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Paz e Bem


















































Que o Serviço de Animação Vocacional revisite os nutrientes de nossa escolha. Há urgência de tomar consciência de nossa Vocação Franciscana e Missão em anunciar a Boa Nova a nossos contemporâneos.
É TEMPO DE SONHAR! O pior que pode acontecer a uma pessoa é deixar de sonhar. Que sonhos?
►Uma vida franciscana mais contemplativa, aberta ao sopro do Espírito. Uma vida franciscana que se converta em grito profético do Absoluto de Deus, num mundo onde se multiplicam ídolos.
►Uma vida franciscana fiel às suas inspirações
►Uma vida franciscana corajosa e criativa! Que não abrace o medo, a passividade, a instalação e o conformismo.
► Uma vida franciscana que, como Francisco de Assis, capte a desumanização de nosso tempo e com coragem mova-se para a periferia, para a fronteira e abrace novamente os leprosos.
►Uma vida franciscana profética que se converta em paixão, em experiência fundante de vida, em urgente necessidade de anunciar o rosto misericordioso de Deus, a fraternidade, a reconciliação, a paz e a solidariedade. VAMOS SONHAR COM UMA VIDA FRANCISCANA QUE SE CONVERTA EM MEMÓRIA TESTEMUNHAL DA TERNURA DE NOSSO DEUS E DA FORÇA DO SEU ESPÍRITO!
► Uma vida franciscana samaritana num mundo de pessoas deixadas pelo caminho, feridas, meio mortas, violentadas e inseguras.
► Uma vida franciscana inserida, inculturada, exigente de desprendimento e de um grande amor pelas pessoas, uma vida franciscana GERADORA DE UMA CULTURA DE VIDA E GERADORA DA CIVILIZAÇÃO DO AMOR!
►Uma vida franciscana que ofereça espaços de encontro, de acolhida, de gratuidade, de festa, de partilhas serenas e alegres. UMA VIDA FRANCISCANA QUE SEJA MEMÓRIA PROVOCATIVA DO ANSEIO VITAL QUE ENVOLVE O CORAÇÃO DE TODA PESSOA FEITA PARA VIVER COM OS OUTROS, E NÃO À MARGEM DOS OUTROS!
►Uma vida franciscana pobre, um coração condividido na alegria, com diálogo, discernimento e querer de Deus.
►Uma vida franciscana lúcida, capaz de olhar distante, para ver o que muita gente não vê, cheia de imaginação e ousadia, capaz de comprometer-se na busca de formas alternativas de vida.
►Uma vida franciscana que, como Francisco, seja uma Primavera na Igreja = símbolo, sinal, parábola e profecia do Reino.
►Uma vida franciscana que caminhe despojando-se de tudo que a impeça de caminhar na direção de Francisco e tudo o que ele construiu há 800 anos. UMA VIDA FRANCISCANA QUE CRIE ODRES NOVOS PARA UM VINHO NOVO !!!
Uma vida franciscana que avance, sem nada de próprio, seguindo o Senhor da História, com um fogo e paixão que nos queime por dentro!
O SENHOR SABERÁ FAZER HOJE, GRANDES COISAS, COM OS HUMILDES DE CORAÇÃO, COMO AS FEZ, HÁ 800 ANOS, COM FRANCISCO E CLARA DE ASSIS!
PAZ E BEM
Frei Vitório Mazzuco Filho, OFM




SUA ORIGEM
São Francisco nasceu no ano de 1181 ou 1182, em Assis, na Itália.
A data exata não se sabe. Ao ser batizado, ele recebeu da mãe o nome de João. Na Idade Média, o nome João ou Joana, por uma grande devoção a São João Batista, era muito popular.
Havia também o costume de, às vezes, a pessoa trocar de nome e o nome de batismo ficar esquecido.
Foi o que aconteceu com Francisco de Assis.
Ele recebeu, no Batismo, o nome João. Porém, o seu pai, Pedro di Bernardone, por gostar muito da França, onde fazia bons negócios, comprando tecidos para vender em Assis, não estando presente na ocasião do seu Batismo, mudou o nome de João para Francisco, prevalecendo este nome. Coisa parecida aconteceu com o nome da mãe de São Francisco: nós a conhecemos pelo nome de Pica, mas é porque ela nasceu numa região da França chamada Picardia.
O seu nome era Joana. Francisco teve também um irmão, chamado Ângelo, de quem pouco se sabe.
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Novamente, o Catecismo:
953 - A comunhão da caridade. Na "comunhão dos santos" "ninguém de nós vive e ninguém morre para si mesmo" (Rm 14,7). "Se um membro sofre, todos os membros compartilham seu sofrimento; se um membro é honrado, todos os membros compartilham sua alegria. Ora, vós sois o Corpo de Cristo e sois seus membros, cada um por sua parte" (1Cor 6-27). "A caridade não procura seu próprio interesse" (1 Cor 13,5) O menor dos nossos atos praticado na caridade irradia em benefício de todos, nesta solidariedade com todos os homens, vivos ou mortos, que se funda na comunhão dos santos. Todo pecado prejudica esta comunhão.
O papel superlativo do amor vê-se também quando se compara com a longanimidade, ou seja, suportar pacientemente o mal ou a provocação. Ser longânime significa ser paciente, bem como vagaroso em irar-se. O que torna as pessoas impacientes e prontas a irar-se? Não é a falta de amor? Contudo, o bom Deus é longânime e "tardio em irar-se". (Êxodo 34,6; Lucas 18,7) Por quê? Porque nos ama e "não deseja que alguém pereça". — 2Pedro 3,9.
O Catecismo diz:
1823 - Jesus fez da caridade o novo mandamento. Amando os seus "até o fim" (Jo 13,1), manifesta o amor do Pai que Ele recebe. Amando-se uns aos outros, os discípulos imitam o amor de Jesus que eles também recebem. Por isso diz Jesus: "Assim como o Pai me amou, também eu vos amei. Permanecei em meu amor" (Jo 15,9). E ainda: "Este é o meu preceito: Amai-vos uns aos outros como eu vos amei" (Jo 15,12).
Já vimos por que o amor é maior do que a fé, e as razões fornecidas aplicam-se aos demais frutos do Espírito, isto é, a benignidade, a bondade, a brandura e o autodomínio. Todas estas são qualidades necessárias, nas não nos beneficiarão sem o amor, como Paulo observou em 1Coríntios 13,3: "e ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará." Por outro lado, é o amor que produz qualidades como a benignidade, a bondade, a fé, a brandura e o autodomínio. Assim, Paulo acrescentou que o amor é benigno e que "suporta todas as coisas, acredita todas as coisas, espera todas as coisas, persevera em todas as coisas". Sim, o "amor nunca falha". (1Coríntios 13,4.7.8) Tem-se dito acertadamente que os outros frutos do espírito são manifestações, ou variados aspectos, do amor, o primeiro mencionado. Assim sendo, dos nove frutos do espírito o amor é, deveras, o maior.
CONGREGAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO CATÓLICA
CARTA CIRCULAR Nº 520/2009
AOS PRESIDENTES DAS CONFERÊNCIAS
EPISCOPAIS SOBRE O ENSINO
DA RELIGIÃO NA ESCOLA
Roma, 5 de Maio de 2009
Eminência/Excelê
A natureza e o papel do ensino da religião na escola tornou-se objecto de debate e, nalguns casos, de novas legislações civis, que tendem a substituí-lo por um ensino do facto religioso de natureza multiconfessional ou de ética e cultura religiosa, mesmo contra as escolhas e direcção educativa que os pais e a Igreja procuram dar à formação das novas gerações.
Por isso, com a presente Carta Circular, destinada aos Presidentes das Conferências Episcopais, esta Congregação para a Educação Católica retém necessário recordar alguns princípios, que são aprofundados no ensinamento da Igreja, a clarificação e a norma acerca do papel da escola na formação católica das novas gerações; a natureza e a identidade da escola católica; o ensino da religião na escola; a liberdade de escolha da escola e do ensino religiosa confessional.
I. O papel da escola na formação católica das novas gerações
1. A educação apresenta-se hoje como uma tarefa complexa, desafiada pelas rápidas mudanças sociais, económicas e culturais. A sua missão específica permanece a formação integral da pessoa humana. Às crianças e aos jovem deve ser garantida a possibilidade de desenvolver harmoniosamente as próprias qualidades físicas, morais, intelectuais e espirituais. Os mesmos devem ser ajudados a adquirir um sentido mais perfeito da responsabilidade, a apreender o recto uso da liberdade e a participar activamente na vida social (cfr c. 795 Código de Direito Canónico [CIC]; c. 629 Código dos Cânones das Igrejas Orientais [CCEO]). Um ensino que desconhecesse ou marginalizasse a dimensão moral e religiosa da pessoa constituiria um obstáculo para uma educação completa, porque as "crianças e os adolescentes têm direito de serem estimulados a estimar rectamente os valores morais e a abraçá-los pessoalmente, bem como a conhecer e a amar Deus mais perfeitamente"
2. Uma tal educação requer o contributo de vários sujeitos educativos. Os pais, porque transmitiram a vida aos filhos, são os primeiros e principais educadores (cfr GE 3; João Paulo II, Exortação apostólica Familiaris consortio [FC], 22 de Novembro de 1981, 36; c. 793 CIC; c. 627 CCEO). Com a mesma razão, compete aos pais católicos cuidar da educação cristã dos seus filhos (c. 226 CIC; c. 627 CCEO). Nesta primordial tarefa os pais têm necessidade da ajuda subsidiária da sociedade civil e de outras instituições. Na verdade, "a família é a primeira, mas não a única e exclusiva comunidade educativa" (FC 40; cfr GE 3).
3. "Entre todos os meios de educação, tem especial importância a escola" (GE 5), que constitui o "principal auxílio aos pais para o desempenho do seu múnus de educar" (c. 796 §1 CIC), particularmente para favorecer a transmissão da cultura e a educação à vida com os outros. Nestes âmbitos, em concordância também com a legislação internacional e dos direitos do homem, "deve ser absolutamente assegurado o direito dos pais à escolha de uma educação conforme à sua fé religiosa" (FC 40). Os pais católicos "confiem os filhos às escolas em que se ministre educação católica; se não o puderem fazer, têm obrigação de procurar que fora das escolas se proveja à devida educação católica dos mesmos" (c. 798 CIC).
4. O Concílio Vaticano II recorda aos pais "o grave dever que lhes incumbe de tudo disporem, ou até exigirem", para que os seus filhos possam receber uma educação moral e religiosa e "progredir harmonicamente na formação cristã e profana. Por isso, a Igreja louva aquelas autoridades e sociedades civis que, tendo em conta o pluralismo da sociedade actual e atendendo à justa liberdade religiosa, ajudam as famílias para que a educação dos filhos possa ser dada em todas as escolas segundo os princípios morais e religiosos das mesmas famílias" (GE 7).
Em síntese:
- A educação apresenta-se hoje como uma tarefa complexa, vasta e urgente. A complexidade actual arrisca-se a perder o essencial: a formação da pessoa humana na sua integralidade, em particular relativamente à dimensão religiosa e espiritual.
- A acção educativa, mesmo sendo realizada por vários sujeitos, tem nos pais os primeiros responsáveis da educação.
- Tal responsabilidade exerce-se também no direito de escolher a escola que garanta uma educação segundo os próprios princípios religiosos e morais.
II. Natureza e identidade da escola católica: direito a uma educação católica para as famílias e para os alunos. Subsidiariedade e colaboração educativa.
5. A escola tem um papel particular na educação e na formação. No serviço educativo escolar distinguiram-
6. Uma escola católica caracteriza-
7. Deste modo, está assegurado o direito das famílias e dos alunos a uma educação autenticamente católica e, ao mesmo tempo, se atinja os outros fins culturais e de formação humana e académica dos jovens, que são próprios de qualquer escola (cfr c. 634 §3 CCEO; c. 806 §2 CIC).
8. Mesmo sabendo o quanto seja hoje problemático, é desejável que, para a formação da pessoa, exista uma grande sintonia educativa entre a escola e a família, a fim de evitar tensões ou fracturas no projecto educativo. É então necessário que exista uma estreita e activa colaboração entre os pais, professores e directores das escolas, e é oportuno favorecer os instrumentos de participação dos pais na vida escolar através de associações, reuniões, etc. (cfr. c. 796 §2 CIC; c. 639 CCEO).
9. A liberdade dos pais, das associações e instituições intermédias e da própria hierarquia da Igreja em promover escolas com identidade católica constituem um exercício do princípio de subsidiariedade. Este princípio exclui "o monopólio do ensino, que vai contra os direitos inatos da pessoa humana, contra o progresso e divulgação da própria cultura, contra o convívio pacífico dos cidadãos e contra o pluralismo que vigora em muitíssimas sociedades de hoje" (GE 6).
Em síntese:
- A escola católica é verdadeiro e próprio sujeito eclesial em razão da sua acção escolar em que se baseiam harmonicamente a fé, a cultura e a vida.
- Essa está aberta a todos aqueles que desejam partilhar o projecto educativo inspirado dos princípios cristãos.
- A escola católica é expressão da comunidade eclesial e a sua catolicidade é garantida pelas competentes autoridades (o Ordinário do lugar).
- Assegura a liberdade de escolha dos pais e é expressão do pluralismo escolar.
- O princípio de subsidiariedade regula a colaboração entre a família e as várias instituições dedicadas à educação.
III. O ensino da religião nas escolas
a) Natureza e finalidade
10. O ensino da religião na escola constitui uma exigência da concepção antropológica aberta à dimensão transcendental do ser humano: é um aspecto do direito à educação (cfr c. 799 CIC). Sem esta disciplina, os alunos estariam privados de um elemento essencial para a sua formação e desenvolvimento pessoal, que os ajuda a atingir uma harmonia vital entre a fé e a cultura. A formação moral e a educação religiosa favorecem também o desenvolvimento da responsabilidade pessoal e social e demais virtudes cívicas, e constituem então um relevante contributo para o bem comum da sociedade.
11. Neste sector, numa sociedade pluralista, o direito à liberdade religiosa exige a garantia da presença do ensino da religião na escola e a garantia que tal ensino seja conforme às convicções dos pais. O Concílio Vaticano II recorda: "[Aos pais] cabe o direito de determinar o método de formação religiosa a dar aos filhos, segundo as próprias convicções religiosas. (...) Violam-se os direitos dos pais quando os filhos são obrigados a frequentar aulas que não correspondem às convicções religiosas dos pais, ou quando se impõe um tipo único de educação, do qual se exclui totalmente a formação religiosa" (Declaração Dignitatis humanae [DH] 5; cfr c. 799 CIC; Santa Sé, Carta dos direitos da família, 24 de Novembro de 1983, art. 5, c-d). Esta afirmação encontra correspondência na Declaração universal dos direitos do homem (art. 26) e em tantas outras declarações e convenções da comunidade internacional.
12. A marginalização do ensino da religião na escola equivale, pelo menos em prática, a assumir uma posição ideológica que pode induzir ao erro ou produzir um prejuízo para os alunos. Além disso, poder-se-ia também criar confusão ou gerar um relativismo ou indiferentismo religioso se o ensino da religião estivesse limitado a uma exposição das várias religiões de modo comparativo e "neutro". A propósito, João Paulo II explicava: "A questão da educação católica compreende (…) o ensino religioso no âmbito mais alargado da escola, seja ela católica ou do estado. A tal ensino têm direito as famílias dos crentes, que devem ter a garantia que a escola pública – exactamente porque aberta a todos – não só não ponha em perigo a fé dos seus filhos, mas antes complete, com adequado ensino religioso, a sua formação integral. Este princípio está enquadrado no conceito de liberdade religiosa e do Estado verdadeiramente democrático que, enquanto tal, isto é no respeito da sua profunda e verdadeira natureza, se coloca ao serviço dos cidadãos, de todos os cidadãos, no respeito dos seus direitos e da suas convicções religiosas" (Discurso aos Cardeais e aos colaboradores da Cúria Romana, 28 de Junho de 1984).
13. Com estes pressupostos, compreende-se que o ensino da religião católica tem a sua especificidade na relação com as outras matérias escolares. Na verdade, como explica o Concílio Vaticano II: " a autoridade civil, que tem como fim próprio olhar pelo bem comum temporal, deve, sim, reconhecer e favorecer a vida religiosa dos cidadãos, mas excede os seus limites quando presume dirigir ou impedir os actos religiosos" (DH 3). Por estes motivos compete à Igreja estabelecer os conteúdos autênticos do ensino da religião católica na escola, que garanta diante dos pais e dos próprios alunos a autenticidade do ensino que se transmite como católico.
14. A Igreja reconhece esta tarefa como o seu ratione materiae e reivindica-o como sua própria competência, independentemente da natureza da escola (estatal ou não estatal, católica ou não católica) em que é ensinada. Por isso, "está sujeita à autoridade da Igreja (…) a instrução e a educação religiosa católica que se ministra em quaisquer escolas (…); compete à Conferência episcopal estabelecer normas gerais de acção nesta matéria, e ao Bispo diocesano regulamentá-la e vigiar sobre ela" (c. 804 §1 CIC; cfr também, c. 636 CCEO).
b) O ensino da religião na escola católica
15. O ensino da religião na escola católica identifica o seu projecto educativo: De facto, "o carácter próprio e a profunda razão de ser das escolas católicas, aquilo por que os pais católicos as devem preferir é precisamente a qualidade de o ensino religioso ser integrado na educação dos alunos" ( João Paulo II, Exortação apostólica Catechesi tradendae, 16 de Outubro de 1979, 69).
16. Nas escolas católicas também deve ser respeitada, como noutros lugares, a liberdade religiosa dos alunos não católicos e dos seus pais. Evidentemente, isso não impede o direito-dever da Igreja "de ensinar e testemunhar publicamente, por palavra e por escrito a sua fé", tendo em conta que "na difusão da fé religiosa e na introdução de novas práticas, deve sempre evitar-se todo o modo de agir que tenha visos de coacção, persuasão desonesta ou simplesmente menos leal" (DH 4).
c) Ensino da religião católica sob o perfil cultural e relação com a catequese
17. O ensino escolar da religião enquadra-se na missão evangelizadora da Igreja. É diferente e complementar da catequese na paróquia e de outras actividades, tais como a educação cristã familiar ou as iniciativas de formação permanente dos fiéis. Além do âmbito em que cada uma é ensinada, são diferentes as finalidades que se estabelecem: a catequese propõe-se promover a adesão pessoal a Cristo e o amadurecimento da vida cristã nos seus vários aspectos (Cfr Congregação para o Clero, Directório geral para a catequese [DGC], 15 de Agosto 1997, nn 80-87); o ensino escolar da religião transmite aos alunos os conhecimentos sobre a identidade do cristianismo e da vida cristã. Além disso, o Papa Bento XVI, falando aos professores de religião, indicou a exigência de "ampliar os espaços da nossa racionalidade, reabri-la às grandes questões da verdade e do bem, unir entre si a teologia, a filosofia e as ciências, no pleno respeito pelos seus próprios métodos e pela sua autonomia recíproca, mas também na consciência da unidade intrínseca que as conserva unidas. A dimensão religiosa, com efeito, é intrínseca ao facto cultural, contribui para a formação global da pessoa e permite transformar o conhecimento em sabedoria de vida". Para tal fim contribui o ensinamento da religião católica, com o qual "a escola e a sociedade se enriquecem de verdadeiros laboratórios de cultura e de humanidade, nos quais, decifrando a contribuição do cristianismo, habilita-se a pessoa a descobrir o bem e a crescer na responsabilidade, a procurar o confronto e a apurar o sentido crítico, a inspirar-se nos dons do passado para compreender melhor o presente e projectar-se conscientemente para o futuro" (Discurso aos professores de religião, 25 de Abril de 2009).
18. A especificidade deste ensinamento não diminui a sua própria natureza de disciplina escolar; antes pelo contrário, a manutenção daquele status é uma condição de eficácia: "É necessário, portanto, que o ensino religioso escolar se mostre como uma disciplina escolar, com a mesma exigência de sistema e rigor que requerem as demais disciplinas. Deve apresentar a mensagem e o evento cristão com a mesma seriedade e profundidade com a qual as demais disciplinas apresentam seus ensinamentos. Junto a estas, todavia, o ensino religioso escolar não se situa como algo acessório, mas sim no âmbito de um necessário diálogo interdisciplinar" (DGC 73).
Em síntese:
- A liberdade religiosa é o fundamento e a garantia da presença do ensino da religião no espaço público escolar.
- Uma concepção antropológica aberta à dimensão transcendental é a sua condição cultural.
- Na escola católica o ensino da religião é característica irrenunciável do projecto educativo.
- O ensino da religião é diferente e complementar da catequese; por ser ensino escolar não requer a adesão de fé, mas transmite os conhecimentos sobre a identidade do cristianismo e da vida cristã. Além disso, ele enriquece a Igreja e a humanidade com laboratórios de cultura e humanidade.
IV. A liberdade educativa, liberdade religiosa e educação católica
19. Concluindo, o direito à educação e a liberdade religiosa dos pais e dos alunos exercem-se concretamente através de:
a) a liberdade de escolha da escola."Os pais, cujo primeiro e inalienável dever e direito é educar os filhos, devem gozar de verdadeira liberdade na escolha da escola. Por isso, o poder público, a quem pertence proteger e defender as liberdades dos cidadãos, deve cuidar, segundo a justiça distributiva, que sejam concedidos subsídios públicos de tal modo que os pais possam escolher, segundo a própria consciência, com toda a liberdade, as escolas para os seus filhos" (GE 6; cfr DH 5; c. 797 CIC; c. 627 §3 CCEO).
b) A liberdade de receber, nos centros escolares, um ensino religioso confessional que integre a própria tradição religiosa na formação cultural e académica própria da escola. "Os fiéis esforcem-se por que na sociedade civil as leis orientadoras da formação da juventude provejam também à educação religiosa e moral nas próprias escolas, de acordo com a consciência dos pais" (c. 799 CIC; cfr GE 7, DH 5). De facto, está sujeita à autoridade da Igreja a instrução e educação religiosa católica que vem ensinada em qualquer escola (cfr c. 804 §1 CIC; c. 636 CCEO).
20. A Igreja está consciente que em muitos lugares, agora como em tempos passados, a liberdade religiosa não é totalmente realizada, nas leis e na prática (cfr DH13). Nestas condições, a Igreja faz o possível para oferecer aos fiéis a formação de que precisam (cfr GE 7; c. 798 CIC; c. 637 CCEO). Ao mesmo tempo, de acordo com a própria missão (cfr Concílio Vaticano II, Constituição pastoral Gaudium et spes, 76), não deixa de denunciar a injustiça que acontece quando os alunos católicos e as suas famílias são privados dos próprios direitos educativos e é ferida a sua liberdade religiosa, e exorta todos os fiéis a empenhar-se para que tais direitos sejam realizados (cfr c. 799 CIC).
Esta Congregação para a Educação Católica está convencida que os princípios acima recordados podem contribuir para encontrar uma cada vez maior consonância entre a tarefa educativa, que é parte integrante da missão da Igreja, e a aspiração das Nações no desenvolvimento de uma sociedade justa e respeitosa da dignidade de cada homem.
Da sua parte a Igreja, exercendo a diakonia da verdade no meio da humanidade, oferece a cada geração a revelação de Deus da qual se pode apreender a verdade última sobre a vida e sobre o fim da história. Esta tarefa que não é fácil num mundo secularizado, habitado pela fragmentação do conhecimento e pela confusão moral, compromete toda a comunidade cristã e constitui um desafio para os educadores. Sustenta-nos, no entanto, a certeza – como afirma Bento XVI – que "as nobres finalidades […] da educação, fundadas sobre a unidade da verdade e sobre o serviço à pessoa e à comunidade, tornam-se um instrumento de esperança poderoso e especial" (Discurso aos educadores católicos, 17 de Abril de 2008).
Pedimos a Vossa Eminência /Excelência de dar a conhecer a quantos estão interessados no serviço e missão educativa da Igreja os conteúdos da presente Carta Circular.
Agradecendo-
Zenon Card. GROCHOLEWSKI,
Prefeito
Jean-Louis BRUGUÈS, O.P.,
Secretário
Por Fr. Almir Guimarães, ofm

O Maior dos Frutos do Espírito
Que Posição ocupa o amor entre os nove frutos do Espírito de Deus, mencionados em Gálatas 5,22. 23? Estes são "amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio". Com bom motivo Paulo alistou o amor em primeiro lugar. É o amor maior do que a alegria, a qualidade seguinte que ele menciona? Sim, pois não pode existir alegria duradoura sem amor. De fato, o mundo é tão sem alegria por causa do egoísmo, a falta de amor. Mas os católicos têm amor entre si, e amor a seu Pai celestial. Portanto, é somente natural que sejam alegres, e foi predito que `cantarão por terem o coração alegre'. — Isaías 65,14.
O Catecismo reza:
815 - Quais são estes vínculos da unidade? "Sobre tudo isso (está) a caridade, que é o vínculo da perfeição" (Cl
3,14). Mas a unidade da Igreja peregrinante é também assegurada por vínculos visíveis de comunhão:
* profissão de uma única fé recebida dos Apóstolos - (Parágrafo relacionado 173)
* a celebração comum do culto divino, sobretudo dos sacramentos;
* a sucessão apostólica, por meio do Sacramento da Ordem, que mantém a concórdia fraterna da família de Deus.
O amor é também maior do que outro fruto do Espírito, a paz. Por faltar amor, o mundo está cheio de fricções e de lutas. Mas o povo de Deus tem paz entre si, em toda a terra. Aplica-se no caso deles as palavras do salmista: "O próprio Deus abençoará seu povo com paz." (Salmo 29,11) Eles gozam desta paz porque têm a marca identificadora dos cristãos verdadeiros, a saber, o amor. (João 13,35) Somente o amor pode vencer todos os fatores divisórios, sejam eles de natureza racial, nacional ou cultural. Ele é "o perfeito vínculo de união". — Colossenses 3,14.
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Todos nós buscamos um sentido de vida...
Ninguém vive por acaso...
Talvez até viva...
Mas, quem nunca se questionou por alguma escolha?
Creio que, de certa forma, buscamos segurança interior...
Ou quem sabe a satisfação permanente do viver...
Porém, não podemos esquecer
que o modo de ser como pomos em prática os nossos projetos...
é que define o sucesso ou o fracasso de nossas escolhas...
Por isso, quem quer que sejamos...
precisamos da inspiração divina...
Porque pra tudo na vida,
se faz jus que Deus seja o ponto de partida
e de chegada dos nossos empreendimentos...
Nenhum projeto humano tem seu fim justo
se esse fim não for à maior glória de Deus...
Porque Deus em seu silêncio e invisibilidade...
é a única realidade que fundamenta os seres que criou...
Por isso, tudo em nós tem que ser amor...
Só e unicamente amor...
Perdido está quem não faz do viver
um permanente encontro com Deus...
Experiência única em cada instante vivido...
Em cada aspiração do sentido de vida...
Como é bom sentir-nos em Deus...
Como é agradável sermos movidos por seus dons...
e termos a certeza de que sua Vontade está sendo realizada...
Verdadeiramente realizada...
Visto que, as almas conduzidas pela Vontade de Deus...
nunca se enganam...
Porque a Luz de Sua Sabedoria as ilumina...
na vida infinda de oração...
Que nada mais é do que absorção
de todas as graças que precisamos...
para sermos e fazemos somente aquilo que convém
e nos mantém na salvação eterna...
"Ó abismo de riqueza, de sabedoria e de ciência em Deus!
Quão impenetráveis são os seus juízos
e inexploráveis os seus caminhos!
Quem pode compreender o pensamento do Senhor?
Quem jamais foi o seu conselheiro?
Quem lhe deu primeiro, para que lhe seja retribuído?
Dele, por ele e para ele são todas as coisas.
A ele a glória por toda a eternidade! Amém". (Rm 11,33-36).
Paz e Bem!
Coral Renascer
Segunda-feira 28/09
29/09 Terça-feira
Maior do que a Sabedoria, a Justiça e o Poder?
Consideremos a seguir os quatro atributos fundamentais de Deus: sabedoria, justiça, poder e amor. Pode-se também dizer que o amor é o maior destes? Certamente que sim. Por quê? Porque o amor é a força motivadora por trás do que Deus faz. É por isso que o apóstolo João escreveu: "Deus é amor." Sim, Deus é a personificação do amor. (1João 4,8.16) Em parte alguma das Escrituras lê-se que Deus é sabedoria, justiça, ou poder. O que se diz é que Deus possui tais qualidades. (Jó 12,13; Salmo 147,5; Daniel 4,37) Estes quatro atributos estão perfeitamente equilibrados Nele. Motivado pelo amor, Deus realiza seus propósitos usando, ou levando em conta, os outros três atributos.
Assim sendo, o que motivou Deus a criar o universo e as criaturas espirituais e humanas inteligentes? Foi a sabedoria, ou o poder? Não, pois Deus meramente usou sua sabedoria e seu poder na criação. Por exemplo, lemos: "O próprio Deus fundou a terra em sabedoria." (Provérbios 3,19) Ademais, seu atributo de justiça não exigia que ele criasse seres dotados de liberdade moral. O amor de Deus moveu-o a partilhar com outros as alegrias da existência inteligente. Foi o amor que encontrou um meio de remover a condenação que a justiça impôs à humanidade devido à transgressão de Adão. (João 3,16) Sim, e foi o amor que induziu Deus a desejar que a humanidade obediente tivesse a vida eterna com Ele. — Lucas 23,43.
Por causa do onipotente poder de Deus, não ousamos incitá-lo ao ciúme. Paulo perguntou: "`Estamos incitando Deus ao ciúme'? Será que somos mais fortes do que ele?" (1Coríntios 10,22) Naturalmente, Deus é "um Deus ciumento", não no mau sentido, mas em `exigir devoção exclusiva'. (Êxodo 20,5; King James Version) Quais cristãos, assombramo-nos com as muitas manifestações da incomensurável sabedoria de Deus. (Romanos 11,33-35) Nosso grande respeito pela Sua justiça deve levar-nos a ficar bem longe do pecado intencional. (Hebreus 10,26-31) Mas a amor é, inquestionavelmente

Neste mês de Setembro, celebramos o mês da Bíblia. Aqui em Porto Feliz, acontece já à alguns anos a Semana Bíblica, promovida pela Paróquia Nossa Senhora Mãe dos Homens.
Aqui em nosso blog, queremos promover um série com alguns tópticos pertinentes:
«Não houve coragem para dedicar um ano à Bíblia»