06 julho 2010

Ministros da Fraternidades presentes no encontro distrital

Em alguns momentos, os ministros das fraternidades participaram de momentos lindos de representação da presença (através de símbolos) das fraternidade que eles representavam. Oremos por eles, para que continuem com amor e fidelidade a Serviço de Deus!

Veja as fotos:

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O encontro distrital é anual, e ele reúne o 4º Distrito, cidades como Itu, Sorocaba, Porto Feliz, Conchas, Itapeva, Itapetininga, Botucatu, Itatinga…

Este encontro aconteceu no dia 27 de junho de 2010!

Paz e Bem

05 julho 2010

LEIGOS FRANCISCANOS


Fraternidades em estado de missão

Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM (*) 

Chamados a colaborar na construção da Igreja, como sacramento da salvação de todos os homens, e constituídos pelo Batismo e pela Profissão, testemunhas e instrumentos de sua missão, os franciscanos seculares anunciam Cristo pela vida e pela palavra ( cf. Regra 6). Seu apostolado preferencial é o testemunho pessoal no ambiente em que vivem e o serviço para a edificação do Reino de Deus nas realidades terrestres ( Constituições Gerais da OFS, art. 17, 1).
 
1. Vivemos no coração da Igreja. Nós, franciscanos, não formamos um grupo “à parte”.  Temos plena consciência de que nascemos no seio da Igreja,  de que Francisco nos queria ver servos e súditos desta mesma Igreja.  Pensamos na Igreja com seus representantes oficiais colocados aí pelo Espírito e pensamos nessa imensa Igreja, Corpo Místico de Cristo, essa Igreja povo de Deus que caminha através dos tempos tentando edificar o Reino de Deus, essa Igreja que é sacramento, sinal de um mundo novo que é maior do que ela. Alimentamo-nos da vida de Deus no seio da Igreja, somos fiéis ao que para nos determina o sucessor de Pedro e queremos encontrar caminhos novos.

2. Conhecemos as transformações que vive o mundo em nossos tempos e sabemos que também a Igreja busca caminhos novos. Temos em elevado apreço o Documento de Aparecida que nos convida a sermos discípulos missionários. Somos, no entanto, convidados a olhar a realidade. Ficamos perplexos com o esvaziamento de muitas de nossas paróquias e, ao mesmo tempo, com as massas que acorrem para certas manifestações religiosas empreendidas por pessoas com carisma. Temos a impressão que as famílias e os jovens escaparam de nós. Há uma séria diminuição de pessoas que pedem os sacramentos do batismo e do matrimônio.  Causa-nos admiração  um evento como a passeata dos homossexuais em São Paulo reunindo mais de três milhões de pessoas. Não conseguimos acompanhar as famílias e nossa pastoral dos jovens está estacionada.  Não se trata de querer ser pessimista, mas de olhar o que se passa.

3. Nossos grupos de franciscanos seculares vão fazendo sua caminhada. Há viçosas fraternidades novas, mais simples, com pessoas mais vocacionadas, grupos talvez menos  devocionalistas.  Lutamos pela conscientização do tema da identidade franciscana secular e aquele do senso de pertença.  Somos obrigados, no entanto, a reconhecer um generalizado envelhecimento de não poucas fraternidades.  Não desanimamos porque a obra não depende de nós. É do Senhor. Sempre confiantes no amanhã, porque está nas mãos de Deus e porque estamos unidos a Pedro e sua barca, temos, no entanto, o dever de nos interrogar a respeito de nossa vida e de nossa presença na Igreja.

4. Antes de mais nada temos o tesouro de nossas fraternidades e irmãos que se dispõem a servir, a lavar os pés uns dos outros e oferecerem seus préstimos ao evangelho. Na realidade constituímos um movimento de retorno ao Evangelho, quanto possível em sua pureza mais profunda.  Vivemos num mundo plural. Nossas fraternidades serão lugares de exame dos grandes temas da fé e do mundo. O que é crer? Esperar o quê? O que significa escutar o Senhor hoje?  Qual a missão do sacerdote?  Como receber os sacramentos em plena veracidade?  Nossas fraternidades precisam organizar dias de estudo, de aprofundados retiros. Somos convidados a pensar, discernir, não repetir por repetir. Não somos partidários de uma religião à la carte.  Na Igreja somos pessoas de reflexão e buscar colocar vida em nosso interior. Não queremos viver derramados nas coisas.

5. Num mundo individualista, a Ordem Franciscana Secular viverá intensamente a fraternidade. Não apenas uma fraternidade interna, mas aberta ao plural, aos que chegam em nossos territórios, em nossa vizinhança,  aos que conhecem percalços na vida no casamento, na falta de sentido de viver.  Os que nos vêem deveriam poder dizer: “Vede como eles se amam!”
6. Precisamos de leigos maduros.  Insistimos no adjetivo maduro.  A maturidade cristã e franciscana serão perseguidas com garra: leigos que sejam leigos, leigos que gostem de estudar e de aprofundar sua fé, leigos que respondam para si e para os outros as questões existências: Quem sou eu? De onde venho? Para onde vou? O que é viver com discípulo hoje?

7. Num mundo de mediocridade, num tempo em que se satisfaz apenas com as performances financeiras, sucesso exteriores os franciscanos seculares tendem à santidade.  Isto se manifesta no cotidiano de vidas despojadas, alegres, cheias de esperança.

8. Não podemos esperar que as pessoas cheguem a nós. Há pistas que precisam ser descobertas entre nossas fraternidades e as pessoas lá onde vivem.  Não seria esse o sentido de uma opção pela missão  e  pela evangelização? Leigos desejosos de seguir Francisco que se aproximam de nossas fraternidades sempre perguntarão: “O que vocês fazem pelos outros?”. Não querem apenas ser recebidos num ninho quente. 

9. O centro de tudo é Cristo, vivo,  ressuscitado, presente entre nós. Vivemos nele, nele existimos.  Sem pieguice vivemos uma vida cristã. Não podemos nos dar por satisfeitos com uma pastoral sem alma, burocrática, feita de eventos mais ou menos grandiloqüentes.  Não colaboraremos com um  pastoral meramente sacramenalista. Temos vontade, por vezes, de retomar o espírito de evangelização anterior à conversão de Constantino ao cristianismo.  Gostaríamos de poder ajudar a construir uma Igreja na lentidão da conversão.  Queremos dar a nossa colaboração para que os sacramentos sejam efetivamente epifania do divino. De modo especial batismo, eucaristia e matrimônio precisam ser recebidos como eventos transformadores de existências e não meros ritos de passagem.  Não queremos nos centrar na pastoral dos sacramentos, mas  sabemos que eles são expressão de uma conversão. Desejamos fazer com as pessoas redescubram de verdade a proximidade de Cristo nesses sacramentos que serão recebidos com plena consciência. Eles deixaram de ser evangélicos e se tornaram ritos sem vida.

10. Salvador Valadez Fuentes, autor mexicano, em seu Espiritualidade Pastoral – Como superar uma pastoral “sem alma” ( Paulinas, 2008) num texto corajoso e provocador  mostrando Paulo, como modelo de agente de pastoral,  fala daquilo que os cristãos e agentes de pastoral podem fazer: recuperar a radicalidade e a surpresa de ser cristãos e apóstolos;  cultivar um substrato de valores humanos onde se encarna a graça: coerência, sinceridade, lealdade, convicção, liberdade, desinteresse; respeitar e alentar os ritmos nos processos de fé e de conversão pessoal e comunitária;  valorizar a cruz como elemento fecundo e de autenticidade à nossa missão; saber viver no conflito;  promover a solidariedade eclesial em todos os níveis; centrar nossa vida cristã e ministério pastoral na fé, na esperança e na caridade, traduzidas em atitudes concretas;  ter uma visão eclesial enraizada  na Trindade como fundamento último de todo  ministério pastoral; urgir o aspecto missionário da fé;  entender e assumir a vida  cristã como um combate; encarnar, à maneira de Paulo, as atitudes fundamentais de um agente: força, valentia, liberdade, alegria, recuperar a consciência de ser enviados; não alimentar cobiças nem pretensão de glória; exercer a autoridade como serviço amável;  amar com um amor real até à morte, oferecer cuidados de bom pastor às comunidades”  ( p. 50).  Este texto nos fala de uma vida de missão e de pastoral cheia de mística, de fogo interior.

11. Estamos todos convencidos da importância da família em nossa vida pessoal. Como franciscanos seculares compreendemos bem  a problemática desta pequena célula do mundo. Não podemos nos sentir alheios ao tema. O amanhã da humanidade, no dizer de João Paulo II, passa pela família.  A Regra afirma: “Em sua família vivam o espírito franciscano de paz, de fidelidade e de respeito à vida, esforçando-se por fazer dela sinal de um mundo já renovado em Cristo. Os esposos, em particular, vivendo as graças do matrimônio, testemunhem no mundo o amor de Cristo por sua Igreja. Mediante uma educação cristã dos filhos, atentos à vocação de cada um, caminhem alegremente com eles em seu itinerário humano e espiritual”  (n.17). Evangelizar nossa família, a família dos filhos, as famílias de fora.  Na medida do possível seremos evangelizadores de nossa família e das famílias dos irmãos da fraternidade: uma comunidade de vida e de amor, indo do individualismo ao personalismo, lugar de encontro e de estruturação da pessoa, lugar de alimentação e de crescimento, espaço de acolhimento e de encontros,  Igreja doméstica sem pieguice.

12. Não podemos imaginar o amanhã da Igreja e da Ordem sem liderança capacitadas, homens e mulheres, capazes de ler os sinais dos tempos, pessoas que reflitam e que coloquem por escrito aquilo que é o fruto de suas preocupações com o homem e o mundo.  A Ordem Franciscana Secular terá  preocupação de ter irmãos que façam cursos que valham a pena e se coloquem no meio do fogo.

13. Somos fraternidades em estado de missão. A fraternidade é o coração de nosso carisma.  A primeira indicação dada pelo Senhor a respeito da credibilidade dos seus discipulos foi o famoso “vede como eles se amam”.  O primeiro testemunho é dado por uma vida autenticamente fraterna, tanto na primeira como na terceira ordem.  Deus nos ama, nos congrega e nos envia.  Um autor italiano, Domenico Paoletti, OFM Conv., escrevendo a respeito  da missão franciscana hoje no ocidente escreve: “A fé cristã encarnada no testemunho da fraternidade franciscana vivida com alegria e gosto é sinal luminoso de que evangeliza por irradiação e vive a missão mais como revelação do amor de Deus do que como um serviço funcional dirigido para particulares necessidades.  Assim, a missão franciscana é antes de tudo tornar presente e lembrar que a comunhão fraterna, enquanto tal, já é missão pelo fato de contribuir diretamente para a obra da nova evangelização” (Miscellanea Francescana, t. 109, p.424).   Mas atenção: uma fraternidade bem constituída, sinal do reino, levará também seus membros a ir dois a dois pelo mundo.  Embora, a fraternidade seja, no dizer de alguém, “narração humana do amor divino”, será preciso ir, sempre ir.

14. Referindo-se mais aos frades, o autor do precedente estudo, continua: “A fraternidade, coração do carisma e da missão franciscana, hoje goza de particular atenção  numa sociedade da técnica e dos relacionamentos friamente virtuais.  A missão para Francisco, na escola do evangelho, é sempre o andar “dois a dois”. Nunca envia um frade sozinho pelo mundo.  Os dois vão juntos reconciliados e levando reconciliação.   A missionariedade é conseqüência  da fraternidade “exodal” (de êxodo) e itinerante, características da fraternidade franciscana, que se põe em contraste com a tradicional  “stabilitas”. Para os frades menores o mundo é  seu claustro e cada homem seu irmão”  Ela foi querida por seu fundador  como “fraternidade extática” (em estado de êxtase) e não estática ou estética, como por vezes parece ser reduzida segundo cânones impostos pela cultura contemporânea da imagem: um frade com sandálias num claustro e cercado de gerânios.  O centro da fraternidade franciscana está fora dela: em Deus e além dos limites de nosso mundo local e auto-referencial (...) A missão é, na realidade fecunda, somente quando brota de uma vida fraterna de profunda espessura evangélica que dá ao mundo o testemunho do amor do Deus Trindade. A presença-provocação da  fraternidade franciscana hoje é uma verdadeira missão abrangente ao se apresentar como uma teologia narrativa do modo de amar de Deus. Trata-se de um “eloqüente” falar de Deus” (p. 425).

15. P. G. Cabra, citado pelo autor que mencionamos antes, escreve linhas contundentes sobre a fraternidade e sua ligação com o mistério da Trindade: “A um Deus comunhão corresponde uma igreja comunhão e tal exige a criação de comunidades fraternas, tanto as religiosas quanto as familiares, onde a realidade comunional se manifesta de forma legível. Uma Igreja sem fraternidades realizadas pode fazer a suspeita da pouca importância da Trindade. Que adianta confessar um Deus comunhão, quando na terra cada um  pensa nos seus sucessos, quando a dimensão fraterna é sobrepujada pela dimensão individualista, quando a fraternidade é  vista como um ideal abstrato, quando a eficiência imediata  torna-se a preocupação principal, colocando na sombra todas as intenções que partam da fraternidade” (. P. 425).

16. Que dizer ainda?  O amanhã de nossas fraternidades depende do hoje de nossos empenhos.  A casa construída na medida em que o Senhor age. Não somos donos de tudo. Mas sabemos que tudo, dependendo de Deus, depende também de nós. Trata-se voltar ao primeiro amor e sentir no fundo da alma uma vontade efetiva de ir, de conversar, confabular com o mundo que nos escapa : jovens, famílias, credos. Não podemos administrar apenas o caos, o mundo daqueles que hoje estão cansados.  Fraternidades missionárias, mas fraternidades que trabalhem na pastoral com discernimento e com espírito  crítico. Não se trata de uma mera sacramentalizaçao, mas de mostrar às pessoas um mundo do beleza que conseguimos vislumbrar com Francisco e seu gênero de vida.

(*) Frei Almir Ribeiro Guimarães, OFM
Assistente Nacional da OFS pela OFM e Assistente Regional do Sudeste III

04 julho 2010

CAMPANHA PELA SANTIFICAÇÃO DO CLERO BRASILEIRO

O Papa Bento XVI, promulgou no dia 19 de junho de 2009 a 19 de junho do ano de 2010,
que a Igreja deverá comemorar o Ano Sacerdotal.


Lançamos aqui Interceções Espirituais pela Santificação do Clero.


Reze conosco.Nossas intenções serão estas:


- Que os sacerdotes celebrem em suas paróquias a Missa na forma
litúrgica exata e fiel. Sem abusos litúrgicos.

- Que os nossos sacerdotes não sejam coniventes e nem omissos e combatam, com sua pregação,
sua oração e com o seu apostolado o progressismo, o modernismo e o relativismo.
.

- Que os sacerdotes formem adequadamente as famílias, orientando-os
quanto a tudo o que a Igreja ensina a respeito de contracepção, moral
sexual, famílias numerosas.

- Que os sacerdotes se convertam em apóstolos do confessionário, equiparando
o tamanho das filas da comunhão às do confessionário.


- Que os sacerdotes favoreçam as práticas devocionais em consonância com a tradição
da igreja e pela exposição do Santíssimo Sacramento semanalmente sempre que possível.

Que os sacerdotes tenham uma boa vida de oração, rezem, façam
meditação, tenham terço diário, celebrem piedosa e diariamente a
Missa,


- Que os sacerdotes preguem a doutrina católica

- Que os sacerdotes sejam fiéis obedientes ao Magistério e
valorosos defensores do Papa.


Oremos
Que Santa Maria Mãe de Deus
e da Igreja Rogue pelos Sacerdotes da Igreja de Cristo,

levando-os a plenitude santificadora, assim estes
estejam sempre conduzindo o povo de Deus,
os seus filhos a verdade que liberta,
Amém





Encontro do 4º Distrito/SP: Santa Missa

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Aconteceu na parte da manhã, antes do almoço, a Santa Missa como o momento maior do encontro de todas as fraternidade franciscanas do 4º Distrito!
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Leitores da Santa Missa
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Leitores da Santa Missa
A Santa Missa foi presidida pelo Assistente Espiritual Frei Constantino, em sua homilia ele destacou s formas inusitadas que Deus usa para chamar cada um, acabou citando o exemplo de Isaías que achava difícil para ele ser profeta. No caso de Oséias, outro profeta, teve que deixar tudo para profetizar. Elizeu, onde Elias inspirado pelo Espirito de Deus, foi chamá- lo para o profetismo jogando-lhe a Capa. A liturgia do dia abordou a vocação, que é um chamamento de Deus para o Cristão, onde Jesus é exigente, pois a vocação é algo muito importante para nossas vidas e para a Igreja, é uma questão decisiva.
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Leitores da Santa Missa
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Leitores da Santa Missa
Frei Constantino, em sua homilia, lembrou também a todos os presente, a Vocação Francisca, falou da necessidade de não se perder as origens, o primeiro Chamado – o primeiro AMOR, por isto é importante sempre manter animada as reuniões fraternas, sair das reuniões, dos salões paroquiais e por a mão no arado, a exemplo de São Francisco de Assis, que sempre tudo fez com Alegria, mesmo diante das dificuldade, nada lhe tirava a Perfeita Alegria.
Aceitar a vocação, é como Elizeu, ter que deixar tudo (que é velho, que é pecado), e partir para o Caminho do Serviço!
Antes de encerrar a meditação, Frei Constantino citou Paulo, que afirmava veementemente que o ensino de Cristo sob a Terra foi que ele renovou a Lei, pois a nossa Vocação é Livre, somos chamadas para a Liberdade, quanto mais nos aproximamos se identificando com Cristo, mais vivemos a vocação, mas somos felizes de Espírito, realizados!
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O resumo da Lei: “Amar a Deus e aos irmãos"! Assim termnou sua homilia. Frei Constantino, por obra do Santo Espírito conseguiu colocar em cada coração Franciscano.
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Paz e Bem!

03 julho 2010

Ecologia













Grito da vida, grito de Deus
Grita nossa mãe e irmã a Terra.
Grita cansada, ferida pela guerra.
Reverbera seu clamor
Pela sua própria dor.


E, por seu materno amor,
Clama também pelas criaturas,
Sua filhas e filhos que padecem
Porque esquecem a fraternal relação,
O laço umbical do coração.

Gritam os pobres do mundo
largados à mercê da sorte.
Migram temendo a morte
E clamam por trabalho e pão.

E Deus também grita
Compadecido,
Cheio da mais plena compaixão.
Deus grita solidariamente
Sendo companheiro dos inocentes.

O grito de Deus
É por quem já não tem voz
E tem o coração ferido
Pela fome, miséria e pelo abandono,
Pela bomba e pelo fuzil dos tiranos.

O grito de Deus
É por Lázaro nas escolas, faminto
A conformar-se com migalhas,
É por quem já esqueceu de gritar
E desaprendeu a viver e a lutar.

O grito de Deus é o grito das gentes,
Das plantas, dos animais,
Das águas, fontes, nascentes,
Do solo, do ar, do sol e muito mais,
De todos e todas que querem a paz.
Ouçam o grito que vem
Do nascente ao poente,
Do sul e do norte.

É a natureza que sente a morte
E grita anunciando que quer viver,
E seu valente querer faz eco
Ecologia: grito da vida, grito de Deus.
É o grito da terra e dos filhos seus.
Que reverbera de dentro do coração
Chamando-os para a ética
Do cuidado, do amor e da compaixão

02 julho 2010

Fraternidade Nossa Senhora de Lourdes Botucatu

Aconteceu em Botucatu, o encontro distrital de 2010 do 4º Distrito da ofs.

A todos ficou uma grande gratidão, pela carinhosa acolhida, pelo local confortável que foi escolhido, assim como também pela refeição que foi muito boa.

A Santa Missa, dinâmicas, músicas, palestra, tudo foi de acordo com a vontade do Pai, a exemplo de São Francisco.

Dia lindo, as fraternidades se reencontrando, muita conversa, muita risada, foi muito bom!

A todos da fraternidade de Porto Feliz que foram, ficaram gratos imensamente por este belo domingo!

Deus abençoe!

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01 julho 2010

A Paciência


 
A vitória é fruto de um trajeto de espera, de paciência e de certezas. É uma via de alegrias e tristezas, de ânimos, desânimos, mas que não pára por isto. Uma força positiva se faz sempre presente, não deixando que tudo termine antes da hora.
O mundo é chamado a cuidar da natureza, a valorizar a vida como o bem mais precioso. Isto só acontece quando temos em mente o verdadeiro sentido e valor da pessoa humana, que deve ser preservada como imagem e semelhança do Criador.
Não podemos eliminar a vida só porque ela é improdutiva, ou porque vive na situação de sofrimento. A atitude deve ser de solidariedade e paciência, levando em conta que “quem pensa estar de fé tome cuidado para não cair”.
No mundo, ninguém é melhor do que o outro. Todos nós devemos produzir frutos bons, cada um dentro de suas condições, mesmo levando consigo alguns traços de egoísmo e de falta de amor. É por isto que na quaresma se diz que “todos devemos converter-nos sempre”.
Nem sempre somos tão pacientes como acontece com a ação de Deus na História da Salvação. Temos em nós a presença do trigo e do joio, atitudes boas e más. O tempo é de purificação e de luta pela realização daquilo que gera e promove a vida.