que o século XXI será contemplativo ou não será. Mauriac disse também que nós, cristãos, escondemos a Deus e o mundo anda para aí aflito, desorientado, desesperado à sua procura e não sabe onde o metemos. É tempo de o mostramos mesmo. Falta-nos oásis. Deus no meio dos desertos do mundo.

09 novembro 2009

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Franciscanismo no III milénio


Futuro? É o tal sentido orientativo e de projeção indispensável em todo o ser humano,
marcado pela peregrinação:
donde venho, onde estou e para onde vou.

No Franciscanismo isso é ainda mais assim tendo em conta a dinâmica que lhe deu origem, o projeto do seu Fundador.




E) Respeito pela criação

O respeito pela criação faz parte essencial do ideário franciscano. As coisas criadas revelam a glória de Deus(43). São reflexo do Senhor(44), a imagem do seu Filho(45). São nossas irmãs(46). Reflectem o amor de Deus para connosco(47). Merecem respeito e sujeição(48). Servem para com elas louvarmos o Senhor(49). A pobreza franciscana é também e sempre respeito pelas criaturas.

Num mundo ameaçado pelo desequilíbrio cósmico, pela exploração irresponsável da criação, pelo uso e abuso de tudo, pela invasão do lixo que nos ameaça, pela poluição de rios e das fontes, dos ares e dos mares, pela praga dos fogos nas florestas, pela agressão sonora, com a invasão desordenada do cimento armado a ameaçar sempre mais as zonas verdes das nossas cidades, o exemplo e a voz franciscana, a partir da fé, poderiam ser uma lufada de ar fresco e de esperança na cidade dos homens que corre risco de dar cabo da sua casa comum, o cosmos em que habitamos. O hino oficial poderia ser o Cântico das Criaturas. Sem uma voz assim, podemos acabar por silenciar a Deus e provocar uma derrocada da casa de todos nós que viria a cair sobre as nossas cabeças como consequência do sacrilégio que é a nossa anti-criação.

08 novembro 2009

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Franciscanismo no III milénio


Futuro? É o tal sentido orientativo e de projeção indispensável em todo o ser humano,
marcado pela peregrinação:
donde venho, onde estou e para onde vou.

No Franciscanismo isso é ainda mais assim tendo em conta a dinâmica que lhe deu origem, o projeto do seu Fundador.




D) Da pobreza como libertação

A pobreza é uma linha de base no franciscanismo. A pobreza é norma de vida(26), fundamento da Ordem, novidade da Ordem(27). Pobreza que é de Nosso Senhor Jesus Cristo(28). Pobreza que é altíssima(29), uma senhora(30), uma esposa(31), uma graça do Senhor(32). Pobreza que tem de ser voluntária(33) e consiste em não ter nada próprio(34), não se apropriar de nada. É libertar tudo em favor dos pobres(35), como Francisco o quis demonstrar na cena das rolas que comprou e soltou para as pôr a cantar para toda a gente(36). Pobreza que é humildade(37), uma virtude real, por ser pobreza de um grande Rei que é Jesus e a todos nos garante o reino dos céus(38). Pobreza que faz ver tudo como dom(39), evita o supérfluo(40), converte os pobres em imagens de Cristo(41), que fez de Maria a Senhora pobre(42).

Num mundo de ganância, de ambições desmedidas, de avareza, onde o que se ganha e se tem nunca chega, onde os bancos vão escondendo o pão que nos sobra e falta aos pobres, onde os ricos são cada vez mais ricos e os pobres cada vez mais numerosos e mais pobres, num mundo que é ao mesmo tempo de opulência, de ostentação e de miséria e fome, um mundo cada vez mais igual ao do rico avarento e do pobre Lázaro, um tal testemunho autêntico e "escandaloso" de pobreza francis­cana, seria decisivo. Seria uma contestação, talvez silenciosa, mas mais eficaz e necessária. Seria uma revolução cada vez mais urgente.

Notinhas da Igreja




Domingo 08/11/2009
Missas noturnas

Igreja Matriz São João Batista 19h
Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida 18h
Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens 19h
Celebração
Igreja São José e São Bento 19h30
Igreja Santa Rita de Cássia 19h30m



Segunda-feira
7h15 Missa na Capela do Calvário no Cemitério Velho
14 Grupo de Oração Igreja Mãe dos Homens
15 Missa Igreja Mãe dos Homens

19h Missa Basílica de Latrão Igreja Nossa Senhora Aparecida



Terça-feira
9h Igreja N S Aparecida - atendimento aos leigos e confissões às 9h as 11h
e tarde a partir das 14h

15h Missa na Igreja de São Benedito

19h30m Grupos de Oração:
Ig N S Aparecida
Ig S Francisco de Assis
Ig Mãe dos Homens




Aconteceu
Neste sábado aconteceu na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, a formação
do Apostolado da Oração, e para este encontro veio a equipe Arquidiocesana do
Movimento do Apostolado da Oração. Ao final, foi montado a equipe de trabalho
que assumiram a Presidência, Vice, primeira e segunda secretária e tesouraria.
Parabenizamos a todas que aceitaram. Foi elogiado a presença de Homens.



Junfec
Pastoral Jovem que se reúne todos os sábado as 17h na Igreja de Nossa Senhora Aparecida, que conta com apoio de missionário de Sorocaba do Movimento de Emaús. A garotada está correpondendo e participando fielmente. Eles estão se organizando para sua confraternização. Neste sábado ele foram e visitaram um jovem que não está podendo frequentar os encontros por motivos de saúde, foi uma linda serenata. Deus abençoe.



http://govidanova.files.wordpress.com/2009/08/mat_1042.jpg
Experiência de Oração
A RCC Jovem de Porto Feliz, via promover nos dias 21 e 22 deste mês, uma Experiência de Oração Jovem na escola do Coronel Esmédio. Será um retiro com hospedagem no local. Os jovem do grupo de oração Jovem Mensageiros da Paz, já estão em missão convidando todos os interessados. Fichas podem ser encontradas em todos os grupos de oração da cidade.



http://www.meionorte.com/imagens/COL122-20080301150507.jpg
Feira da Bondade
A Conferência dos Vicentinos da Paróquia de Nossa Senhora Aparecida, promove nos dias 9 e 10, ou seja segunda e terça-feira agora, a feira da Bondade, com preço acessíveis, o dinheiro arrecadado com as vendas será revertido em Prol dos trabalhos com os pobres. A Feira vai ser realizada aonde era a Lojas Pernambucanas no centro da Cidade.


Blog Católico
Nada acontece sem a permissão de Deus, e assim tem acontecido com esta página eletrônica, estamos crescendo, ganhando vida, e tendo espaço reconhecido. Se você, participa de algum movimentou ou pastoral e quer divulgar suas atividades e eventos, basta entrar em contato conosco que retornaremos: serjovem7@hotmail.com. Estamos a serviço da Igreja!



Fraternidade São Maximiliano Kolbe
Fraternidade Franciscana (Movimento de Assis) se reúne semanalmente às segundas-feiras 19h30m no Centro Catequético ao lado da igreja Matriz Mãe dos Homens. Se você se identifica com a Espiritualidade Franciscana e quer conhecer mais, vá fazer uma visita.


Paz e Bem

07 novembro 2009

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Franciscanismo no III milénio


Futuro? É o tal sentido orientativo e de projeção indispensável em todo o ser humano,
marcado pela peregrinação:
donde venho, onde estou e para onde vou.

No Franciscanismo isso é ainda mais assim tendo em conta a dinâmica que lhe deu origem, o projeto do seu Fundador.




C) Promoção da Paz

Faz parte do franciscanismo a promoção da paz. Promoção da paz, com o exemplo. Era a regra fundamental e Francisco na evangelização e missionação a pratica entre os sarracenos e outros infiéis. Deviam ir para o meio deles e viverem ali em paz entre si e sujeitos a toda humana criatura segundo mandava a Primeira Regra(17). A saudação dos irmãos devia ser, cada dia, um desejo de paz, como impõe a Segunda Regra(18). A norma de base era o perdão, perdão sem medida, como se manda na carta de Francisco a um Ministro(19). Ser franciscano era promover a paz com palavras(20) e obras(21). É esta a missão da Ordem(22). Promover a paz até entre os homens e os animais, como Francisco o fez com o lobo de Gúbio(23). Paz sempre e só a partir da justiça, como bem o acentua na pacificação do lobo de Gúbio(24). Paz desarmada, como a de Francisco com o Sultão num tempo de cruzadas. Paz que canta os que promovem a paz(25) e inspira orações para suscitar promotores de paz: Senhor, fazei de mim instrumento da vossa paz!

Um corpo de paz assim, no mundo e na igreja, afastaria certamente neste terceiro milénio um dos maiores perigos e riscos da Humanidade e que vai fazendo gastar em armas o que se devia gastar em pão e na promoção dos homens e das nações e, na posse de armas nucleares, pode até pôr em risco a própria subsistência da humanidade.
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Franciscanismo no III milénio


Futuro? É o tal sentido orientativo e de projeção indispensável em todo o ser humano,
marcado pela peregrinação:
donde venho, onde estou e para onde vou.

No Franciscanismo isso é ainda mais assim tendo em conta a dinâmica que lhe deu origem, o projeto do seu Fundador.




B) A fraternidade

A fraternidade entre todos é outra das notas fundamentais do franciscanismo. S. Francisco fundou uma Ordem de irmãos(8) onde todos são mesmo irmãos (fratres-frades)(9) uma família(10), com irmãos a partilharem tudo o que recebem(11), até com obediência uns aos outros(12), com amor materno de uns pelos outros(13). Todos a verem como irmãos todos os homens(14), sem discussões, sempre na alegria e na simplicidade(15). Sábios e simples(16). Todos assim.

Um mundo de gente assim seria o fim do egoísmo. Poria fim à solidão de tanta gente. Evitaria o stress. Aproximaria as pessoas. As guerras e os crimes iriam desaparecer.

São Francisco de Assis

http://www.santacecilia.com.br/scnovo/imgs/fotos/2-08_PrimeiraEucaristia.jpg

Dia 8 de novembro
Primeira Eucaristia
na Comunidade de são Francisco de Assis
Paróquia São João Batista
as 9h30m
Jamais desesperes, mesmo perante as mais sombrias aflições de sua vida, pois das nuvens mais negras cai água límpida e fecunda.
Provérbio Chinês

Você não tem chance se não tentar !!


Oração



"AO DEUS ONIPOTENTE"

Onipotente, eterno, justo e misericordioso Deus,
dai a nós, miseráveis,
fazer, por vós mesmo,
o que sabemos que vós quereis,
e sempre querer o que vos apraz,
para que,
interiormente purificados,
interiormente iluminados
e acesos no fogo do santo espírito
possamos seguir os vestígios
do vosso dileto Filho,
nosso Senhor Jesus Cristo,
e chegar só por vossa graça a vós,Altíssimo,
que na Trindade perfeita
e na Unidade simples
viveis e reinais e sois glorificado
Deus onipotente
por todos os séculos dos séculos. Amém.


(S. Francisco de Assis,

"Oração na Carta a toda a Ordem")