31 março 2010

O Sentido da Páscoa em São Fancisco


Frei Ennis Cláudio, OFM Conv


São Francisco é conhecido por suas inúmeras quaresmas; sua vida é marcada por momentos de abstinências, jejuns e orações. Esses apresentam os gestos íntimos que São Francisco praticava para viver, entender e contemplar o mistério da Encarnação, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Estas características imprimirão em Francisco um caráter de homem penitente.

Os resultados dessas penitências eram riquíssimas obras de caridade em favor dos irmãos e de todas as pessoas que ele encontrava pelas cidades. Ou seja, após as quaresmas, Francisco levava muitos que estavam pelos caminhos, tristes, fatigados e abatidos à ressurreição, a uma mudança de postura de vida. O Francisco penitente se torna o homem feito oração.

Mediante tantas graças realizadas em sua vida e na vida de todos aqueles que Francisco encontrava pelo caminho, e sendo estes reconduzidos ao caminho do Senhor, o homem feito penitência louvava e agradecia a Deus por não olhar os pecados dos homens, mas sim o desejo de voltarem à Casa do Pai. Quantos não retornaram à vida pelo testemunho evangélico de Francisco! Mediante tamanho mistério de Amor São Francisco tornava-se o home do louvor.

No final de sua vida, Francisco pede que sobre o seu corpo, sejam jogadas cinzas como sinal de penitência, que leiam o evangelho de São João em sinal de uma vida evangélica e, por fim que cantem o “Cântico do Irmão Sol”, sinal de uma vida agradecida por tudo o que lhe ofertou. E, estes dons emergem como sinal profícuo da graça cotidiana.
Não encontramos em Francisco momentos isolados de oração, louvor e penitência, mas encontramos nele uma íntima ligação com o mistério da Encarnação, cruz, Morte e Ressurreição de Cristo. Assim, a Páscoa franciscana não é um momento, mas um movimento de encontro com o Deus da vida, o Deus que nos acolhe, nos lava e purifica e, por fim coloca em nosso dedo um anel, refazendo a aliança.
Que possamos retomar a aliança com Deus que se manifesta na mais perfeita aliança: a Trindade.
Texto enviado por nossa Irmã Ministra Claudete Leutz Martins , OFS

O Sentido da Páscoa em São Fancisco

 
Frei Ennis Cláudio, OFM Conv
São Francisco é conhecido por suas inúmeras quaresmas; sua vida é marcada por momentos de abstinências, jejuns e orações. Esses apresentam os gestos íntimos que São Francisco praticava para viver, entender e contemplar o mistério da Encarnação, Morte e Ressurreição de Jesus Cristo. Estas características imprimirão em Francisco um caráter de homem penitente.
Os resultados dessas penitências eram riquíssimas obras de caridade em favor dos irmãos e de todas as pessoas que ele encontrava pelas cidades. Ou seja, após as quaresmas, Francisco levava muitos que estavam pelos caminhos, tristes, fatigados e abatidos à ressurreição, a uma mudança de postura de vida. O Francisco penitente se torna o homem feito oração.
Mediante tantas graças realizadas em sua vida e na vida de todos aqueles que Francisco encontrava pelo caminho, e sendo estes reconduzidos ao caminho do Senhor, o homem feito penitência louvava e agradecia a Deus por não olhar os pecados dos homens, mas sim o desejo de voltarem à Casa do Pai. Quantos não retornaram à vida pelo testemunho evangélico de Francisco! Mediante tamanho mistério de Amor São Francisco tornava-se o home do louvor.
No final de sua vida, Francisco pede que sobre o seu corpo, sejam jogadas cinzas como sinal de penitência, que leiam o evangelho de São João em sinal de uma vida evangélica e, por fim que cantem o “Cântico do Irmão Sol”, sinal de uma vida agradecida por tudo o que lhe ofertou. E, estes dons emergem como sinal profícuo da graça cotidiana.
Não encontramos em Francisco momentos isolados de oração, louvor e penitência, mas encontramos nele uma íntima ligação com o mistério da Encarnação, cruz, Morte e Ressurreição de Cristo. Assim, a Páscoa franciscana não é um momento, mas um movimento de encontro com o Deus da vida, o Deus que nos acolhe, nos lava e purifica e, por fim coloca em nosso dedo um anel, refazendo a aliança.
Que possamos retomar a aliança com Deus que se manifesta na mais perfeita aliança: a Trindade.

Texto enviado por nossa Irmã Ministra Claudete Leutz Martins, OFS

Extraído de http://ofsvilaclementinosp.blogspot.com/2010/03/o-sentido-da-pascoa-em-sao-fancisco.html acesso em 25 mar. 2010.

Ilustração: Cristo resucitado / Medina Ayllón. Barcelona : Iglesia de san Paciano, 1985. Extraído de http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Cristo_Resucitado-San_Paciano.jpg acesso em 25 mar. 2010.

Dona Rita completa 80 anos

 

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Nossa felicidade é grande

Presentes os convidados

Todos vós sois bem-vindos

Sintam-se por nós amados

Os nomes não citamos

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Mas boas novas vos damos

Por nós vós sois chamados

Nós nos sentimos gratificados

Com cada presente

Nós estamos radiantes

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Contando com toda gente

Que Deus abençoe a vós

E abençoe também a nós

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Isto está em nossa mente

Estamos muito contentes

Pois a data é importante

Eu a mais idosa da família

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Hoje sou aniversariante

E vejam que aniversário!

Agora sou octogenária

E cada vez mais radiante

privilegiada

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Porque com ajuda de Deus

Hoje agradecemos a Ele!

Por todos os favores seus

E gosto até para viver

A vida que agrada a gente

 

Inhumas GO, 07/02/08. Pr. R. R. Bonfim.

Fraternidade São Maximiliano Kolbe

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Acontece nesta terça-feira, na casa de nossa irmã Mara, a reunião preparatória em planejamento para o domingo da Ressurreição.

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Na Paróquia Mãe dos Homens, haverá procissão as 6 horas da manhã. As 7 horas Santa Missa e após um fraterno café da Manhã, oferecido pela nossa Fraternidade.

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Você que está lendo este texto e quer no ajudar, bastar ir domingo de manha, dia 4 de abril e levar sua doação para colaborar no café da manhã!

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Informações com Mara 3262 1459!

28 março 2010

Semana Santa – Paróquia Mãe dos Homens em Porto Feliz

Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens

Porto Feliz

Domingo de Ramos (28 de março)

07h missa na Matriz

09h missa com Benção dos Ramos e procissão, saindo da igreja de São Benedito para a igreja Matriz

19h missa na Matriz

COLETA EM PROL DA CAMPANHA DA FRATERNIDADE (nas missas)

Segunda Feira (29 de março)

20h via sacra Pública, saindo da Igreja de São Benedito e percorrendo as ruas da cidade, terminando na Matriz

Terça Feira (30 de março)

Missa na Matriz 19h

Quarta Feira Santa (31 de março)

15h Encontro do Clero (Sorocaba)

19h Missa na Catedral (Sorocaba) com benção dos Santos Óleos e Renovação das Promessas Sacerdotais

Quinta Feira (01 de Abril)

20h Missa da Ceia do Senhor - Dia da Instituição da Eucaristia, Cerimônia do Lava Pés VIGÍLIA EUCARÍSTICA APÓS A MISSA

Sexta Feira Santa da Paixão do Senhor (02 de Abril)

08 às 12h Confissões na Matriz

Adoração Do Santíssimo Sacramento

7h-8h Irmandade de São Benedito

8h-9h Catequistas (primeira comunhão e Crisma)

9h-10h Vicentinos

10h-11h Religiosas e Equipe Vocacional

11h-12h Equipe de Batismo e Liturgia

12h-13h Jovens do EAC e do RCC

13h-14h ECC

14h-14h45 RCC

15h- Celebração da Paixão e Morte de Cristo

19h- Procissão do Senhor Morto - saindo da Matriz de São João Batista, concluindo-se na Igreja Matriz (trazer vela para procissão luminosa)

COLETA EM PROL DOS LUGARES SANTOS, a pedido do Papa

Sábado Santo (03 de Abril)

20h Missa- Vigília Pascal (trazer velas)

Domingo de Páscoa

(04 de abril)

06h PROCISSÃO DE

CRISTO RESSUCITADO

(na Matriz)

Em seguida Café da Manhã

oferecido pelo Movimento de

Assis e Voluntários!

 

MISSAS NA MATRIZ - 07h,09h E 19h

Reunião do dia 29 de março

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A Pastoral Movimento de Assis, não se reunirá nesta segunda-feira dia 29 de março, em virtude de todos participarem da Via Sacra na Igreja Matriz Nossa Senhora Mãe dos Homens em Porto Feliz.

27 março 2010

"ORAÇÃO DE JOÃO PAULO II A SÃO FRANCISCO DE ASSIS"

Ó São Francisco, estigmatizado do Monte Alverne, o mundo tem saudades de ti qual imagem de Jesus crucificado. Tem necessidade do teu coração aberto para Deus e para o homem, dos teus pés descalços e feridos, das tuas mãos transpassadas e implorantes. Tem saudades da tua voz fraca, mas forte pelo poder do Evangelho.

Ajuda, Francisco, os homens de hoje a reconhecerem o mal do pecado e a procurarem a sua purificação na penitência. Ajuda-os a libertarem-se das próprias estruturas de pecado, que oprimem a sociedade de hoje. Reaviva na consciência dos governantes a urgência da Paz nas Nações e entre os Povos. Infunde nos jovens o teu vigor de vida, capaz de cotrastar as insídias das múltiplas culturas da morte.

Aos ofendidos por toda espécie de maldade, comunica, Francisco, a tua alegria de saber perdoar. A todos os crucificados pelo sofrimento, pela fome e pela guerra, reabre as portas da esperança. Amém.

Iniciação

Vani Vanicléia

Aconteceu neste domingo dia 21 de março em Sorocaba, a iniciação em formação das Irmãs Vanicléia (Vani) e dona Neusa (Casa da Cultura).

A Fraternidade São Maximiliano Kolbe as acolhe em clima de festa, elas foram acompanhadas por Eduardo, Mara e Silvana, todos de Porto Feliz.

neusa Neusa

Paz e Bem

24 março 2010

O sentido do sacrifício quaresmal

Sem. Geovan Carlos Kuba, LC
gkuba@legionaries.org


"Sacrificar-me! Para quê?" é uma pergunta típica nos dias de hoje. No entanto, quem de nós pode dar uma resposta satisfatória?


Tradições, vivemos de tradições...


Quantas vezes pensamos: sacrificar-me na Quaresma, não comer carne nas sextas-feiras e durante a Semana Santa... Isso é coisa do passado!


Ainda vivo de tradições? Vivo empurrado pelos costumes familiares que temos? Dessa maneira seria melhor nem as viver.


Jesus, no Evangelho nos disse: “Eu quero misericórdia e não sacrifício”. (Mt 9, 13) Isso quer dizer que os sacrifícios corporais que fazemos na Quaresma são em vão? Não, ao contrário, bem diz o Catecismo da Igreja Católica no número 2100 que o “sacrifício exterior deve ser uma expressão do meu sacrifício espiritual”.


A Quaresma é um período litúrgico que nos convida a um arrependimento interior dos nossos pecados e, ao mesmo tempo, nos convida a perdoar as ofensas do próximo. Que doloroso seria para Jesus se chegássemos à Semana Santa sem termos preparado o nosso interior para contemplar a Cristo, que morre na Cruz para perdoar nossos pecados.

Não devemos viver certos costumes piedosos da nossa fé só porque são tradições Católicas ou porque assim aprendemos dos nossos pais. Tudo isso não vale nada, se não os vivermos com amor. Os sacrifícios, o jejum, são meios que nos levam a expressar exteriormente o nosso amor a Deus. São atos concretos de arrependimento pelos nossos pecados. Devem ser mostras exteriores de nossa conversão interior como nos diz o Catecismo da Igreja Católica: “A conversão interior conduz a expressar essa atitude por sinais visíveis, gestos e obras de penitência” (nº 1430).

Mas não somente por isso deve ser um meio para me enaltecer diante dos outros, mostrando que estou fazendo estes atos de penitência. Que isso fique entre nós e Deus, assim receberemos a recompensa de Cristo e não dos homens.


Sacrificar-me! Para quê? Já sabemos a resposta: Para demonstrar nosso arrependimento e nosso Amor a Cristo.

22 março 2010

ORAÇÃO PELA IGREJA NA IRLANDA


Deus dos nossos pais,
Renova-nos na fé que é para nós vida e salvação
na esperança que promete perdão e renovação interior,
na caridade que purifica e abre os nossos corações
para te amar, e em ti, amar todos os nossos irmãos e irmãs.

Senhor Jesus Cristo
possa a Igreja na Irlanda renovar o seu milenário compromisso
na formação dos nossos jovens no caminho da verdade,
da bondade, da santidade e do serviço generoso à sociedade.

Espírito Santo, consolador, advogado e guia,
inspira uma nova primavera de santidade e de zelo apostólico
para a Igreja na Irlanda.

Possa a nossa tristeza e as nossas lágrimas
o nosso esforço sincero por corrigir os erros do passado,
e o nosso firme propósito de correcção,
dar abundantes frutos de graça
para o aprofundamento da fé
nas nossas famílias, paróquias, escolas e associações,
e para o progresso espiritual da sociedade irlandesa,
e para o crescimento da caridade, da justiça, da alegria
e da paz, na inteira família humana.

A ti, Trindade,
com plena confiança na amorosa protecção de Maria,
Rainha da Irlanda, nossa Mãe,
e de São Patrício, de Santa Brígida e de todos os santos,
recomendamos a nós próprios, os nossos jovens,
e as necessidades da Igreja na Irlanda.

Amém...


Oração que faz parte da Carta Pastoral que o Papa enviou ao País, após os escandalos sexuais, praticada por parte de membros da Igreja!



21 março 2010

Sonhar a Páscoa, viver a Quaresma
“Era melhor teres vindo à mesma hora – disse a raposa
[ao principezinho]. Se vieres, por exemplo, às quatro horas,
às três, eu já começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora,
mais feliz me sentirei. Às quatro em ponto já hei de estar toda
agitada e inquieta: é o preço da felicidade! Mas se chegares
a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é,
como hei de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo,
a pô-lo bonito… São precisos rituais.”
(O Pequeno Príncipe, de ANTOINE DE SAINT-EXUPÉRY)




Sabemos a que horas o Príncipe dos príncipes e Senhor do senhores deixa as regiões da morte e vem animar o coração da Humanidade e da Criação com a Festa da sua Páscoa. Este ano, precisamente a 04 de Abril. É por isso que estamos vivendo o “ritual” da Quaresma, que “faz com que um dia seja diferente dos outros dias e uma hora, diferente das outras horas” – segundo a experiente explicação dada pela raposa ao Principezinho.




Para além do “jejum corporal”

Francisco de Assis, o “Sonhador de uma Páscoa” sem fim para todos, sentiu a necessidade interior de “arranjar o seu coração, de o vestir, de o pôr bonito” por uma série de Quaresmas. Quem ler a Segunda Regra que ele escreveu, ficará um tanto perplexo com as suas palavras:



«E jejuem os irmãos desde a Festa de Todos os Santos até ao Natal do Senhor. Mas a santa Quaresma que começa na Epifania e se estende por quarenta dias contínuos, a qual o Senhor com o seu santo jejum consagrou (Mt 4,2), os que voluntariamente a jejuam, sejam benditos do Senhor, e os que a não quiserem jejuar, não sejam obrigados; mas jejuem a outra Quaresma até à Ressurreição do Senhor. (cap. 4).



As várias “Quaresmas” de S. Francisco de Assis

As quaresmas de SF eram períodos de cerca de 40 dias nos quais se dedicava ao silêncio, ao jejum e à meditação, entregando-se totalmente a Deus. Eram quatro durante o ano:



● a Quaresma da Epifania: que correspondia aos 40 dias em que Cristo orou e jejuou no deserto antes de começar o seu ministério na terra. Começava logo após a festa da Epifania (7 de Janeiro a 15 de Fevereiro);
Epifania do Senhor


● a Quaresma da Paixão e Ressurreição (de Quarta-Feira de Cinzas até à Páscoa): nesse período a meditação de Francisco era tão intensa que os sofrimentos da Paixão de Jesus faziam com que chorasse copiosamente. Unia-se às dores sofridas pelo Salvador.

Nosso Senhor Jesus Cristo

● a Quaresma de São Miguel (ia da Assunção de Nossa Senhora -15 de Agosto até a festa de São Miguel – 29 setembro): aqui demonstrava o seu amor por Maria Santíssima e sua veneração especial pelo Arcanjo Miguel.


São Miguel Arcanjo e São Francisco de Assis

● a Quaresma de São Martinho (começava na Festa de Todos os Santos até ao Natal): para Francisco esse era o período ideal para que ele agradecesse à Santíssima Trindade o dom e a graça da Encarnação do Filho na pessoa de Jesus: a suprema prova de amor de Deus Criador por suas criaturas. Por isso Francisco tinha pelo Natal uma devoção especialíssima.



São Martinho


Fioretti, 7

Uma página dos Fioretti nos conta como Francisco, uma vez, celebrou a Quaresma isolando-se numa ilha deserta do Lago Transimeno, em Perugia, onde passou 40 dias e 40 noites e para onde levou apenas dois pãezinhos, só tendo comido a metade de um.



Ele que não quis viver isolado no claustro, que preferia vagar entre os homens, convivendo com eles, como fez o Cristo, ele, na Quaresma, isolou-se. O alegre “arauto do Rei”, preferiu ficar em silêncio.

Sociável e amigo de todos, a todos deixou:

- deixou os companheiros da Porciúncula,

- deixou o povo a quem pregava,

- deixou até seus doentes que tratava com carinho. Tudo deixou para encontrar-se com Aquele em que estão todos e, sem o qual, ele não poderia fazer nada de eficaz para ninguém.

E lá se foi em sua barquinha, em busca do da riqueza espiritual, que repartiria na volta, com todos. Foi em busca do Pão, que tornava desnecessário os dois pãezinhos que levara. Foi em busca da água viva, para “matar” sua sede.

SÃO FRANCISCO FOI À FONTE.

Foi à fonte para ali encher de água viva seus cântaros esvaziados. E dá-nos vontade de fazer o mesmo.

Onde há Fonte para nós?

O próprio Senhor nos aponta o caminho do manancial – A EUCARISTIA.

Saciaremos nossa sede e ainda voltaremos de cântaros cheios, para distribuí-los com muitos, quando retornamos, já ostentando a alegria franciscana nas Aleluias do Domingo da Ressurreição.





Vivência:



Nesta Quaresma, procuremos:

● ler e meditar a Palavra, como quem saboreia as palavras do Senhor;

● rezar o ‘Ofício da Paixão’, composto por Francisco de Assis para seguir no dia-a-dia os passos de Jesus Cristo.



Tudo isto, para:

● “arranjar o coração”, extirpando todo o vírus, corrupção e violência;

● “vestir o coração” com os sentimentos de serviço e misericórdia que havia em Cristo Jesus;

● e “pô-lo bonito”, com a beleza que nos vem da Páscoa florida do Ressuscitado.





Matéria da Nossa Irmã Denize Aparecida Marum Gusmão

Coordenadora Regional de Formação

http://ofsvilaclementinosp.blogspot.com/

19 março 2010

Perfil de um franciscano secular


Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM (*)

1. Pululam os movimentos religiosos no seio da Igreja. Uns são mais na linha da espiritualidade cristã ou mariana, outros conjugais, outros ainda na linha da ação. Alguns marcados por uma espiritualidade conservadora, outros com acentuação da dimensão comunitária e transformadora.

Todos eles, sejam focolarinos, carismáticos, Opus Dei, desejam levar seus membros à santidade de vida.

Não podia ser de outra forma. O grande perigo é o da multiplicação de grupos que agem e vivem mais ou menos fechados. A Igreja sempre precisou de grupos suscitados pelo Espírito para revigorar-se.

Salesianos, beneditinos, jesuítas e franciscanos são convidados a serem partes de uma bela sinfonia: a sinfonia do Reino que vai se implantando entre nós. Não constituem guetos.


2. Entre esses movimentos espirituais está a Ordem Franciscana Secular. Leigos cristãos manifestam o desejo de seguirem Cristo de perto, buscando a santidade, na trilha de Francisco de Assis, de seu jeito de viver, de ser, de andar pelo mundo. Os terceiros franciscanos seculares levam a sério a vida cristã que lhes é apresentada e não querem repetir a mesmice, não querem ser pessoas que correm de um lado para o outro, mas que buscam o Cristo vivo e ressuscitado, pobre e despojado, vivendo simplesmente em fraternidade e trabalhando para que o mundo seja daquele que os ama.


3. Não vivem nas sacristias, nem são em primeiro lugar trabalhadores nas paróquias. São pessoas chamadas, vocacionadas. Entram na Ordem Franciscana Secular porque experimentam uma vocação. “ É isso que eu quero, isso que busco de todo o coração”. São cristãos seculares, cristãos sérios vivendo em suas famílias, no mundo do trabalho, na transformação das coisas à luz do jeito franciscano de viver: família franciscana, oração franciscana, trabalho franciscano, simplicidade e humildade franciscanas.

Insistimos: são seculares.


4. São pessoas que estão num constante estado de crescimento, de amadurecimento humano, cristão, franciscano e missionário. Através da formação inicial e permanente, vão crescendo como seres humanos delicados, corteses, atenciosos aos outros, fraternos. Convivem com Cristo de tal forma que, aos poucos, podem dizer com Paulo que não são eles que vivem, mas Cristo que neles vive. De tanto irem às Fontes Franciscanas se encantam com o exemplo de Francisco e procuram ser discípulos do Poverello pobre, despojado, alegre, espontâneo, generoso. E colocam-se à disposição dos outros. Gostam de cuidar dos leprosos de hoje e conviver com os mais despojados.


5. Muitos dos franciscanos seculares são casados. E vivem em suas famílias os valores franciscanos. Num mundo marcado pelo individualismo, cultivam o fraternismo e o mútuo serviço. Num tempo de sofisticações, são simples. Na era do consumismo, não adoram o poder, o dinheiro. São seres profundamente evangélicos que enfeitam a face da terra. Um família franciscana é uma bênção para a Igreja.


6. São e querem ser cristãos de olhos abertos. Não agem por agir. Pensam no que fazem e por isso, em suas reuniões e encontros se servem do método do ver-julgar e agir. Examinam a realidade, iluminam-na com sua vida evangélico- franciscana e passam a agir. Tudo passa por seu crivo: dinheiro, poder, modo de fazer pastoral, relacionamentos com outras pessoas, lazer, política.


7. Normalmente, os franciscanos seculares vivem no mundo. Reúnem-se ao menos uma vez por mês para a reunião mensal. Ninguém falta à reunião. Os que faltam justificam a ausência. Participam, vivem cada momento do encontro. Rezam juntos. Partilham a vida. Cuidam especialmente dos doentes. Três momentos constituem sua reunião: oração, estudo e confraternização. Contam os franciscanos seculares com a presença de um religioso franciscano como assistente, aquele que os acompanha e que é um sinal de liame da Terceira com a Primeira Ordem. Os Provinciais são tidos a nomear assistentes para todas as fraternidades de seu território. Em suas reuniões, os franciscanos seculares procuram descobrir juntos onde a Ordem e a Igreja precisam de seus braços, de sua voz e de sua dedicação pastoral. Não se concebe um franciscano acomodado e inerte. A reunião geral é sacramento de uma vida fraterna que os irmãos vivem durante o mês.


8. Depois da formação inicial os terceiros franciscanos fazem sua profissão. Trata-se de uma retomada da graça do batismo, agora com consciência mais aguda. Não se trata apenas de um gesto religioso qualquer. Os que professam ficam ligados para sempre à Ordem e afirmam desejar buscar as graças da santidade nessa Fraternidade até o fim de seu dias.


9. Adotam um estilo de vida simples e acolhedor, são corteses e atenciosos, modestos e fraternos, perseverantes e fiéis.


10. Vivem um justo equilíbrio entre ação e contemplação. Repetem em suas vidas as inquietudes de Francisco. Este, por vezes, tinha vontade de viver nos eremitérios e grutas, em silêncio com seu Amado. Ele compreendeu que sua vocação era ir pelo mundo, sem perder o espírito da santa oração e da devoção. Os franciscanos seculares gostam de rezar em silêncio, retiram-se para lugares ermos. Têm uma intensa vida de oração. Ao mesmo tempo são pessoas ativas porque sabem que precisam tornar Cristo amado.


(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
Assistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III

Extraído de http://www.franciscanos.org.br/v3/almir/artigos/ofs/15.php acesso em 17 mar. 2010.

Foto: Serj cooking / Arto Teräs. 2006. Disponível em http://ajt.iki.fi/travel/moldova/index.html acesso em 17 mar. 2010

14 março 2010


"A DEVOÇÃO MARIANA DE SÃO MAXIMILIANO"

A vida é um dom de Deus e precisamos vivê-la como tal, pois, é para o encontro definitivo com o Senhor que estamos indo. Vivemos em meio ao Mistério da Criação como parte integrante de um Grande Plano de Amor que transcende o nosso entendimento; e para além do somos ou podemos, temos que cooperar de bom grado com esse Plano Divino a nosso favor. A Sagrada Escritura nos revela que somos “imagem e semelhança de Deus”, e certamente ainda não nos damos conta disso, dada à finitude que nos cerca e mesmo o que aparentamos ser.

São Maximiliano Maria Kolbe é um santo dos tempos atuais profundamente imbuído da vivência desse Plano Salvífico do Senhor para toda a humanidade. Desde a infância a “Mão do Senhor” já delineava o que haveria de ser esse filho e como daria o seu testemunho de sangue perante toda a criação. A experiência de fé polonesa passa, indubitavelmente, pelas mãos da Virgem Mãe, que além de Padroeira da Polônia e dos poloneses, é ainda padroeira de tantos outros países devotos que a ela recorrem para que interceda junto ao seu Filho, a fim de que sejamos prontamente atendidos em nossas necessidades e para que se cumpra em tudo a Santa Vontade de Deus em nossa vida.

Contam os biógrafos que o pequeno Raimundo Kolbe (nome de batismo de são Maximiliano) era de índole esperta e por isso mesmo um tanto travesso. Certa feita em uma de suas travessuras sua mãe, um pouco incomodada, o chamou a atenção dizendo-lhe: “Menino, o que será de sua vida?” Ao que, como de costume, o menino correu junto ao oratório em um dos cômodos de sua casa para rezar e perguntar em sua inocente oração à Virgem Imaculada o que seria de sua vida. Obteve como resposta a aparição da Santíssima Mãe do Senhor mostrando-lhe duas coroas, uma branca e outra vermelha - as mesmas cores da bandeira da Polônia, sua pátria amada e também as cores do Espírito Santo, doador de todos os dons - perguntando-lhe qual das duas queria para si. Ao que o pequeno infante, depois de breve hesitação, respondeu: quero as duas. E foi precisamente assim que se definiu sua vocação, ser totalmente consagrado a Deus na vida religiosa e ser mártir da caridade pela Imaculada em defesa da família e da salvação do maior número de almas possíveis.

Desse modo, como Davi e a própria Virgem Maria, o Espírito do Senhor apoderou-se também do menino Raimundo e fez dele um grande santo de alma devotada à Vontade de Deus por meio da Imaculada, a quem se entregou, como ainda todo o seu ministério. Seu lema era: “Ganhar o mundo inteiro para Cristo pela Imaculada”. Por isso, se refugiava no Imaculado Coração da Virgem Mãe e com o auxílio de suas preces procurou servir ao Reino de Deus difundindo-o em todo o mundo, fazendo jus ao lema que escolhera para sua vida. Movido por um incondicional amor a Maria, fundou o movimento de apostolado mariano “Milícia da Imaculada”. Trabalhou incansavelmente na confecção do Cavaleiro da Imaculada, pequena revista de evangelização mariana; fundou ainda jornais, rádio; e tencionava fundar também canais de televisão para difundir a devoção à Imaculada, a fim de levar a cabo todo o empreendimento evangelizador que Deus lhe confiara.

Destarte, no fim dos seus dias, recebeu das mãos da Beatíssima Mãe a segunda coroa que lhe destinara Deus, o martírio no campo de concentração nazista Auschwitz, tomando o lugar de um pai de família que estava para ser sacrificado no Bunker da fome, assumindo assim, até as últimas conseqüências, sua vocação mariana, o martírio do amor incondicional; a certeza do céu, a realização do Plano de Deus, por meio do Seu Filho Jesus Cristo, Fruto Bendito da Virgem Imaculada.

“Quero ser reduzido a pó pela Imaculada e espalhado pelo vento do mundo”. (São Maximiliano Maria Kolbe – 1894-1941).

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

12 março 2010

Acontecerá no dia 15,
a missa mensal em devoção a
Nossa Senhora Mãe dos Homens

Local igreja matriz
Nossa Senhora Mãe dos Homens
no centro de Porto Feliz, às 19h !!!

Fraternidade- nossa riqueza!

Este texto seguiu de perto o capitulo Vivere la fraternità, do livro "La gioia di viverei il Vangelo", de Michel Hubaut, OFM, publicado pelas Edizioni Messaggero de Padova, p. 22-33

Frei Almir Ribeiro Guimarães,OFM (*)

1. O Documento final do Capítulo da OFS de Manaus pediu que fosse feito um esforço de revigoramento das reuniões mensais e da vida fraterna. Constituímo-nos em Fraternidades. Somos Fraternidades da Ordem Franciscana Secular.


2. Ser irmão significa não querer dominar, mas servir. Uma das palavras-chaves da espiritualidade franciscana é servir. Nos escritos de Francisco encontramos mais de cinqüenta vezes o verbo servir e perto de vinte vezes o substantivo servo. Belo e sugestivo o que Francisco escreve:

“Neste gênero de vida, nenhum irmão tenha poder ou dominação, principalmente entre si. Pois, como diz o Senhor no Evangelho:

Os príncipes dos povos os dominam e os que são maiores exercem poder sobre eles, assim não será entre os irmãos. Mas todo aquele que quiser tornar-se maior entre eles, seja ministro e servo deles. E quem entre eles é o maior, faça-se como menor” (...)

“E nenhum irmão faça ou fale mal do outro. Antes, pelo contrário, sirvam e obedeçam de boa vontade uns aos outros na caridade do espírito” (Regra não Bulada 5,12-17).


“E ninguém se chame prior mas, neste gênero de vida, todos se chamem irmãos menores. E um lave os pés dos outros”( Regra não Bulada 6,3).


3. Os relacionamentos fraternos entre os discípulos de Francisco situa-se na linha dos servidores. Na experiência do Poverello, em sua juventude, ele compreendeu que os relacionamentos humanos eram marcados pela dialética do padrão e do empregado, do forte e do fraco, do superior e do inferior. Sabemos que a mesmo impulso nos ronda: a grande tentação do poder, ser o maior, o mais inteligente, o mais brilhante, o mais forte, em resumo, o primeiro. Normal que as pessoas queiram avançar e progredir. Francisco compreendeu claramente que esse desejo fundamental de afirmar-se tem como perversão o desejo do domínio e da apropriação. Somos todos capazes de fazer uma lista de exemplos concretos disso no campo profissional, nos relacionamentos nacionais e internacionais e mesmo nos ambientes eclesiais. Nossa sociedade, baseada na competição e competitividade, é feita para os lobos e não para os fracos e débeis. No Evangelho, notamos a vontade de brilhar dos filhos de Zebedeu. Francisco quer construir sua nova fraternidade baseada na idéia do serviço. Para ele, converter-se à fraternidade significa passar gradualmente do dominador que dorme em cada um de nós ao servo dos irmãos.


4. Francisco fará do mútuo serviço, vivido em minoridade, na igualdade, na simplicidade, na humildade um dos fundamentos da fraternidade. Ele sabe que cada grupo humano precisa de pessoas responsáveis pelo seu andamento. Mas sua autoridade não pode ser um poder de domínio, mas um serviço.

“Os ministros acolham os irmãos com caridade e benevolência. Tenham-lhes tanta familiaridade que os irmãos possam lhes falar e proceder como senhores para seus servos. Pois assim deve ser que os ministros sejam servos de todos os irmãos” (Regra Bulada 10,5-6).


5. Servir significa partilhar com confiança. Para Francisco ser irmão significa querer servir os outros. Isso pressupõe que conheçamos suas necessidades. Fraternidade é um lugar onde cada pessoa pode dar, pedir e receber. “Onde quer que estejam os irmãos, mostrem-se familiares uns com os outros. E cada um manifeste ao outro com confiança suas necessidades, porque como uma mãe nutre e ama seu filho carnal com mais cuidado não deve um amar e nutrir seu irmão espiritual? E se algum cair doente que os irmãos o sirvam como gostariam de ser eles mesmos servidos” (Regra Bulada 6,79). Francisco fala da pobreza e da fraternidade no mesmo texto. Não se pode dissociar fraternidade e pobreza. O pobre é alguém que se encontra na necessidade. Todos somos pobres de alguma coisa. Para cobrir esta pobreza, o Senhor nos dá irmãos e irmãos que nos complementam. Tornamo-nos como transmissores das atenções de Deus para com nossos irmãos e irmãs. O homem satisfeito consigo mesmo nunca será irmão. A fraternidade supõe pessoas que, ao mesmo tempo, dão e recebem. Se no casal, na sociedade e em nossos grupos apenas recebemos não existe fraternidade. O paternalismo gera seres infantis e assistidos e não irmãos e irmãs.


6.Francisco privilegia a imagem da mãe. Características do amor maternal: ternura vigilante, intuição, devotamento. Francisco fala do amor espiritual para significar que não estamos num ajuntamento qualquer, mas na força do Espírito que une e cimenta os relacionamentos.


7. A fraternidade é o primeiro lugar de nossa conversão. É no nível dos relacionamentos que se exercita e se verifica nossa vida de fé. Desde o momento do encontro com o leproso Francisco sabe que converter-se ao Evangelho é, antes de tudo, sair de si mesmo. Uma fraternidade com os mais simples... encontra-los, servi-los, viver com eles. Nesse dia, ele descobre a fraternidade. Mais tarde haverá de compreender que o Cristo fez a mesma opção, ou seja, viver a singeleza e pobreza do ser humano. Cristo sai de si mesmo. Cada manhã podemos fazer a escolha de sairmos de nós mesmos e caminhar na direção do Senhor e dos outros. A vida de fé é sempre uma saída de si, sempre um êxodo na busca de uma maior felicidade.


8. Os irmãos que o Senhor nos dá constituem um convite à conversão. Eles nos instigam a que nos superemos. Sua maneira de ser e a convivência com eles nos revelam quem somos nós. Os relacionamentos entre as pessoas são um lugar de prova, de verificação onde cada um faz a verdade. Não se pode trapacear com aqueles que vivem todo o tempo conosco. Os irmãos me fazem descobrir meu pecado: inveja, bloqueios, trevas, pobreza, incapacidade de amar de verdade sem dobrar-me sobre mim mesmo. Somente a pessoa que faz a verdade de si pode ser irmão.


9. Os que buscam uma fraternidade ideal (ou um casal ideal) é quem vive na ilusão e não na verdade. Sonha com uma fraternidade ideal e não a constrói cada dia. Um dos fundamentos da fraternidade é assumir as grandezas e as misérias dos outros. O mistério da cruz está plantado no seio das fraternidades e do casal. A vida fraterna será um sucesso se for uma vitória cotidiana, vitória do Espírito, sobre o caos do pecado.


10. A fraternidade evangélica não existe ainda. Está sendo construída. É uma história, uma utopia criativa, uma tensão fecunda. Cada um de nós não cessa de converter-se ao amor fraterno. Onde quer que homens e mulheres desejem viver a fraternidade evangélica sempre se erguerão forças caóticas para destruí-la. Podemos designá-los de diabo, trevas ou o simplesmente o mal. Não se vive a fraternidade “como reserva celeste”. Em todas as comunidades há doentes, velhos impotentes, pessoas difíceis... que constituem uma parte do povo que marcha na direção de Deus.


11. Não se vive a fraternidade como espaço idealizado. Francisco viveu a fraternidade como um lugar pascal. Nela encontrou suas maiores alegrias, mas também grandes sofrimentos. Ali, desta maneira, ele entrou na verdadeira pobreza evangélica.


Concluindo
Nossas fraternidades constituem nossa riqueza e nosso patrimônio.


Há nelas um pulular de talentos.


Quando se fecha uma fraternidade, via de regra, o motivo foi a negligência no campo do fraternismo.


Histórias aquecem histórias, histórias aquecem histórias.


Pontos práticos a respeito das reuniões e vida fraterna


1. Nossa riqueza são nossas fraternidades concretas: os talentos de tantos que não podem ser desconsiderados. Pobres são as fraternidades em que apenas alguns circulam pelos seus espaços.


2. Todos precisam participar da vida da fraternidade. É sinal de doença quando fraternidades não têm candidatos para os serviços necessários.


3. Atenção toda especial deve ser dada no sentido de que não haja faltas às reuniões e que os afastados sejam buscados. Os que faltam à reunião serão convidados a justificar a ausência com antecedência.


4. Sinal de fraternidade é a correponsabilidade na contribuição financeira.


5. Certamente será fundamental valorizar a reunião geral. Esta precisará de revestir de alguns elementos:


Realizá-la respeitando seus tempos: oração, estudo e confraternização. Nunca ela pode ser ocasião de tédio. Todos precisam ter vontade de voltar no mês seguinte.


Não durar nem demais, nem de menos.


Pedir pontualidade.


Realizá-la em lugar marcado por certa beleza…


Inventar mecanismos para que os irmãos se encontrem em outros momentos, sem obrigação e coação.


Fazer uma reunião opcional para estudo e oração.


Fazer de dois em dois ou mais os trabalhos pastorais.


Cuidar que algumas vezes a fraternidade tenha celebração eucarística própria.


Que o maior número de irmãos tenham tarefas na reunião mensal ou em outros momentos da vida da fraternidade. Ninguém se sinta aposentado.


6. Necessário preparar os irmãos para os cargos e serviços.


7. Fazer reuniões de tal modo que sejam convidados umas duas vezes por ano familiares, filhos, netos e amigos.


8. Quando as fraternidades são grandes há o costume de se dividir a mesma em grupos de vivência fraterna, orante e de estudo.


9. Cuidar carinhosamente da visita aos irmãos enfermos e idosos.


(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM, Assistente Nacional pela OFM e Assistente Regional do Sudeste II

11 março 2010



Oração de uma Clarissa


Senhor, fazei-me uma presença de paz
entre os homens agitados de hoje.

Fazei-me luz
na luz de Cristo.

Fazei-me caminho
Para os que buscam o Pai.

Fazei-me amiga
Das amigas irmãs que sofrem:

Que eu aprenda a dar
E a receber amor.

Fazei-me esperar paciente
Com os que perderam a esperança
De vosso reino.

Fazei-me irmã de todos
Os que têm o coração solitário.

Fazei-me virgem
Na constante purificação do meu amor
A Deus e aos homens.

Fazei-me um sinal de vossa Igreja
No mundo de hoje.

Fazei-me silêncio na plenitude interior.

Fazei-me toda oração e contemplação
Do vosso imenso amor.

Fazei-me corajosamente franciscana,
Autêntica filha de Santa Clara.

Ó Senhor,
dai-me a coragem
de conversão constante e profunda.

Que eu vos busque sem parar.

Que eu reze,
Ame e me renove,
Me encontre diariamente
Com minhas irmãs na oração,
Para construirmos a vivência da fraternidade
E da jubilosa partilha de tudo
No amor.

Amém!

10 março 2010

Santa Clara, clareai!!



Santa Clara

Por que o nome Clara?
Porque ela é filha primogênita de um casal italiano, muito nobre. Por volta de 1194 sua mãe estando no final da gestação, temia pelo momento do parto, por ser a primeira vez. Sendo assim se recolhe em oração e, aos pés de seu crucifixo, ouviu uma voz que lhe dizia: "Não temas, mulher, porque terás um parto normal e a luz daquela que vai nascer resplandecerá com mais claridade que um dia de sol". Portanto, no nascimento tudo deu certo e no Batismo deu à menina o nome de Clara.

Clara teve mais irmãos?
Sim, duas irmãs: Inês e Beatriz, que mais tarde também se sagraram clarissas, entrando para o convento.

Como surgiu sua vocação?
Clara crescia se fortalecendo na fé, e no amor a Deus e ao próximo. Seu grande propósito era oferecer sua vida a Jesus Cristo. Quando completou 17 anos seus pais preocuparam-se com seu futuro. Falavam em casamento. Ela era um bom partido, por ser nobre, rica, bela, inteligente e elegante. Clara possuía um coração que não se contentava em entregar-se pela metade, casando-se. Sua decisão era firme: seguir Cristo em absoluto na vida evangélica.

E Clara conseguiu seu objetivo? Como ocorreu?
Tendo completado 18 anos, a jovem já havia conseguido maturidade para dar o passo decisivo. Sua família ignorava seu projeto, apenas uma amiga sabia o que ia acontecer. Clara saiu de casa durante a noite. Nada temeu. Foi ao encontro de alguns amigos franciscanos, com quem iniciava sua maravilhosa aventura evangélica. Seu projeto de vida seria viver em pobreza voluntária, servindo a Jesus Cristo e aos irmãos.

Então ela fica só?
O exemplo de Clara atraiu logo outras jovens e sua irmã Inês, primeiramente. Depois sua irmã Beatriz e até sua mãe, visto que o pai já havia falecido. Onde elas ficaram e o que faziam?
Formou-se então uma comunidade fraterna. Elas foram morar em São Damião, capela perto de Assis. Em pouco tempo esta capela foi transformada em Mosteiro. Uma casa de oração perpétua e de meta para muitas jovens. Clara foi, portanto eleita abadessa.

As Clarissas são contemplativas?
Elas levavam em frente o carisma franciscano: viver o evangelho em sua radicalidade, na linha da pobreza e da fraternidade. A clausura de São Damião ia se transformando em uma "semente evangélica orante".

Clara só rezava ou há mais para saber de sua vida?
Clara, além de rezar, também tinha uma linha para dirigir a comunidade: "ser serva e escrava de todas", seguindo a imitação da Virgem Maria. Todas recorriam a ela. Iam a ela nos perigos, nas necessidades materiais e até quando estavam doentes, aflitas ou atribuladas.

Qual era o procedimento de Clara?
Clara regia o Mosteiro como mãe. Levantava à noite para cobrir suas filhas. As que sofriam fisicamente recebiam o alívio quando ela traçava o sinal da cruz. Ocorriam curas, libertações... No processo de canonização há vários relatos de irmãs que deram testemunho.

Santa Clara só auxiliava sua comunidade?
Não, ela servia à Igreja não mediante grandes obras de apostolado, mas com a santidade de sua vida. Viveu seus 41 anos na clausura em São Damião e na mais absoluta dimensão eclesial. Santa Clara, como verdadeira profetisa, levava a vida escondida em Deus, por isso situou-se no coração da Igreja fazendo-se eco da mesma.
Com efeito, se Clara amava a Igreja e havia entregado sua vida por ela, por sua vez a Igreja amava Clara como sua filha querida e fiel. Os Papas e Cardeais confiavam os problemas da Igreja às orações de Clara e de suas irmãs. Santa Clara vive ainda na pessoa de suas filhas, as clarissas, que levam em frente sua missão na Igreja local e universal.
Rezam pelas necessidades de todos aqueles que se encontram com problemas e dificuldades diversas. Rezam por aqueles que se afastaram do bom caminho. Rezam por aqueles que não tem tempo de rezar. Rezam por todos. É uma oração universal. O papa Alexandre IV disse de Clara em sua Bula de Canonização: "... Permanecia esta luz escondida na clausura, porém enviava ao exterior seus raios resplandecentes, escondia-se no pequeno mosteiro, porém difundia sua luz num vasto mundo". O verdadeiro mestre da história é o santo, pois transforma os corações dos que fazem a história. Com certeza, Clara mudou muitos corações!

Por que Santa Clara é padroeira das telecomunicações?
Ocorreu que, em uma noite de Natal, encontrava-se doente e acamada, impossibilitada de participar das celebrações. Suspirando disse: "Senhor Deus, eis-me aqui sozinha, abandonada por ti neste lugar".
De repente, começou a ouvir o canto maravilhoso da Igreja. Escutava os salmos, seguia a harmonia dos cantos, enfim, percebia até os sons dos instrumentos. Na manhã seguinte partilhou com todas o ocorrido. Por esse fato, há alguns anos, a Igreja proclamou-a padroeira das telecomunicações.

Demorou o processo de sua canonização?
Clara deixou a terra no dia 11 de agosto de 1253. Dois anos após esse dia ela foi canonizada pelo Papa Alexandre IV. Se durante sua vida mortal Santa Clara fez muitos milagres, mais números são os que fez depois que entrou na glória do Pai. Há mais de 750 anos Santa Clara vem beneficiando a humanidade.

Susan Deise de Oliveira Feliciano

Hora Santa




Acontecerá na Capela da Santa de Porto Feliz, a partir das 19h30m a Hora Santa à Jesus Eucarístico e oração à Santa Clara!

Você, sua família, amigos, colegas e vizinhos estão convidados a participarem conosco deste belo momento de oração!

Capela Nossa Senhora das Graças, na Santa Casa de Porto Feliz!

03 março 2010

CAMPANHA PELA SANTIFICAÇÃO DO CLERO BRASILEIRO

O Papa Bento XVI, promulgou no dia 19 de junho de 2009 a 19 de junho do ano de 2010,
que a Igreja deverá comemorar o Ano Sacerdotal.


Lançamos aqui Interceções Espirituais pela Santificação do Clero.


Reze conosco.Nossas intenções serão estas:


- Que os sacerdotes celebrem em suas paróquias a Missa na forma
litúrgica exata e fiel. Sem abusos litúrgicos.

- Que os nossos sacerdotes não sejam coniventes e nem omissos e combatam, com sua pregação,
sua oração e com o seu apostolado o progressismo, o modernismo e o relativismo.
.

- Que os sacerdotes formem adequadamente as famílias, orientando-os
quanto a tudo o que a Igreja ensina a respeito de contracepção, moral
sexual, famílias numerosas.

- Que os sacerdotes se convertam em apóstolos do confessionário, equiparando
o tamanho das filas da comunhão às do confessionário.


- Que os sacerdotes favoreçam as práticas devocionais em consonância com a tradição
da igreja e pela exposição do Santíssimo Sacramento semanalmente sempre que possível.

Que os sacerdotes tenham uma boa vida de oração, rezem, façam
meditação, tenham terço diário, celebrem piedosa e diariamente a
Missa,


- Que os sacerdotes preguem a doutrina católica

- Que os sacerdotes sejam fiéis obedientes ao Magistério e
valorosos defensores do Papa.


Oremos
Que Santa Maria Mãe de Deus
e da Igreja Rogue pelos Sacerdotes da Igreja de Cristo,

levando-os a plenitude santificadora, assim estes
estejam sempre conduzindo o povo de Deus,
os seus filhos a verdade que liberta,
Amém





Reflexão

NADA... NADA ALÉM... NADA MAIS...
Tão linda...
Tão pura...
Tão meiga..
Tão plena ternura...
Tão mãe natureza...
O que seríamos sem ela?
E o que seremos sem sua formosura?
Nada...
Porque...
homens perversos, desumanos...
estão quebrando os seus encantos...
sua inigualável brandura...
que nos cercava por todos os lados...
e agora não nos cerca mais como antes...
Seus mares e rios...
não são mais os mesmos...
Seus veios naturais também não o são...
Porque a perversão e a ganância humana...
Os estão dizimando...
Como estão dizimando os animais,
as espécies vegetais e minerais...
e até mesmo a nossa própria raça...
Estes indignos filhos ingratos...
estão contaminando também o espaço...
Que o diga a camada de ozônio destruída...
Contagiando e comprometendo...
toda a vida de nosso planeta...
Causando catástrofes horrendas...
Trazendo doenças incuráveis...
e outros tantos males incontáveis...
Mãe natureza...
A razão humana perdeu o sentido de ser...
Os homens já não reconhecem mais o seu criador...
Optaram pela frieza e dureza de coração...
Por isso andam na contra mão da naturalidade...
Deixaram-se tomar pela vaidade...
e outros males morais de nosso tempo...
Desse modo,
inventaram ídolos para si...
Na música...
Nos filmes e novelas...
Nas esferas da fama...
e do vão poder televisivo...
O que esperar de uma sociedade assim?
Nada além dos males plantados...
Nada além dos pecados cometidos...
Nada além dos castigos que nos impomos...
Nada além dos infortúnios concebidos...
Nada...
Nada além...
Nada mais...
...
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.

As origens de Clara


Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
As Edizioni Poziuncola, de Assis, publicaram um alentado estudo sobre Clara de Assis da autoria de Chiara Giovanna Cremaschi, conhecida autora de textos sobre a vida das Irmãs Pobres de São Damião (Chiara di Assisi. Um silenzio che grida, 2009). Desta obra colhemos as informações que agora apresentamos a respeito das origens de Clara.

1. Clara nasceu na cidade de Assis em 1193. Segundo uma antiga biografia o fato ter-se-ia dado a 20 de maio. Nasce numa família da pequena nobreza do interior, conhecida como aristocracia. Em sua casa haviam sete cavaleiros todos nobres e poderosos (cf. Proc 19, 1). As origens de seu nome de família devem ser buscadas num castelo nobre do condado. De seu lugar de origem, seu antepassado, conde Bernardino, há uns cinqüenta anos havia se transferido para a cidade e construído um palácio com torre, símbolo da nobreza e do poder, na praça da Catedral dedicada a São Rufino. João de Ventura de Assis, no Processo de Canonização, descreve o modo de se viver na casa: “Ainda que a corte de sua casa fosse das maiores da cidade e lá se fizessem grandes despesas, ela deixava de lado e guardava os alimentos que lhe eram dados para comer, na fartura de uma casa grande...” Nada faltava, nem mesmo para os fâmulos.

2. Não temos condições de saber o sobrenome familiar e nobre. Tudo leva a crer que Offreduccio já estaria morto no momento do nascimento de Clara. No palácio viviam seus filhos e respectivas famílias. Monaldo é o chefe, porque o mais idoso. Entre os outros se pode contar Simão, pai de Rufino, que ingressaria no grupo dos irmãos de Francisco de Assis e por fim Favarone. No Processo de Canonizaçao Pedro de Damião da Cidade de Assis, diz ter conhecido o pai de Clara, messer Favarone, nobre e grande poderoso na cidade. Clara pertence às vintes famílias nobres de Assis

3. “Segundo certos estudiosos o nome Favarone indica a nobreza de quem o tem, segundo outros é um sobrenome que se dava a quem queria aparecer mais do que era”. Na verdade, é o filho mais novo, e por costume é um miles, um cavaleiro armado, muitas vezes ausente de casa. É pouco conhecido de seus concidadãos. Casou-se com uma nobre da cidade a respeito da qual, segundo alguns, não se conhece o verdadeiro nome. Há os que afirmam que o nome de Ortolana é índice de alta nobreza, para outros trata-se de um nome que lhe foi dado por ter colocado no mundo criaturas como flores.(Ortulana-Hortelã). Estamos diante uma mulher dotada de grande capacidade e de profunda fé cristã que é sem mais a domina, a senhora do palácio, colocada à frente das outras mulheres e da criadagem. É cercada do afeto e da amizade de muitas senhoras aristocratas que freqüentam sua casa. Havia uma convivência entre essas mulheres; os trabalhos que realizavam juntas nos mesmos cômodos, favorecia a partilha de pensamentos e de desejos. As freqüentes ausências do marido davam a Ortolana ampla liberdade de movimento. Ela se dirigia em peregrinação a vários lugares que eram metas habituais da Idade Média, até meso à Terra Santa.

4. Enquanto espera seu filho . reza diante do Crucifixo pedindo ajuda para o momento do parto. Num determinado momento ouve uma voz que lhe diz:
tu darás à luz uma criança que iluminará o mundo. Não é aqui o lugar de discutir sobre o modo como se deu tal fato. A voz explica as razões pelas quais a filha recebeu o nome de Clara. Em latim Clara significa ilustre, famosa e segundo alguns esse nome só era dado a mulheres da aristocracia. Recebendo esse nome de Clara, na língua popular da Umbria, atribui-se ao termo a característica da luminosidade.

5. Celano pinta Ortolana como protótipo da mulher assisiense, com o escopo de apresentar um modelo de mulher para aquelas que não podiam seguir Clara em tudo. “Sua mãe, Ortolona que devia dar à luz a planta frutífera no jardim da Igreja, também era rica em não poucos bons frutos. Embora fosse presa aos laços do matrimônio e aos cuidados familiares, entregava-se como podia ao serviço de Deus e a intensas práticas de piedade. Tanto que, por devoção foi com os peregrinos ao ultramar e voltou toda feliz, depois de visitar os lugares que o Deus homem consagrou com suas pegadas. Também foi ao santuário de São Miguel Arcanjo para rezar e visitou piedosamente a as basílicas dos apóstolos.

Extraído de http://www.franciscanos.org.br/v3/almir/artigos/clara/01.php

Ilustração: Die heilige Klara verteilt Almosen. Badische Landesbibliothek, Karlsruhe, Codex Tennenbach 4, fol. 17r. Antes de 1492. Disponível em http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Codex_Tennenbach_4_017r.jpg
acesso em 20 jan. 2010. acesso em 20 jan. 2010.