20 novembro 2010

Novena corrigida!

Atendendo a um pedido, estamos republicando a Novena a Nossa Senhora Mãe dos Homens, com os erros devidamente corrigidos.


Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, Amém!!!
Reflexão:
A devoção à Santíssima Virgem Maria, invocada como Nossa Senhora Mãe dos Homens, surgiu  no país de Portugal, no século XVIII. Ela nasceu no meio dos franciscanos, começanco com Frei João de Nossa Senhora, do Convento de São Francisco das Chagas(de Assis), em Xabregas, um bairro de Lisboa. Frei João era um exímio pregador, um verdadeiro literato, chegando a ser conhecido como “o poeta de Xabregas”. Com esta facilidade de oratória, pregava sempre e em todo canto, empunhando sempre um crucifixo em suas mãos, convocando o povo à conversão e à volta para Deus por meio de Maria, a Senhora Mãe dos Homens.
Em nossa Cidade de Porto Feliz, no ano de 1700 foi edificada por Antonio Cardoso Pimentel a Capela em Honra a Nossa Senhora da Penha, primeira padroeira da cidade. Mas em 1744, os portofelicenses dão inícia a construção da sua Igreja Matriz, mas desta vez, rendidos a devoção franciscana à Nossa Senhora Mãe dos Homens, ela é escolhida a Padroeira de Porto Feliz. Em 1750 a nova Matriz é inaugura em honra a Nossa Senhora Mãe dos Homens.
Rememoramos hoje a história de nossa Padroeira, a origem de sua devoção, e queremos todos os dia 15 de cada mês celebrá-la como Mãe dos Homens, e por isto realizamos esta novena.

oração inicial
Virgem Puríssima, concebida sem pecado, que desde o primeiro instante fostes  toda cheia  de graça. Mãe de meu Deus, Rainha dos anjos e dos homens, eu vos saúdo como Mãe do meu Salvador. Dignai-vos receber as honras e veneração que nesta novena vos consagro. Vós sois o abrigo  seguro dos pecadores penitentes e assim tendo razão de recorrer a vós. Sois a Mãe de misericórdia e socorrei-me em minhas misérias. Sois, depois de Jesus Cristo, toda  a minha esperança e, por  isso, reconhecei a  terna confiança  que tenho em vós. Fazei-me digno de chamar-me  vosso  filho, para que possa  confiadamente dizer-vos: mostrai que sois minha Mãe.


Creio...
Vinde Espírito Santo...

1º dia - “Maria, aquela que foi escolhida”
Oração: Eis-me aqui, aos vossos pés, ó Virgem Imaculada, convosco me alegro sumamente, porque, desde a eternidade, fostes a eleita Mãe do verbo eterno e preservada da culpa original.  Eu bendigo e dou graças à Santíssima Trindade que vos enriqueceu com esse privilégio, em Vossa Conceição. Alcançai-me a graça de vencer  as consequências do pecado. Ó Senhora, fazei que nunca deixe de amar ao meu Deus.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

2º dia – “Maria, aquela que foi obediente”
Oração: Ó Maria, modelo de obediência! Eu me congratulo convosco, porque desde o primeiro instante da vossa Conceição fostes cheia de graça. Dou graças e adoro a Santíssima Trindade que vos concedeu tão sublime dom e aceitastes com obediência. Vós, que de graça celeste, fostes tão abundantemente enriquecida, reparti conosco e fazei-me participante dos tesouros que adquiristes em vossa Imaculada Conceição pela sua Santa Obediência.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...
 
3º dia – “Maria, temente ao Senhor”
Oração: Ó Maria, pela vossa Imaculada Conceição, esmagastes a cabeça da serpente  inimiga e fostes  concebida sem pecado. Dou graças e louvo à Santíssima Trindade que tal privilégio vos concedeu, e vos suplico que me alcanceis forças para superar todas as ciladas e traições do demônio e que continuemos Tementes ao Senhor como Vós tão bem sois. Ó Senhora, ajudai-me sempre e fazei que, com vossa proteção, sempre  vença o mal e chegue à salvação.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...
 
4º dia –“Maria, aquela que é exemplo”
Oração: Ó Maria, Virgem Imaculada, que recebestes as mais sublimes virtudes e todos os dons do Espírito Santo! Dou Graças e louvo  à Santíssima Trindade que vos  favoreceu com todos os privilégios. Suplico-vos, ó bondosa mãe, que me  alcanceis a prática das virtudes e me façais também digno de receber os dons e as graças do Espírito Santo, sendo como Vós oh Mãe de exemplo.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...
 
5º dia –“Maria, mulher sincera”
Oração: Ó Maria da verdade, o mistério de vossa Imaculada Conceição foi o princípio da salvação de todo o mundo. Dou graças e bendigo à Santíssima Trindade que assim engrandeceu e glorificou vossa pessoa. Peço-vos que me alcanceis a graça de saber aderir à Paixão e morte de vosso Filho Jesus, e que todo o amor a mim demonstrado na Cruz, seja do proveito para a minha vida e santificação, e que com sinceridade que como Vós consiga testemunhar.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...
 
6º dia –“Maria, mulher de amor”
Oração: Ó Maria Imaculada, Rainha dos anjos e Mãe dos Homens, pela fé no Senhor assumistes o plano de salvação de vosso Deus e Pai. Fazei com que compreendamos mais plenamente a vontade de Deus que quer salvar  a todos e levar-nos ao conhecimento da verdade. Agradecido, louvo à Santíssima Trindade que vos escolheu para tão grandiosa missão. Fazei com que tenhamos abertura de espírito para poder amar e distinguir a vontade do Pai e tenhamos a alegria que nos levará a participar com amor, em companhia dos anjos e santos, do Reino da glória.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...
 
7º dia –“Maria, a imaculada”
Oração:
Ó Maria, Virgem e Mãe Puríssima, Mãe dos Homens,  fostes sempre isenta e preservada de todo o pecado. Dou graças ao Pai que  realizou em Vós, em vista do Filho Jesus Cristo, pelo Espírito Santo, a maravilhosa obra da Encarnação do Verbo, concedendo-vos tão grande e especial privilégio. E, bendizendo a Deus, vos peço que nos alcanceis uma disposição para o bem e a graça Divina, e fortaleça contra o mal e o pecado.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

8º dia –“Maria, uma mulher de Fé”
Oração: Ó Maria, Senhora e Mãe dos Homens, em toda a vossa vida tivestes sempre um coração aberto para o bem, caridade e a Fé. Abrasai o meu coração de um imenso amor pela salvação da humanidade e fazei com que tenha sempre diante dos olhos o ideal da perfeição cristã para que,  correspondendo à vocação e aos planos Divinos, possa realizar em minha vida, para edificação do Reino de Cristo, o testemunho autêntido do homem de Fé que seja justo e santo.
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...

9º dia –“Maria, a forma mais sincera de Amor e Fé”
Oração: Ó Maria, Mãe  da Igreja, Mãe dos Homens e modelo perfeito da igreja realizada em plenitude, velai pela comunidade portofelicense aqui reunida em nome de vosso Filho e fazei de todos os cristãos, instrumentos da paz no mundo. Que o nosso testemunho seja a oportunidade sincera de conversão daqueles que ainda não encontraram a Verdade do Evangelho. Dou graças e louvo Amorosamente à Santíssima Trindade que colocou em vosso coração a luz da graça e o amor ardente que vos elevaram a tão alta santidade. Que o vosso exemplo ilumine o nosso caminho para que todos na igreja cheguem com muita Fé à eterna bem-aventurança e possamos chegar à glória da eternidade!
Pai Nosso... Ave Maria... Glória ao Pai...


Oração Comunitária:
(intenções espontaneas)



OraçãoFinal:
Obrigado Senhor pela conclusão desta jornada, por mais um dia cumprimos nossos trabalhos e orações. Pedimos que nos envie em Missão Senhor, que retornemos  até o proximo encontro e que estejamos firmes no Seu caminho. Que a cada dia cosigamos ter forças e unção para propagar esta Santa Devoção a Nossa Senhora Mãe dos Homens. Queremos ser instrumentos de vossa Paz, levando ao meu irmão aquilo que Tu Queres: o Amor, a Fé! Queremos testemunhar a Cristo, que nós consigamos também dar os mesmos passos e frutos. Conceda-nos a sua Benção! Amém

Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo,
Amém

19 novembro 2010

A Opção Franciscana pelos Pobres

 

A pobreza vem crescendo em todo o mundo, não só nas regiões tradicionalmente pobres dos continentes do Sul, mas também nos países industrializados e ricos do Norte. Isto acontece embora se tenha acumulado aí uma riqueza nunca antes vista. Aparentemente se perdeu a medida exata e o sentido de uma justa distribuição.

Com Francisco, aprendemos que a situação pode ser diferente. Iniciou o seu caminho com uma pobreza radical, numa época em que a burguesia entrou no grande projeto capitalista devido à economia monetária emergente; um projeto que, olhado a partir das vítimas, trouxe tanta injustiça ao mundo. Francisco pôde andar pelo caminho da pobreza, porque “o Senhor lhe deu irmãos”. Com opção pelos pobres questiona a burguesia egoista, e mostra uma alternativa. Francisco, intuitivamente, sente que a sociedade emergente se baseia no princípio de apropriação, por um lado, mas pelo outro, de desapropriação. A consequência do bem-estar acumulado é sempre a pobreza de outros. Francisco, no entanto, identifica-se totalmente com os materialmente pobres e com o Cristo pobre. Ele acredita que a ânsia de possuir cada vez mais, impede o encontro com as pessoas e com Deus, pois os interesses trazem divisão entre as pessoas. As posses chegam a substituir as relações porque, segundo se diz, trazem mais segurança do que os seres humanos. O projeto franciscano, no entanto, quer que as pessoas se encontrem no mesmo nivel, tratando-se mutuamente como irmãos e irmãs.
Com esta visão de fraternidade, Francisco levou uma ideia bem revolucionária à visão de ordem social reinantes na Igreja e na sociedade da sua época. Não há senhores nem servos e não há diferença de classes. É a trilogia dos direitos e das obrigações do ser humano: “Liberdade, Igualdade, Fraternidade”. É precisamente esta fraternidade na qual Francisco pensava e, por isso, pertence, sem dúvida, aos autores intelectuais desta visão de uma humanidade de raiz cristã. Consequentemente, Francisco repudiou toda espécie de hierarquia nas relações entre ele e sua comunidade. “Nenhum irmão deve ocupar uma posição de poder ou um cargo, muito menos, entre os irmãos” – diz a Regra Não-bulada (RnB 5,9).
Esta é, precisamente, a visão de uma relação livre de dominação, mas de igualdade de direitos. Ele diz também como se consegue isto: os irmãos devem “servir e obedecer uns aos outros, de livre vontade, pelo amor do Espírito”. Isto quer dizer: escutar as necessdades dos outros, a vida da comunidade, estar atentos ao chamado de Deus, aqui e agora! Também aqui, se trata do caminho de Jesus que Francisco segue decididamente: acabar com os jogos de poder entre os adultos, acabar com as lutas pelo poder para obter os melhores lugares e posições, acabar com o temor ficar atrás.
Naturalmente, são necessárias regras e acordos dentro de uma comunidade, mas estes devem ser o mais simples possíveis. Portanto, devem ser evitados comportamentos dominantes, possessividadades, prepotências – esta é a visão de Francisco de Assis, a visão de uma humanidade fraternal. Mais ainda: para ele é importante uma democracia cosmo-ecológica com todos os seres criados. As relações com a natureza não devem ser relações de posse, mas sim de convivência e fraternidade. Tudo isto é derivado da pobreza vivida como forma de vida; a mesma possibilita o respeito e a veneração de todos os seres e elementos da Criação. Por isso, a pobreza desemboca numa liberdade imensa e numa alegria altruista em relação a todas as coisas.
Se esta concepção de uma vida fraternal, nesta terra, é tão fascinante, porque nós a consideramos pouco realista, embora a desejemos de todo o coração? O “louco de Deus” de Assis sentiu claramente que, a avidez por posses destroi a solidariedade, pondo em perigo a fraternidade entre os seres criados. Por este motivo, renunciou a toda propriedade, querendo que tudo fosse dividido e distribuido fraternalmente; foi também este o motivo de sua crítica ao poder e de sua reserva com relação às autoridades, no estado e na Igreja. Neste nosso tempo de uma distribuição não equitativa e de tão grande frieza social, esta visão franciscana em relação a Deus e às pessoas, é mais atual que nunca.
Andreas Müller OFM

Extraído de http://www.ccfmc.net/wPortugues/cbcmf/cbcmf-news/2010/2010_10_News.shtml acesso em 13 nov. 2010.
Foto: Homeless sleeping / Henrique Pinto. 2007. Disponível emhttp://commons.wikimedia.org/wiki/File:HomelessSleeping.jpg acesso em 13 nov. 2010.

18 novembro 2010

reflexão!


Onipotente, altíssimo, santíssimo Deus, pai santo e justo, Senhor e rei dos céus e da terra.Por vossa santa vontade e pelo vosso único filho, criastes no Espírito Santo, todos os seres espirituais e corporais, fizeste-nos à vossa imagem e semelhança (Gn. 1,26 - 2,15) e nos colocastes no paraíso e nós caímos por nossa culpa. Rendemo-vos graças, se por vosso Filho nos criastes, pelo mesmo verdadeiro e santo amor com que nos amastes (Jo 17,26) e fizestes nascer, como verdadeiro Deus e verdadeiro homem, da gloriosa, beatíssima, santa e sempre Virgem Maria, e quisestes que nós, cativos fôssemos remidos por sua cruenta morte na cruz. 

E damo-vos graças porque o vosso mesmo filho há de voltar na glória de sua majestade, para lançar ao fogo eterno os malditos que não quiserem fazer penitência e não vos reconheçam, e dizer a todos: Vinde, benditos do meu Pai, tomai posse do reino preparado para vós desde a criação do mundo (Mt. 25,34). 

Amém, Amém.

14 novembro 2010

Santa Isabel da Hungria


Padroeira da Ordem Terceira

Diz a lenda que Isabel foi invocada mesmo antes de nascer. Um vidente anunciou seu glorioso nascimento como estrela que nasceria na Hungria, passaria a brilhar na Alemanha e se irradiaria para o mundo. Citou-lhe o nome, como filha do rei da Hungria e futura esposa do soberano de Eisenach (Alemanha).

De fato, como previsto, a filha do rei André, da Hungria, e da rainha Gertrudes, nasceu em 1207. O batismo da criança foi uma festa digna de reis. E a criança recebeu o nome de Isabel, que significa repleta de Deus.

Ela encantou o reino e trouxe paz e prosperidade para o governo de seu pai. Desde pequenina se mostrou de fato repleta de Deus pela graça, pela beleza, pelo precoce espírito de oração e pela profunda compaixão para com os sofredores.


Tinha apenas quatro aninhos quando foi levada para a longínqua Alemanha como prometida esposa do príncipe Luís, nascido em 1200, filho de Hermano, soberano da Turíngia. Hermano se orientava pela profecia e desejava assegurar um matrimônio feliz para seu filho.

Dada a sua vida simples, piedosa e desligada das pompas da corte, concluíram que a menina não seria companheira para Luis. E a perseguiam e maltratavam, dentro e fora do palácio.

Luis, porém, era um cristão da fibra do pai. Logo percebeu o grande valor de Isabel. Não se impressionava com a pressão dos príncipes e tratou de casar-se quanto antes. O que aconteceu em 1221.

A Santa não recuava diante de nenhuma obra de caridade, por mais penosas que fossem as situações, e isso em grau heróico! Certa vez, Luis a surpreendeu com o avental repleto de alimentos para os pobres. Ela tentou esconder... Mas ele, delicadamente, insistiu e... milagre! Viu somente rosas brancas e vermelhas, em pleno inverno. Feliz, guardou uma delas.

Sua vida de soberana não era fácil e freqüentemente tinha que acompanhar o marido em longas e duras cavalgadas. Além disso, os filhos, Hermano, de 1222; Sofia, de 1224 e Gertrudes, de 1227.

Estava grávida de Gertrudes, quando descobriu que o duque Luis se comprometera com o Imperador Frederico II a seguir para a guerra das Cruzadas para libertar Jerusalém. Nova renúncia duríssima! E mais: antes mesmo de sair da Itália, o duque morre de febre, em 1227! Ela recebe a notícia ao dar à luz a menina.

Quando Luis ainda vivia, ele e Isabel receberam em Eisenach alguns dos primeiros franciscanos a chegar na Alemanha por ordem do próprio São Francisco. Foi-lhes dado um conventinho. Assim, a Santa passou a conhecer o Poverello de Assis e este a ter freqüentes notícias dela. Tornou-se mesmo membro da Familia Franciscana, ingressando na Ordem Terceira que Francisco fundara para leigos solteiros e casados. Era, pois, mais que amiga dos frades. Chegou a receber de presente o manto do próprio São Francisco!

Morto o marido, os cunhados tramaram cruéis calúnias contra ela e a expulsaram do castelo de Wartburgo. E de tal forma apavoraram os habitantes da região, que ninguém teve coragem de acolher a pobre, com os pequeninos, em pleno inverno. Duas servas fiéis a acompanharam, Isentrudes e Guda.

De volta ao Palácio quando chegaram os restos mortais de Luís, Isabel passou a morar no castelo, mas vestida simplesmente e de preto, totalmente afastada das festas da corte. Com toda naturalidade, voltou a dedicar-se aos pobres. Todavia, Lá dentro dela o Senhor a chamava para doar-se ainda mais. Mandou construir um conventinho para os franciscanos em Marburgo e lá foi morar com suas servas fiéis. Compreendeu que tinha de resguardar os direitos dos filhos. Com grande dor, confiou os dois mais velhos para a vida da corte. Hermano era o herdeiro legitimo de Luis. A mais novinha foi entregue a um Mosteiro de Contemplativas, e acabou sendo Santa Gertrudes! Assim, livre de tudo e de todos, Isabel e suas companheiras professaram publicamente na Ordem Franciscana Secular e, revestidas de grosseira veste, passaram a viver em comunidade religiosa. O rei André mandou chamá-las, mas ela respondeu que estava de fato feliz. Por ordem do confessor, conservou alguma renda, toda revertida para os pobres e sofredores.

Construiu abrigo para as crianças órfãs, sobretudo defeituosas, como também hospícios para os mais pobres e abandonados. Naquele meio, ela se sentia de fato rainha, mãe, irmã. Isso no mais puro amor a Cristo. No atendimento aos pobres, procurava ser criteriosa. Houve época, ainda no palácio, em que preferia distribuir alimentos para 900 pobres diariamente, em vez de dar-lhes maior quantia mensalmente. É que eles não sabiam administrar. Recomendava sempre que trabalhassem e procurava criar condições para isso. Esforçava-se para que despertassem para a dignidade pessoal, como convém a cristãos. E são inúmeros os seus milagres em favor dos pobres!

De há muito que Isabel, repleta de Deus, era mais do céu do que da terra. A oração a arrebatava cada vez mais. Suas servas atestam que, nos últimos meses de vida, frequentemente uma luz celestial a envolvia. Assim chegou serena e plena de esperança à hora decisiva da passagem para o Pai. Recebeu com grande piedade os sacramentos dos enfermos. Quando seu confessor lhe perguntou se tinha algo a dispor sobre herança, respondeu tranqüila: "Minha herança é Jesus Cristo !" E assim nasceu para o céu! Era 17 de novembro de 1231.

Sete anos depois, o Papa Gregório IX, de acordo com o Conselho dos Cardeais, canonizou solenemente Isabel. Foi em Perusa, no mesmo lugar da canonização de São Francisco, a 26 de maio de 1235, Pentecostes. Mais tarde foi declarada Padroeira das Irmãs da Ordem Franciscana Secular.

Frei Carmelo Surian, OFM

Extraído de http://www.franciscanos.org.br/v3/vidacrista/especiais/2010/stisabel/01.php acesso em 10 nov. 2010.
Ilustração: 800. Geburtstag der Heiligen Elisabeth von Thüringen (1207–1231) / Deutsche Post AG. 2007. Disponível em http://commons.wikimedia.org/wiki/File:DPAG_2007_2628_Elisabeth_von_Th%C3%BCringen.jpg acesso em 10 nov. 2010.

13 novembro 2010

III Semana pela Paz: fotos no Coronel

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Dia 27 de outubro, é o dia mundial de oração pela Paz, e em Porto Feliz, Ana Cândida celebrou este dia na Escola Municipal de Ensino Fundamental Coronel Esmédio. Fazendo tangran, bexigaço com gás helio e em seguida sendo soltos e um abraço de Paz, leitura da passagem de São Francisco e o lobo de Gubio.

Participando o Prefeito Claudio Maffei, o vice Julio Cesar e o Pastor Daniel Maddalena da Igreja Suprema Graça.

12 novembro 2010

Acontecerá no dia 15,
a missa mensal em devoção a
Nossa Senhora Mãe dos Homens

Local igreja matriz
Nossa Senhora Mãe dos Homens
no centro de Porto Feliz, às 19h !!!

04 novembro 2010

O MISTÉRIO DA MORTE

 

O MISTÉRIO DA MORTE

Dentre todos os mistérios que nos cercam, a vida e a morte, naturalmente, são os mais experimentados por nós a cada instante e são também os que nos dão o real sentido de todos os outros mistérios. Mesmo assim, tudo continua Mistério insondável, incompreensível, inviolável, pois, o nosso saber em nada muda os mistérios do Senhor, porque a Sua Sabedoria é Única e para sempre e ninguém fora do Espírito Santo, pode sondá-la. No entanto, quando a Ele nos aliamos, nos unimos à Fonte Inesgotável do seu Amor, e é isso que nos faz permanecer para além da finitude que vivemos.

O ser humano, em sua naturalidade, só pode conhecer a Deus por meio de suas obras; é o que nos ensina São Paulo: “Desde a criação do mundo, as perfeições invisíveis de Deus, o seu sempiterno poder e divindade, se tornam visíveis à inteligência, por suas obras; de modo que não se podem escusar”. (Rom 1,20). E ainda: “Porquanto o que se pode conhecer de Deus os homens o leem em si mesmos, pois Deus lho revelou com evidência”. (Rom 1,19).

Ora, tudo o que Deus criou é bom, por isso, criou para a eternidade; não viver essa verdade é distorcer os dons de Deus, é torná-los impotentes, é como que andar na contramão desses mesmos dons e chegar a lugar nenhum por nós mesmos, ou seja, é retroceder; mas não tem como, porque o dinamismo do Senhor não nos deixa parados até que todos tenham o encontro definitivo com Ele no dia eterno e esse encontro, indubitavelmente, passa pelo mistério da morte.

Então, como desvendar esse mistério? Ou como entendê-lo? Todo mistério só pode ser especialmente compreendido e vivido por meio da fé; não a fé natural, pois esta existe em vista da fé sobrenatural, dom do Espírito Santo de Deus, recebida no batismo, como nos ensinou Jesus: “Em verdade, em verdade te digo: quem não renascer da água e do Espírito não poderá entrar no Reino de Deus. O que nasceu da carne é carne, e o que nasceu do Espírito é espírito”. (Jo 3,5-6). Ou seja, trata-se do nascimento na ordem da graça, isto é, para a vida eterna. Assim e somente assim, pela ação do Espírito Santo, conhecemos esse mistério, acreditamos em Jesus e experimentamos a sua ressurreição.

Então, o que é a morte para nós cristãos? Escutemos o Senhor Jesus: “Não se perturbe o vosso coração. Credes em Deus, crede também em mim. Na casa de meu Pai há muitas moradas. Não fora assim, e eu vos teria dito; pois vou preparar-vos um lugar. Depois de ir e vos preparar um lugar, voltarei e tomar-vos-ei comigo, para que, onde eu estou, também vós estejais. E vós conheceis o caminho para ir aonde vou. Disse-lhe Tomé: Senhor, não sabemos para onde vais. Como podemos conhecer o caminho? Jesus lhe respondeu: Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim”. (Jo 14,1-6). Ou seja, o Batismo nos une a Cristo e uma vez unidos ao Senhor e fiéis ao seu chamado, temos a certeza de que por sua ressurreição nos ressuscitará também e nos conduzirá ao Reino dos Céus, morada definitiva dos redimidos. Portanto, para nós cristãos, a morte foi vencida por Jesus Cristo, o Filho de Deus Vivo, e tornou-se Páscoa, isto é, passagem, encontro definitivo com o Senhor e Salvador de nossa vida.

Por fim, uma palavra de exortação de São Paulo para nós que estamos aqui vivendo este mistério: “Meu ardente desejo e minha esperança são que em nada serei confundido, mas que, hoje como sempre, Cristo será glorificado no meu corpo (tenho toda a certeza disto), quer pela minha vida quer pela minha morte. Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro”. (Fil 1,20-21).

...

Mas, atenção: “Não procureis a morte por uma vida desregrada, não sejais o próprio artífice de vossa perda. Deus não é o autor da morte, a perdição dos vivos não lhe dá alegria alguma. Ele criou tudo para a existência, e as criaturas do mundo devem cooperar para a salvação. Nelas nenhum princípio é funesto, e a morte não é a rainha da terra, porque a justiça é imortal. Mas, (a morte), os ímpios a chamam com o gesto e a voz. Crendo-a amiga, consomem-se de desejos, e fazem aliança com ela; de fato, eles merecem ser sua presa”. (Sb 1,12-16).

...

Paz e Bem!

Frei Fernando,OFMConv.

 

fonte:http://brasilfranciscano.blogspot.com/2010/11/o-misterio-da-morte.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+BrasilFranciscano+%28Brasil+Franciscano%29

em 4/11/2010 17h25m

01 novembro 2010

III Semana pela Paz e Não Violência – encerrou no sábado dia 30

A Semana pela Paz e Não Violência é organizada pela Fraternidade Franciscana São Maximilinao, e pelo 3º ano consecutivo a programação da Semana ganha as ruas.

Veja como foi a programação:

Segunda-feira reza do terço na Casa da dona Cida Barnabé.

Terça-feira visita aos vereadores na Câmara dos Vereadores e uso da Tribuna Livre por Ana Cândida, que falou um pouco da Semana de Oração pela Paz e Não violência em Porto Feliz, além de ler o episódio de São Francisco e o lobo de Gúbio.

Quarta-feira de manhã foi a vez da creche Violeta participar com músicas, orações, pintura de desenhos símbolos da Paz e bexigaço na quadra. No Coronel Esmédio, o evento no pátio contou com a participação do prefeito Claudio Maffei, vice Julio Bronze e o Pastor Daniel Maddalena da Igreja Suprema Graça. A noite aconteceu um encontro na Gruta Nossa Senhora de Lourdes, com músicas, orações e reflexão.

Sexta-feira na Casa da Cultura aconteceu o Sarau Franciscano, momento cultural e já considerado como tradicional. Sempre é um sucesso.

A semana encerrou na Igreja Matriz Nossa Senhora Aparecida, com a Santa Missa presidida pelo pe Washington, com diácono Valmir e ministros extraordinários da Eucaristia. Na entrada foram distribuídos lenços brancos perfumados e o texto São Francisco e o lobo de Gúbio.

Foi a primeira vez que a fraternidade teve contato com o Pe Washington, que assumiu a paróquia nodia 27 de agosto de 2010. O padre fez questão de acolher a fraternidade. Nesta noite, pedimos Paz, para nossas famílias e nossa querida cidade de Porto Feliz.

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Glória

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Entrada da Bíblia

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Liturgia da Palavra

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Ofertório

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Oração Eucarística

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