08 abril 2010
Café da manhã: domingo de Páscoa
05 abril 2010
Domingo de Páscoa dia de Cristo Ressuscitado
Com o desejo e iniciativa do Pe Antônio Carlos Fernandes, conhecido entre os paroquianos da Nossa Senhora Mãe dos Homens, Pe Toninho, ele iniciou a procissão de Cristo Ressuscitado.
Tradicionalmente, a Semana Santa, tem como forte presença entre os Católicos, a Morte de Jesus, aqui, a procissão do Senhor Morto.
Domingo de Páscoa teve procissão de Cristo Ressuscitado!
Veja as fotos:
04 abril 2010
Ressuscitou
Caríssimos,
Feliz Páscoa do Senhor...
É feliz todo aquele que o ama e lhe dá toda sua vida...
A ressurreição de Cristo é a nossa maior certeza...
Porque em Seu Amor, Deus Pai o dispôs para ela, por isso, podemos contemplar desde já a nossa salvação, mesmo estando ainda neste vale de lágrimas, porque é em Cristo que também a experimentamos totalmente, como foi do agrado do Senhor...
Ninguém mais nos tirará o sabor dessa vitória, porque Cristo ressuscitado é a nossa maior esperança de glória (Col 1,27), pois Nele estão escondidos todos os tesouros da sabedoria e da ciência de Deus (Cf.Col 2,3)...
Jesus ressuscitou e nós somos suas testemunhas...
Feliz Páscoa!
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.
DOMINGO DE PÁSCOA
Domingo da Páscoa na Ressurreição do Senhor
1. Estamos em festa, portanto no Domingo da Ressurreição nenhum cristão pode ficar mais triste nem se sentir desamparado, pois algo de glorioso aconteceu: Cristo ressuscitou! Aleluia! Cabe-nos cantar jubilosos o grande sonho de Deus: que um dia ressuscitemos todos com o Cristo Senhor!
2. Todos os cristãos celebram neste dia a Ressurreição do Senhor.
" Passado o sábado, Maria de Magdala, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram perfumes para ir embalsamá-lo.
De manhã, ao nascer do sol, muito cedo, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro (...) Entrando no sepulcro, viram um jovem sentado à direita, vestido com uma túnica branca, e ficaram assustadas. Ele disse-lhes: «Não vos assusteis!
Buscais a Jesus de Nazaré, o crucificado? Ressuscitou; não está aqui»" Mc 16
SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO E A VIVÊNCIA DA LITURGIA
a) Hoje são proibidas todas as outras celebrações, e todas as Missas de defuntos.
b) Proibidas as Missas em oratórios privados.
c) A Missa do dia de Páscoa deve ser celebrada com grande solenidade. Em vez do ato penitencial, deve fazer-se a aspersão com água benzida (na Vigília), para recordar o batismo.
d) O círio pascal, a colocar junto do ambão ou do altar, deve acender-se nas celebrações litúrgicas mais solenes deste tempo, ou seja, na Missa, nas Laudes e nas Vésperas, até ao Domingo de Pentecostes.
Depois do Domingo de Pentecostes, o círio pascal deve manter-se em lugar de honra no batistério, para que, na celebração do batismo, nele se acendam as velas dos batizados. Nas exéquias, deve colocar-se o círio pascal junto do túmulo, para lembrar que a morte, para o cristão, é a sua verdadeira páscoa. Fora do Tempo da Páscoa o círio pascal não deve utilizar-se nem acender-se no presbitério.
e) Onde estiver em uso, conserve-se com toda a diligência ou, se for possível, introduza-se o
costume de celebrar, no dia de Páscoa, as Vésperas batismais. Ao celebrá-las, enquanto se cantam os salmos vai-se em procissão até à fonte batismal.
f) Com as Vésperas do Domingo da Ressurreição encerra-se o Tríduo Pascal.
REFLEXÕES BÍBLICO-PASTORAIS
1. Nexo entre as leituras
A fé na ressurreição do Senhor é o tema fundamental deste dia. "Esse é o dia que o Senhor fez: seja para nós dia de alegria e de felicidade", canta o salmo 117,24. É o domingo por excelência. É o dia em que Cristo expressou o seu poder soberano vencendo a morte e que, consequentemente, é motivo de alegria para todos os cristãos. Pedro, no seu discurso, proclama que Deus o mandou pregar ao povo e testemunhar a ressurreição de Cristo.
Os apóstolos são as testemunhas que viram o ressuscitado, que comeram e beberam com Ele. Eles receberam a missão de pregar que Cristo ressuscitado tinha sido constituído por Deus juiz dos vivos e dos mortos (primeira leitura). São Paulo ressalta de modo especial que a ressurreição do Senhor instaura uma nova vida no batizado. O cristão é aquele que morreu e ressuscitou com Cristo para uma vida nova. A fé na ressurreição é a rocha firme para São Paulo, o lugar onde se firma todo o seu dinamismo apostólico (segunda leitura). No evangelho, Pedro e João entram no sepulcro, "vêem e crêem".
O sepulcro vazio é o início de uma meditação que os leva à fé em Cristo ressuscitado.
2. Mensagem Doutrinal
a. Cristo ressuscitou: "A ressurreição de Jesus é a verdade culminante da nossa fé em Cristo", nos diz o Catecismo da Igreja Católica (nº. 638). A comunidade cristã dos primeiros tempos viveu esta verdade como o centro da sua existência. Todas as suas certezas -sua caridade, visível para todos, sua serenidade diante do martírio, seu amor pela Eucaristia- tudo fazia referência ao mistério pascal de Cristo, a sua morte e ressurreição. "Se Cristo não ressuscitou, vã é nossa fé", argumenta São Paulo.
Da mesma forma como as primeiras comunidades cristãs viviam da fé na ressurreição do Senhor, todos os cristãos foram chamados a viver mais profundamente o mistério da ressurreição. "Se ressuscitastes com Cristo, esforçai-vos por alcançar as coisas do alto" (Col 3, 1). Para o fiel, a ressurreição é um dado culminante da sua fé em Cristo; através da ressurreição, todas as promessas do Antigo Testamento se confirmam. O Senhor foi fiel ao seu amor, sem limites, com superabundância. Através da ressurreição se confirma à divindade do Senhor: verdadeiro Deus e verdadeiro homem.
A ressurreição nos ensina a verdade íntima sobre Deus (Deus é amor) e sobre a salvação humana. No mistério pascal, Cristo leva a revelação de Deus à sua plenitude. Auto-revelação definitiva de Deus. Por isso, a tese do caráter incompleto, limitado e imperfeito da revelação em Cristo, que deveria ser completada com a revelação de outras religiões, é contrária à fé da Igreja Católica (cf. Domine Iesus, nº. 6).
b. As mulheres são as primeiras a anunciar a ressurreição: "Por que procurais Aquele que vive entre os mortos? Ele não está aqui; ressuscitou" (Lc 24, 5-6).
Estas palavras, daqueles "dois personagens com vestes resplandecentes", aumentam a confiança das mulheres que foram até o sepulcro. Elas tinham vivido os trágicos acontecimentos que terminaram com a crucifixão de Cristo no Calvário; tinham experimentado a tristeza e a desorientação. Mas não abandonaram o Senhor no momento da prova. Escondidas, vão até o lugar onde Jesus tinha sido enterrado para vê-lo de novo e abraçá-lo pela última vez. O amor as impulsiona; aquele mesmo amor que as fez segui-lo pelos caminhos da Galiléia e da Judéia, até o Calvário. Mulheres bem-aventuradas! Elas ainda não sabiam que aquela era a aurora do dia mais importante da história. Não podiam saber, justamente elas, que seriam testemunhas da ressurreição de Jesus (cf. João Paulo II, Homilia da Vigília Pascal, 1988).
O evangelho nos conta que as mulheres foram as primeiras mensageiras da ressurreição do Senhor, inclusive antes dos apóstolos. A mulher tem uma particular sensibilidade religiosa e humana. Compreende de maneira mais rápida e intuitiva as verdades religiosas e as verdades humanas. Tendem espontaneamente ao valor religioso, à proteção da vida humana, ao cuidado dos mais fracos. Elas tiveram a missão de anunciar o triunfo definitivo de Cristo sobre a morte. A mulher experimenta, como mostra o Evangelho, uma particular fortaleza de espírito, porque compreende que tem a missão de cuidar, de algum modo, do bem dos homens.
No nosso mundo pós-moderno, fortemente relativista e sem fé, a mulher cristã é chamada a ser de novo a mensageira privilegiada das verdades cristãs. No lar, ela irradiará o amor, a compreensão, e educará a família nos valores sobrenaturais. Podemos dizer que depende da mulher, em grande medida, a fé do lar, porque ela a transmite não só com as palavras, mas com a vida, as atitudes, a capacidade de sofrimento, de perdão. Ela, no seio da família, no seio de uma comunidade religiosa, no seio da sociedade, na vida pública, nos hospitais, nas escolas, é quem faz presentes os valores transcendentes e, o que é mais importante, é quem revela Deus como amor, quem mostra Cristo ressuscitado e conduz as pessoas até Ele. Ela é a mestra da fé. Ela é o sol da família e da sociedade.
c. A esperança cristã: A solenidade da ressurreição do Senhor abre uma nova esperança para o homem. O poder de morte do pecado foi vencido pela força do amor, pela ressurreição do Senhor. Agora o homem pode esperar, apesar de toda aparência de fracasso. Agora o homem pode olhar com confiança para o futuro, não obstante os múltiplos perigos que o cercam nesta vida. Agora o homem pode empreender o caminho da vida lutando pela verdade com amor, com coragem, sabendo que não será defraudado.
Quem estiver se sentindo presa do desânimo, venha contemplar o mistério da redenção; quem estiver se sentindo desesperado diante do mal, não deserte: Cristo ressuscitou! Quem estiver preso pelo desespero, pela fraqueza física, psíquica ou moral, que perceba que a morte foi vencida e que o homem descobriu o rosto amoroso de Deus. Como é grande o amor que Deus teve por nós, a ponto de nos enviar seu Filho para morrer e ressuscitar, nos abrindo as portas do paraíso! Que todos os corações readquiram hoje a sua confiança: Cristo ressuscitou!
Feliz Páscoa! Feliz Ressurreição!
Todas as Publicações desde quinta feira Santa até a Domingo da Ressurreição, veja os créditos:
Paz e Bem!
Frei Fernando,OFMConv.
Fonte:http://www.portalcatolico.org.br/main.asp?View={AF31A9A1-7C2D-4C10-A3CB-6CEC57B1D672} (27/03/2010).
Que faz Deus numa cruz?
José Antonio Pagola *
Adital -
[Tradução: Antonio Manuel Álvarez Pérez*]
Segundo o relato evangélico, os que passavam ante Jesus crucificado sobre a colina do Gólgota escarneciam Dele e, rindo-se da Sua impotência, diziam-Lhe: «Se és o Filho de Deus, desce da cruz». Jesus não responde à provocação. A Sua resposta é um silêncio carregado de mistério. Precisamente porque é Filho de Deus permanecerá na cruz até à Sua morte.
As perguntas são inevitáveis:
Como é possível acreditar num Deus crucificado pelos homens? Damo-nos conta do que estamos a dizer? Que faz Deus numa cruz? Como pode subsistir uma religião fundada numa concepção tão absurda de Deus?
Um "Deus crucificado" constitui uma revolução e um escândalo que nos obriga a questionar todas as ideias que nós, humanos, fazemos a um Deus a quem supostamente conhecemos. O Crucificado não tem o rosto nem os traços que as religiões atribuem ao Ser Supremo.
O "Deus crucificado" não é um ser omnipotente e majestoso, imutável e feliz, alheio ao sofrimento dos humanos, mas um Deus impotente e humilhado que sofre com nós a dor, a angustia e até a mesma morte. Com a Cruz, ou termina a nossa fé em Deus, ou nos abrimos a uma compreensão nova e surpreendente de um Deus que, encarnado no nosso sofrimento, nos ama de forma incrível.
Ante o Crucificado começamos a intuir que Deus, no Seu último mistério, é alguém que sofre com nós. A nossa miséria afeta-O. O nosso sofrimento salpica-O. Não existe um Deus cuja vida transcorre, por assim dizer, à margem das nossas penas, lágrimas e desgraças. Ele está em todos os Calvários do nosso mundo.
Este "Deus crucificado" não permite uma fé frívola e egoísta num Deus omnipotente ao serviço dos nossos caprichos e pretensões. Este Deus coloca-nos a olhar para o sofrimento, o abandono e o desamparo de tantas vítimas da injustiça e das desgraças. Com este Deus encontramos-nos, quando nos aproximamos do sofrimento de qualquer crucificado.
Os cristãos continuam a tomar todo o gênero de desvios para não dar com o "Deus crucificado". Temos aprendido, inclusive, a levantar o nosso olhar para a Cruz do Senhor, desviando-a dos crucificados que estão ante os nossos olhos. No entanto, a forma mais autêntica de celebrar a Paixão do Senhor é reavivar a nossa compaixão. Sem isto, dilui-se a nossa fé no "Deus crucificado" e abre-se a porta a todo o tipo de manipulações. Que o nosso beijo ao Crucificado nos coloque sempre a olhar para quem, próximo ou afastado de nós, vive a sofrer
[Enviado por Eclesalia Informativo.
* Português de Portugal].
* Teólogo e biblista espanhol
Extraído de http://www.adital.com.br/site/noticia.asp?lang=PT&cod=46355 acesso em 25 mar. 2010.Ilustração: Cristo na cruz / Francisco de Zurbarán. 1627. Chicago : Art Institute. Disponível em http://commons.wikimedia.org/wiki/File:Francisco_de_Zurbar%C3%A1n_010.jpg acesso em 25 mar. 2010.
A cara do ressuscitado

Sem. Ivo da Costa, LC
idacosta@legionaries.org
Conta-se que um dos mais radicais críticos da religião um dia quis fazer uma experiência para medir a fé dos cristãos. Num sábado de Aleluia, se colocou em frente a uma Igreja e começou observar aqueles que saíam da Missa. Pensava: "Esta cerimônia é a mais importante para os cristãos, aí se comemora o evento da Ressurreição de Cristo sobre o qual se apoia todo o edifício das suas crenças como a salvação eterna, a vitória sobre o pecado e a morte, a adoção como filhos de Deus... Se a sua fé é verdadeira, será impossível que esta não se manifeste".
Depois de alguns minutos de observação, este pensador foi embora dizendo: “Estes não têm cara de ressuscitados...” São palavras duras e injustas, porque julgam universalmente uma realidade, a Igreja constituída pelos seus fieis, a partir de um grupo reduzido que não reflete a sua totalidade. Uma realidade que durante o curso da história tem mostrado tantas “caras de ressuscitado” nos seus santos e nas suas obras de serviço ao próximo. Sobra mencionar personagens como o Papa João Paulo II ou a Madre Teresa de Calcutá. Porém é uma crítica de certo modo válida, porque nos convida a analisar e ver se a ressurreição de Cristo tem alguma influência efetiva na nossa vida.
Um bom termômetro para saber isto é o que a Igreja mesmo nos propõe neste tempo de Páscoa. Na liturgia destes dias se faz um constante apelo ao livro dos Atos dos Apóstolos onde a temática constante é a vivência da caridade e amor fraterno com que viviam os nossos primeiros irmãos na fé. Caridade culminada com a vinda do Espírito Santo prometido por Jesus.
A caridade para os que então seguiam Jesus Cristo era a manifestação da sua fé no Ressuscitado e na doutrina anunciada por Ele. Porque Cristo ressuscitou, estamos certos da verdade de tudo o que ele fez e pregou, especialmente o sacramento da Eucaristia que Ele instituiu na última ceia e o SEU novo mandamento: o mandamento do amor. Um mandamento que seria o distintivo daqueles que abraçariam a fé. De fato, que outra motivação poderemos ter para amar e perdoar os nossos inimigos, para fazer-nos servos de todos, para respondermos o mal com o bem, se não for a fé em Jesus Cristo e na sua Palavra?
Mas a caridade não é só o que nos distingue como seguidores de Jesus Cristo, esta é também a melhor “estratégia” para conquistar o mundo para Cristo. As primeiras conversões não foram causadas pela genialidade e perfeição lógica dos argumentos e da doutrina pregada pelos apóstolos, mas pelo exemplo de amor dos discípulos de Cristo. “Olhai como se amam!”, era a exclamação dos pagãos quando contemplavam os nossos primeiros irmãos durante o tempo das perseguições romanas. Como os mesmos romanos costumavam dizer: “verba movent, exempla trahunt!” (as palavras movem, mas o exemplo arrasta!).
03 abril 2010
que a Igreja deverá comemorar o Ano Sacerdotal.
- Que os sacerdotes celebrem em suas paróquias a Missa na forma
litúrgica exata e fiel. Sem abusos litúrgicos.
- Que os nossos sacerdotes não sejam coniventes e nem omissos e combatam, com sua pregação,
sua oração e com o seu apostolado o progressismo, o modernismo e o relativismo..
- Que os sacerdotes formem adequadamente as famílias, orientando-os
quanto a tudo o que a Igreja ensina a respeito de contracepção, moral
sexual, famílias numerosas.
- Que os sacerdotes se convertam em apóstolos do confessionário, equiparando
o tamanho das filas da comunhão às do confessionário.
- Que os sacerdotes favoreçam as práticas devocionais em consonância com a tradição
da igreja e pela exposição do Santíssimo Sacramento semanalmente sempre que possível.
Que os sacerdotes tenham uma boa vida de oração, rezem, façam
meditação, tenham terço diário, celebrem piedosa e diariamente a
Missa,
- Que os sacerdotes preguem a doutrina católica
- Que os sacerdotes sejam fiéis obedientes ao Magistério e
valorosos defensores do Papa.
Oremos
Que Santa Maria Mãe de Deus
e da Igreja Rogue pelos Sacerdotes da Igreja de Cristo,
levando-os a plenitude santificadora, assim estes
estejam sempre conduzindo o povo de Deus,
os seus filhos a verdade que liberta,
Amém
SÁBADO SANTO
1. Inicia-se na noite do Sábado Santo em memória da noite santa da ressurreição gloriosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. É a chamada "A mãe de todas as santas vigílias", porque a Igreja mantém-se de vigília à espera da vitória do Senhor sobre a morte. Cinco elementos compõem a liturgia da Vigília Pascal: a benção do fogo novo e do círio pascal; a proclamação da Páscoa, que é um canto de júbilo anunciando a Ressurreição do Senhor; a liturgia da Palavra, que é uma série de leituras sobre a história da Salvação; a renovação das promessas do Batismo e, por fim, a liturgia Eucarística.
SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO E A VIVÊNCIA DA LITURGIA
a) Pode continuar exposta durante o dia para a veneração dos fiéis, uma imagem do Cristo crucificado, ou morto bem como a imagem da Santíssima Virgem das Dores.
b) Pedir com antecedência que os fiéis tragam velas ou a paróquia oferece.
c) Evite-se com todo o cuidado que os salmos da vigília sejam substituídos por canções populares.
d) No canto do "Glória", tocam-se os sinos, e também se podem preparar fogos de artifício.
e) O círio Pascal é colocado no presbitério, ao lado do ambão. O pedestal onde ficará o círio poderá ser decorado com flores.
f) O tempo pascal vai até o dia de Pentecostes, nesse dia sairá solenemente do presbitério o Círio Pascal, o qual ficou todo esse tempo no presbitério. A partir desse dia só será usado, nas cerimônias do batismo e Crisma. (O Sacerdote poderá usar o Rito para apagar o Círio Pascal).
O que preparar:
Para o fogo:
a) Uma fogueira podendo ser na frente da Igreja e que seja bem expressiva, quer dizer, que sua luz possa clarear mesmo.
b) O Círio Pascal (que seja novo, nunca se deve reaproveitar o Círio do ano que passou).
c) Cinco cravos, com grãos de incenso colocados nos mesmos.
d) Um estilete, para fazer a incisão no círio.
e) Uma vela grande para o celebrante acender o círio com o fogo novo.
f) Lanterna para iluminar os textos que o celebrante há de recitar.
g) Pegador de macarrão, para o turiferário tirar as brasas acesas do fogo novo e colocá-las no turíbulo.
h) Candelabro para o círio pascal, posto junto do ambão.
i) Preparar um microfone e um bom som, para o celebrante e o comentarista, onde começará a cerimônia, com a bênção do fogo novo.
Para a liturgia batismal (se houver):
a) Recipiente com água;
b) Quando se administram os sacramentos da Iniciação Cristã: óleo dos catecúmenos, Santo Crisma, vela batismal, Ritual Romano.
c) Apagam-se as luzes da Igreja.
d) Mesmo não havendo batismo deve-se preparar um recipiente (sugiro talhas de barro) com água para a aspersão.
e) Caldeirinha (vazia) com hissope (ramos) para a hora da aspersão.
Benção do Fogo e Preparação do Círio:
a) O Celebrante vai com paramentos brancos, à sua frente vai um dos acólitos ou Ministro com o Círio Pascal.
b) Não se leva a cruz processional nem velas acesas.
c) O turiferário leva o turíbulo sem brasas com a naveta.
Procissão:
a) Depois de acender o Círio, o celebrante deita o incenso no turíbulo, se houver diácono ou padre concelebrante este levará o Círio Pascal, na falta destes o Celebrante principal o levará.
b) Organiza-se a procissão que entra na Igreja. À frente de quem leva o Círio (Padre ou Diácono), vai o turíbulo fumegando. Seguem-se outros ministros, coroinhas e todo o povo com as velas apagadas na mão.
c) À porta da Igreja, o celebrante (ou diácono) erguendo o Círio canta: "Eis a luz de Cristo!" e todos respondem: Graças a Deus!
d) Depois, o celebrante principal (ou diácono) avança até ao meio da Igreja, pára e, erguendo o Círio, canta a Segunda vez: "Eis à luz de Cristo!" e todos respondem: Graças a Deus! Todos acendem as suas velas. Passando o fogo de uns para os outros.
e) Ao chegar diante do altar, o celebrante (ou diácono) pára, e, voltado para o povo, canta pela terceira vez: "Eis a luz de Cristo!" e todos respondem: Graças a Deus! Em seguida coloca o Círio no candelabro preparado junto do ambão.
f) Acendem-se todas as luzes da Igreja.
Precônio Pascal:
a) O celebrante coloca incenso do turíbulo e benze-o como para o Evangelho na Missa.
b) Havendo diácono ou padre concelebrante este fará a proclamação da Páscoa.
c) Enquanto isso da cadeira o celebrante principal segura uma vela acesa na mão, de pé, para ouvir o precônio pascal.
d) Todos se conservam igualmente de pé com as velas acesas na mão.
e) Terminado o precônio pascal, todos apagam as velas e sentam-se.
f) Após a última leitura do Antigo Testamento, com o seu responsório e respectiva oração, acendem-se as velas do altar e é entoado solenemente o hino: "Glória a Deus nas alturas" neste momento tocam-se os sinos, e os demais instrumentos que até então estavam silenciosos. Neste momento, também o altar é decorado com arranjos de flores, que deverão estar preparados na sacristia.
g) Na proclamação do Evangelho, não levam as velas, somente o turíbulo fumegando.
h) Após o Evangelho, faz-se a homilia; proceda-se a liturgia batismal, se houver.
i) Havendo batismo, sua liturgia efetua-se junto a pia batismal ou mesmo no presbitério. Onde por antiga tradição, o batistério estiver localizado fora da Igreja, é lá que se tem de ir para a liturgia batismal.
j) Primeiro faz-se a chamada dos catecúmenos, que são apresentados pelos padrinhos ou se forem crianças, levados pelos pais e padrinhos.
k) A liturgia batismal acontecendo no presbitério, após a monição do celebrante principal, segue-se a ladainha cantada, à qual o povo responde, de pé, por ser tempo pascal.
l) Terminada a ladainha, o Celebrante principal, de pé, junto da fonte batismal, com as mãos estendidas, benze a água. Pode-se introduzir na mesma água o círio pascal, uma ou três vezes, como vem indicado no missal.
m) Terminada a benção da água e dita a aclamação pelo povo, o celebrante principal, interroga os “eleitos” adultos, para que façam à renúncia, segundo o Rito da Iniciação Cristã dos adultos, e os pais ou padrinhos das crianças, segundo o Rito para o batismo de criança.
n) Faz-se agora a unção com o óleo dos catecúmenos.
o) O celebrante interroga os eleitos a cerca de sua fé. Tratando-se de crianças, pede-se a profissão de fé dos pais e padrinhos ao mesmo tempo.
p) Após o interrogatório, o celebrante batiza os eleitos.
q) Terminado o batismo, acontece à unção com o óleo da crisma.
r) Após a unção o celebrante, acende a vela no Círio Pascal.
s) Terminada a oblação batismal e os atos complementares e efetua-se, o regresso aos bancos, em procissão e com as velas acessas. Durante o retorno, canta-se um canto batismal.
t) Sendo batizados adultos, é lhes administrado também o sacramento da confirmação.
Renovação das Promessas do Batismo:
a) Concluído o rito do batismo e da confirmação, ou, se não tiver havido nenhum nem outro, após a benção da água, o celebrante principal estando de pé voltado para o povo, recebe a renovação das promessas da fé batismal dos fiéis, que se conservam de pé com as velas acessas na mão.
b) Terminada a renovação das promessas do batismo, o celebrante principal ajudado pelos padres concelebrantes ou diáconos, se houver, asperge o povo com água benta, enquanto isso se canta um canto de sentido batismal.
c) Por fim, a missa decorre como de costume, e com solenidade.
d) Em algumas paróquias tem-se o costume de fazer a procissão do Senhor Ressuscitado e do triunfo de Nossa Senhora. Portanto, a Imagem de Jesus Ressuscitado, deve estar em um andor devidamente ornado para a procissão ou carreata após o término da Vigília pascal.
2. REFLEXÃO BÍBLICO-PASTORAIS
Que está acontecendo hoje? Um grande silêncio reina sobre a terra. Um grande silêncio e uma grande solidão. Um grande silêncio, porque o Rei está dormindo; a terra estremeceu e ficou silenciosa, porque Deus feito homem adormeceu e acordou os que dormiam há séculos. Deus morreu na carne e despertou a mansão dos mortos.
Ele vai antes de tudo à procura de Adão, nosso primeiro pai, ovelha perdida. Faz questão de visitar os que estão mergulhados nas trevas e na sombra da morte. Deus e seu Filho vão ao encontro de Adão e Eva cativos, agora libertos dos sofrimentos.
O Senhor entrou onde eles estavam, levando em suas mãos a arma da cruz vitoriosa. Quando Adão, nosso primeiro pai, o viu, exclamou para todos os demais, batendo no peito e cheio de admiração: "O meu Senhor está no meio de nós". E Cristo respondeu a Adão: "E com teu espírito". E tomando-o pela mão, disse: “Acorda, tu que dormes, levanta-te dentre os mortos, e Cristo te iluminará”.
Eu sou o teu Deus, que por tua causa me tornei teu filho; por ti e por aqueles que nasceram de ti, agora digo, e com todo o meu poder, ordeno aos que estavam na prisão: 'Saí!’; e aos que jaziam nas trevas: 'Vinde para a luz!'; e aos entorpecidos: 'Levantai-vos!'
Eu te ordeno: Acorda, tu que dormes, porque não te criei para permaneceres na mansão dos mortos. Levanta-te dentre os mortos; eu sou a vida dos mortos. Levanta-te, obra das minhas mãos; levanta-te, ó minha imagem, tu que foste criado à minha semelhança. Levanta-te, saiamos daqui; tu em mim e eu em ti, somos uma só é indivisível pessoa.
Por ti, eu, o teu Deus, me tornei teu filho; por ti, eu, o Senhor, tomei tua condição de escravo. Por ti, eu, que habito no mais alto dos céus, desci a terra e fui até mesmo sepultado debaixo da terra; por ti, feito homem, tornei-me como alguém sem apoio, abandonado entre os mortos. Por ti, que deixaste o jardim no paraíso, ao sair de um jardim fui entregue aos judeus e num jardim, crucificado.
Vê em meu rosto os escarros que por ti recebi, para restituir-te o sopro da vida original. Vê na minha face às bofetadas que levei para restaurar, conforme a minha imagem, tua beleza corrompida.
Vê em minhas costas as marcas dos açoites que suportei por ti para retirar de teus ombros o peso dos pecados. Vê minhas mãos fortemente pregadas à árvore da cruz, por causa de ti, como outrora estendeste levianamente as tuas mãos para a árvore do paraíso. Adormeci na cruz e por tua causa a lança penetrou no meu lado, como Eva surgiu do teu, ao adormeceres no paraíso. Meu lado curou a dor do teu lado. Meu sono vai arrancar-te do sono da morte. Minha lança deteve a lança que estava dirigida contra ti.
Levanta-te, vamos daqui. O inimigo te expulsou da terra do paraíso; eu, porém, já não te coloco no paraíso, mas num trono celeste. O inimigo afastou de ti a árvore, símbolo da vida; eu, porém, que sou a vida, estou agora junto de ti. Constituí anjos que, como servos, te guardassem; ordeno agora que eles te adorem como Deus, embora não sejas Deus.
Está preparado o trono dos querubins, prontos e a postos os mensageiros, construído o leito nupcial, preparado o banquete, as mansões e os tabernáculos eternos adornados, abertos os tesouros de todos os bens e o meio dos céus preparado para ti desde toda a eternidade". (De uma antiga Homilia no grande Sábado Santo - Liturgia das Horas)
02 abril 2010
Cântico do irmão Sol ( ou Cântico das criaturas)
São Francisco deixou para a humanidade este canto de amor ao Pai de toda a Criação.
Na penúltima estrofe, que exalta o perdão e a paz, foi composta em julho de 1226 no palácio episcopal de Assis, para por fim a uma desavença entre o Bispo e o Prefeito da cidade. Estes poucos versos bastaram para impedir a guerra civil.
(A ultima estrofe, que acolhe a morte, foi composta no começo de outubro de 1226)
Altíssimo, onipotente e bom Deus,
Teus são o louvor, a gloria, a honra,
E toda a benção.
Só a Ti, Altíssimo, são devidos,
E homem algum é digno
De Te mencionar.
Louvado seja meu Senhor,
Com todas as Tuas criaturas,
Especialmente o irmão Sol,
Que clareia o dia
E com sua luz nos ilumina.
Ele é belo e radiante,
Com grande esplendor
De Ti, Altíssimo é a imagem.
Louvado seja meu Senhor
Pela irmã Lua e as Estrelas,
Que no céu formastes claras,
Preciosas e belas.
Louvado sejas meu Senhor, pelo irmão vento,
Pelo ar ou neblina,
Ou sereno ou de todo tempo
Pelo qual as Tuas criaturas daí sustento.
Louvado sejas meu Senhor,
Pela irmã Água
Que é muito útil e humilde
Preciosa e casta.
Louvado sejas meu Senhor,
Pelo irmão Fogo,
Pelo o qual iluminas a noite
E ele é belo e jucundo
vigoroso e forte.
Louvado sejas meu Senhor
MENSAGEM DA MINISTRA REGIONAL - SUDESTE III SOBRE A PÁSCOA
Posted: 30 Mar 2010 06:31 PM PDT
A caminho da Festa da Ressurreição ...
A celebração do Domingo de Ramos abriu-nos as portas da semana-caminho para a festa da Páscoa da Ressurreição.
Após ter entrado no coração de cada um, como fez um dia em Jerusalém, Jesus de Nazaré, nos convida a sentarmos a seu lado, junto com seus “amigos”, à mesa da refeição, para novamente, nos oferecer, além do Pão da Vida, o exemplo surpreendente de humildade e de serviço, quando repete, agora, o gesto inaugurado na derradeira Ceia: lava os pés dos irmãos. “Ama-os até o fim” – ama-nos por toda a eternidade! Era a festa da Páscoa Judaica, é a festa da nova e definitiva Aliança do Criador com as criaturas!
Mas Jesus, não nos convida apenas para festa, como também fez outrora, Ele nos chama a subir o Getsemani e diante de nós, se mostra divinamente humano quando pede ao Pai que lhe afaste o cálice do sacrifício.
Ele nos leva ao palácio de Pilatos e, de novo, o “eu não sei quem ele é”, hoje dito por nós, ecoa em seus ouvidos para ferir-lhe o coração como o chicote machucou o seu corpo.
Ele nos atrai para o caminho do Calvário e, por um momento, nos oferece a oportunidade de ajudá-lo a carregar a cruz, a parte mais leve, porque a mais pesada, a do amor não correspondido, esta Ele carrega sozinho e, nós não entendemos ... nem sempre aceitamos. Apresenta-nos a um grupo de mulheres, que à margem do caminho chora a sorte do justo, em nada diferente de nós hoje.
Mas, sobretudo, chama-nos a atenção para aquela, que lhe enxuga o rosto chagado e cansado , com o “véu da ternura e do cuidado”. E, finalmente, à sombra da soledade da Paixão, nos apresenta o mais amargo, o mais sofrido e o mais difícil encontro de olhares que o mundo já testemunhou: os olhos da Mãe e do Filho se misturam e cada coração derrama no coração do outro a própria dor, a dor do sim à vontade divina.
Finalmente, chegamos com Ele, no topo do Gólgota, de onde se abre a porta para a verdadeira vida. A noite cai ... mas o dia vem! Das trevas nasce a luz e, de novo, somos convidados para a festa: a Festa da Luz. “Eu sou a Luz”, havia dito Jesus.
Luz para o mundo, para todos os tempos, para cada época, para cada homem, para cada mulher.
Querido irmão, querida irmã, mais uma vez estamos diante da realidade central da nossa fé, a Ressurreição do Senhor.
Vamos celebrar com muita alegria, unidos na caridade e no compromisso de jamais, a exemplo de Maria, João e das santas mulheres, abandonar o pé da cruz e de proclamar a Vitória da Vida, com toda a força da nossa alma, com o vigor da nossa palavra e com o testemunho das nossas obras, em todas as encruzilhadas: na família, na Igreja, no trabalho, na sociedade, em fim, onde nossa realidade de franciscanos seculares conseguir atingir.
Como mãe e os abençôo, pedindo a Deus que nos alcance a graça de ressuscitar para sempre do pecado da tentação de “servir a dois senhores”.
Fraternalmente.
Maria Bernadette Nabuco do Amaral Mesquita
(Ministra Regional)
SEXTA-FEIRA SANTA
1. Sexta-feira Santa da Paixão do Senhor - Único dia durante o ano em que não se celebra missa, apenas distribui-se a comunhão. Nesta celebração somos convidados a compreender e a viver mais profundamente o mistério da cruz: o sofrimento e a morte assumidos por Cristo foram em vista da nossa salvação. A Paixão segundo o Evangelho de João apresenta a cruz como glorificação de Jesus, ela é sinal de salvação e de vitória (cf. Jo 3, 14).
A Cruz é símbolo de Cristo e da vida nova que ele nos oferece, por isso, ao reverenciarmos a cruz nós estamos adorando o próprio Redentor. A Oração Universal rezada nesta celebração nos faz lembrar que Cristo veio para que todos, sem distinção, tivessem vida em abundância.
SUGESTÕES PARA A CELEBRAÇÃO E A VIVÊNCIA DA LITURGIA
a) Criar clima de silêncio; o altar deve estar despojado, ou seja, sem cruz, sem toalha, sem candelabros, etc.; o Evangelho pode ser dialogado (assim como no domingo de Ramos ao ler a Paixão não se faz à saudação - O Senhor esteja convosco); a cruz (descoberta) pode entrar em procissão, trazida pelo presidente acompanhado com velas acesas enquanto canta três vezes "Eis o lenho da cruz..." - depois todos vão fazer a "adoração"; o modo comum é aquele em que o presidente coloca-se no altar (ou na frente do altar) com a cruz coberta (pano vermelho ou roxo) e aos poucos vai descobrindo-a (primeiro a parte de cima, depois o lado direito e por fim toda) enquanto canta "Eis o lenho da cruz..."; no momento da Adoração deve-se cantar algo apropriado, ou seja, cantos que lembrem o sacrifício de Cristo na cruz.
Lembretes: preparar antes uma toalha e o corporal para o momento da comunhão; esta celebração geralmente é feita às três da tarde (pode ser realizada mais tarde, porém não depois das nove da noite); pode-se organizar uma via-sacra ou caminhada silenciosa; convidar a todos para que depois da oração final retirar-se em silêncio. A cor é vermelha. Neste dia não se celebra a Eucaristia.
b) Guarda-se o jejum e a abstinência.
c) Só se celebram nestes dias os sacramentos da Unção dos enfermos e da Confissão.
d) Prepara-se tapete e almofadas para os sacerdotes (presidente e concelebrantes).
e) Os sacerdotes prostam-se, os demais ministros, coroinhas e povo ajoelham-se.
f) Prepara-se uma cruz que deve ser esplendorosa coberta com um véu vermelho e dois castiçais com velas (na credencia no fundo igreja).
g) Durante a adoração e o beijo devocional, canta-se hinos apropriados e salmos.
h) Depois da comunhão proceda-se à desnudação do altar, deixando a mesma cruz no centro do altar, com quatro castiçais.
i) Pode-se fazer até a hora da procissão do Senhor Morto a via-sacra.
j) Tendo a procissão do Senhor Morto, pode-se deixar o esquife a veneração pública, juntamente com a imagem de Nossa Senhora das Dores. Na procissão recomenda-se silêncio e orações e também o uso das matracas, bem como um carro de som com canto gregoriano, ou cantos penitenciais.
Na credencia:
a) Missal
b) Lecionário
c) Toalhas para o altar
d) Jogos completos de alfaias
e) Purificatório
f) Velas para o altar.
g) Âmbulas
2. PARALITURGIAS E PIEDADE POPULAR
Sexta-feira Santa: Sermão das 7 Palavras, descimento do Senhor Morto da cruz e procissão do Senhor morto (Em alguns lugares o povo tem a tradição de dar um beijo na imagem do Senhor morto.) É mais uma oportunidade para evangelizar, fazendo com que a devoção seja mais significativa, através dos vários grupos, movimentos, pastorais, etc. Destacar e dar um significado ao beijo das crianças, dos jovens, dos casais, dos homens e das mulheres, dos idosos, dos doentes, etc. Uma pequena paraliturgia pode ser preparada para este momento, com cânticos penitenciais e fazendo uma ligação com a Campanha da Fraternidade 2010.
3. MOMENTOS FORTES:
Elementos da Celebração
O elemento fundamental e universal da liturgia desse dia é a proclamação da Palavra, uma vez que a Igreja, por antiquíssima tradição, não celebra hoje a eucaristia. A celebração compõe-se de três partes:
a) A liturgia da Palavra
O evangelho, conforme uma longa tradição é o da Paixão segundo S. João (Jo 18,1-19.42). A Igreja reserva para este dia precisamente pela perspectiva com que o apóstolo apresenta a vida e a morte de Jesus.
A primeira leitura é o texto do profeta Isaías que narra a passagem do servo sofredor ( Is 52,13-53,12). É um trecho do quarto cântico do Servo de Javé. Com esta leitura é oferecida a imagem do Cristo sofredor, conduzido ao matadouro como uma ovelha muda, carregando todos os nossos pecados, causa da nossa justificação.
O Salmo responsorial é tirado do Sl 30, cujo versículo 6 Jesus pronunciou na cruz (Lc 23,46) "... Sou o opróbrio dos meus inimigos... Confio em ti, Senhor... Fazes brilhar tua face sobre teu servo...? A liturgia atribui a Jesus o Salmo inteiro, encontrando nele a descrição de sua paixão e de seu pleno abandono nas mãos do Pai.
A Segunda leitura, é proclamado um trecho da carta aos Hebreus ( 4,14-16;5,7-9). Ela nos mostra Cristo obediente que se torna causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
A.1) Oração Universal
Depois da leitura da Sagrada Escritura e da homilia, a liturgia da Palavra termina com as orações solenes (= Oração universal) segundo o esquema da antiga prece litúrgica: convite, intenções, prece em silêncio, "coleta" (= oração das preces por parte do presidente da assembleia).
São 10 súplicas: pela Igreja, pelo papa, pelas ordens sagradas e por todos os fiéis, pelos catecúmenos, pela unidade dos cristãos, pelos judeus, pelos não cristãos, pelos que não creem em Deus, pelos governantes e pelos atribulados...
Podemos assinalar a teologia que emerge do lugar que essas orações solenes ocupam depois da proclamação da palavra de Deus. A assembleia, iluminada pela palavra, abre-se à caridade orando pelas necessidades atuais, começando pela Igreja e assim por diante.
b) A adoração da Santa Cruz
Não se oferece o sacrifício eucarístico na Sexta-feira santa. Em lugar da eucaristia fazem-se a apresentação e a adoração da cruz. A atenção da Igreja se fixa no calvário. É um rito que nasce como consequência da proclamação da paixão de Jesus. Há nesta veneração o antigo costume de mostrar aos fiéis a cruz, descobrindo-a progressivamente enquanto se canta, três vezes, o Ecce lignum crucis (eis o lenho da cruz), ao que o povo responde: "Vinde, adoremos!" Para a adoração da cruz, aproximam-se os cristãos que exprimem sua adoração pela genuflexão, pelo beijo ou por outros sinais adequados. Ao terminar a adoração, põe-se a cruz sobre o altar, que é símbolo do sacrifício e sacerdócio de Jesus Cristo. A assembleia contempla seu Senhor (Jo 19,37).
C. Liturgia da comunhão
Terminada a liturgia da adoração da cruz, cobre-se o altar com uma toalha e traz-se o Santíssimo Sacramento. O presidente da assembleia adora-o, fazendo uma genuflexão. Pronuncia-se o Pai Nosso e o embolismo seguido da aclamação do povo, como nas missas. Em seguida dá-se a comunhão à comunidade.
Podemos dizer que o significado desta comunhão fundamenta-se em São Paulo, que alude a uma relação profunda e misteriosa entre a comunhão sacramental e a paixão e morte de Cristo. Na 1Cor 11,26 ele lembra: "Todas as vezes que comeis desse pão e bebeis desse cálice, anunciais a morte do Senhor, até que ele venha." A Eucaristia também é participação da morte de Cristo (1Cor10,15-16).
A solene ação litúrgica da paixão e morte do Senhor termina com a oração pós comunhão, que é uma ação de graças pela nova vida que o Pai nos comunicou pela "morte e ressurreição" de seu Filho, e logo em seguida, a oração sobre o povo que menciona junto a morte e a ressurreição, pedindo que "venha o vosso perdão, seja dado o vosso consolo; cresça a fé verdadeira e a redenção se confirme", e o povo se retira em silêncio após esta bênção.
4 - O jejum pascal
Nesse dia observa-se o jejum chamado "pascal", porque nos faz reviver a passagem ("transitus") da paixão à alegria da ressurreição. É um sinal exterior da participação interior do sacrifício de Jesus (2Cor 4,11), e também como sinal de que chegamos aos dias em que nos tiraram o Esposo (cf. Lc 5,33-35). A tradição desse jejum é antiquíssima, atestada por Tertuliano e Hipólito que, em Roma, a celebração anual da Páscoa começava com o jejum da Sexta-feira santa e prolongava-se durante todo o Sábado, até a celebração da Vigília na noite entre o Sábado e o Domingo.
A Sacrossanctum Concilium, a constituição sobre a liturgia, prescreve: "Sagrado seja o jejum pascal, a se observar na Sexta-feira da Paixão e Morte do Senhor e, se for oportuno, a se estender também ao Sábado Santo, a fim de que se chegue com o coração livre e aberto às alegrias do Domingo da Ressurreição?” (SC 110). O jejum pascal não é um elemento secundário, mas parte integrante da celebração do tríduo pascal.




